{"id":133590,"date":"2026-06-09T08:05:00","date_gmt":"2026-06-09T11:05:00","guid":{"rendered":"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/?p=133590"},"modified":"2026-06-08T18:28:53","modified_gmt":"2026-06-08T21:28:53","slug":"astronomos-usam-o-muse-para-investigar-a-misteriosa-galaxia-w2246f-e-descobrem-um-nucleo-quase-adormecido","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/2026\/06\/09\/astronomos-usam-o-muse-para-investigar-a-misteriosa-galaxia-w2246f-e-descobrem-um-nucleo-quase-adormecido\/","title":{"rendered":"Astr\u00f4nomos usam o MUSE para investigar a misteriosa gal\u00e1xia W2246f e descobrem um n\u00facleo quase adormecido"},"content":{"rendered":"\n<p>Uma equipe internacional de astr\u00f4nomos utilizou o instrumento MUSE, instalado no Very Large Telescope, para investigar detalhadamente a gal\u00e1xia espiral W2246f. As observa\u00e7\u00f5es revelaram uma combina\u00e7\u00e3o incomum de caracter\u00edsticas: enquanto o n\u00facleo abriga estrelas antigas e pouca atividade de forma\u00e7\u00e3o estelar, as regi\u00f5es externas continuam produzindo novas estrelas. Os resultados ajudam a reconstruir a hist\u00f3ria evolutiva desse sistema localizado a cerca de 1,2 bilh\u00e3o de anos-luz da Terra.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que torna a gal\u00e1xia W2246f t\u00e3o interessante?<\/h2>\n\n\n\n<p>Apesar de seu tamanho semelhante ao de muitas gal\u00e1xias espirais conhecidas, W2246f permanecia pouco estudada. Sua posi\u00e7\u00e3o em primeiro plano de uma gal\u00e1xia extremamente distante chamou a aten\u00e7\u00e3o dos pesquisadores, que aproveitaram observa\u00e7\u00f5es profundas para analisar sua estrutura com elevado n\u00edvel de detalhe.<\/p>\n\n\n\n<p>As imagens e medi\u00e7\u00f5es obtidas permitiram investigar o movimento das estrelas, a distribui\u00e7\u00e3o do g\u00e1s e a composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica do sistema, oferecendo uma vis\u00e3o mais completa de sua evolu\u00e7\u00e3o ao longo de bilh\u00f5es de anos.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/galaxia-3-1-3-1024x576.jpg\" alt=\"W2246f\" class=\"wp-image-133601\" srcset=\"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/galaxia-3-1-3-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/galaxia-3-1-3-300x169.jpg 300w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/galaxia-3-1-3-768x432.jpg 768w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/galaxia-3-1-3-750x422.jpg 750w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/galaxia-3-1-3-1140x641.jpg 1140w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/galaxia-3-1-3.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">diferen\u00e7as marcantes entre o n\u00facleo antigo e o disco ainda ativo.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong> <strong><a href=\"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/2026\/06\/06\/o-que-significam-as-listras-coloridas-nos-pneus-novos-que-aparecem-antes-do-primeiro-uso-do-carro\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">O que significam as listras coloridas nos pneus novos que aparecem antes do primeiro uso do carro?<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que as observa\u00e7\u00f5es revelaram sobre sua hist\u00f3ria?<\/h2>\n\n\n\n<p>Ao analisar a din\u00e2mica da gal\u00e1xia, os cientistas n\u00e3o encontraram sinais evidentes de colis\u00f5es ou intera\u00e7\u00f5es recentes com outras gal\u00e1xias. Isso sugere que W2246f teve uma hist\u00f3ria relativamente tranquila durante os \u00faltimos bilh\u00f5es de anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os principais resultados obtidos pelos pesquisadores est\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Aus\u00eancia de distor\u00e7\u00f5es estruturais significativas.<\/li>\n\n\n\n<li>Estrelas antigas dominando a regi\u00e3o central.<\/li>\n\n\n\n<li>Maior parte da massa formada h\u00e1 aproximadamente 6 a 7 bilh\u00f5es de anos.<\/li>\n\n\n\n<li>Disco gal\u00e1ctico preservado e bem definido.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/imagem-1-1-2-1024x576.jpg\" alt=\"W2246f\" class=\"wp-image-133603\" srcset=\"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/imagem-1-1-2-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/imagem-1-1-2-300x169.jpg 300w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/imagem-1-1-2-768x432.jpg 768w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/imagem-1-1-2-750x422.jpg 750w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/imagem-1-1-2-1140x641.jpg 1140w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/imagem-1-1-2.