{"id":85088,"date":"2026-03-01T23:45:00","date_gmt":"2026-03-02T02:45:00","guid":{"rendered":"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/?p=85088"},"modified":"2026-02-28T22:14:10","modified_gmt":"2026-03-01T01:14:10","slug":"como-era-o-brasil-100-anos-atras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/2026\/03\/01\/como-era-o-brasil-100-anos-atras\/","title":{"rendered":"Como era o Brasil 100 anos atr\u00e1s?"},"content":{"rendered":"\n<p>Imagine caminhar por uma rua em <strong>1926<\/strong>, ouvindo o som dos bondes, vendo homens de chap\u00e9u e mulheres com vestidos elegantes, enquanto, a poucos quil\u00f4metros dali, fam\u00edlias trabalhavam de sol a sol na lavoura. O Brasil de 100 anos atr\u00e1s era um pa\u00eds em transforma\u00e7\u00e3o, com um p\u00e9 no passado rural e outro em um futuro urbano e moderno, e entender esse contraste ajuda a enxergar melhor o pa\u00eds em que vivemos hoje.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como era o Brasil 100 anos atr\u00e1s no cen\u00e1rio pol\u00edtico e econ\u00f4mico?<\/h2>\n\n\n\n<p>No in\u00edcio da d\u00e9cada de 1920, o Brasil vivia a chamada <strong>Rep\u00fablica Velha<\/strong>, com a pol\u00edtica controlada por poucas fam\u00edlias poderosas, principalmente ligadas \u00e0s oligarquias rurais de estados como <strong>S\u00e3o Paulo<\/strong> e Minas Gerais. O voto era muito limitado, o que deixava grande parte da popula\u00e7\u00e3o fora das decis\u00f5es importantes, e os acordos entre l\u00edderes regionais valiam mais do