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">A gal\u00e1xia W2246f ajuda cientistas a entender como diferentes regi\u00f5es evoluem.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como \u00e9 a distribui\u00e7\u00e3o da forma\u00e7\u00e3o estelar na gal\u00e1xia?<\/h2>\n\n\n\n<p>Os dados mostram um contraste marcante entre o n\u00facleo e as regi\u00f5es externas. No centro da gal\u00e1xia, a taxa de nascimento de novas estrelas \u00e9 muito baixa, enquanto o disco continua apresentando atividade de forma\u00e7\u00e3o estelar.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa diferen\u00e7a indica que o processo de cria\u00e7\u00e3o de estrelas foi interrompido na regi\u00e3o central, mas permanece ativo em outras \u00e1reas. Esse comportamento ajuda os astr\u00f4nomos a compreender como diferentes partes de uma gal\u00e1xia podem evoluir de maneira independente.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que a composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica revelou?<\/h2>\n\n\n\n<p>As medi\u00e7\u00f5es de metalicidade mostraram que a regi\u00e3o central possui caracter\u00edsticas distintas do restante do disco. Os pesquisadores identificaram uma redu\u00e7\u00e3o na abund\u00e2ncia qu\u00edmica e na densidade de forma\u00e7\u00e3o estelar justamente onde predominam as popula\u00e7\u00f5es estelares mais antigas.<\/p>\n\n\n\n<p>Os resultados indicam alguns padr\u00f5es importantes:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Menor enriquecimento qu\u00edmico no n\u00facleo.<\/li>\n\n\n\n<li>Queda da metalicidade do g\u00e1s na regi\u00e3o central.<\/li>\n\n\n\n<li>Presen\u00e7a de estrelas mais velhas pr\u00f3ximas ao centro.<\/li>\n\n\n\n<li>Continuidade do enriquecimento qu\u00edmico nas \u00e1reas com forma\u00e7\u00e3o estelar ativa.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/grafico-1-2-2-1-1024x576.jpg\" alt=\"W2246f\" class=\"wp-image-133608\" srcset=\"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/grafico-1-2-2-1-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/grafico-1-2-2-1-300x169.jpg 300w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/grafico-1-2-2-1-768x432.jpg 768w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/grafico-1-2-2-1-750x422.jpg 750w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/grafico-1-2-2-1-1140x641.jpg 1140w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/grafico-1-2-2-1.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">seu centro envelheceu mais rapidamente, enquanto regi\u00f5es externas continuam formando estrelas.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong> <strong><a href=\"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/2026\/06\/06\/encontrado-no-fundo-do-oceano-reservatorio-de-agua-doce-formado-ha-cerca-de-20-000-anos-pode-abastecer-ate-uma-super-metropole-por-800-anos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Encontrado no fundo do oceano, reservat\u00f3rio de \u00e1gua doce formado h\u00e1 cerca de 20.000 anos pode abastecer at\u00e9 uma super metr\u00f3pole por 800 anos<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como os astr\u00f4nomos classificaram a W2246f?<\/h2>\n\n\n\n<p>Com base nas caracter\u00edsticas observadas, os cientistas conclu\u00edram que W2246f pertence \u00e0 categoria conhecida como gal\u00e1xia cLIER. Nesses sistemas, a emiss\u00e3o observada no n\u00facleo n\u00e3o \u00e9 produzida principalmente por estrelas jovens, mas por estrelas antigas em est\u00e1gios avan\u00e7ados de evolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa classifica\u00e7\u00e3o refor\u00e7a a ideia de que o centro da gal\u00e1xia passou por um processo de envelhecimento mais acelerado, enquanto o disco continua formando novas gera\u00e7\u00f5es estelares. O estudo fornece um exemplo valioso de como diferentes regi\u00f5es gal\u00e1cticas podem seguir trajet\u00f3rias evolutivas distintas dentro do mesmo sistema.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma equipe internacional de astr\u00f4nomos utilizou o instrumento MUSE, instalado no Very Large Telescope, para investigar detalhadamente a gal\u00e1xia espiral W2246f. 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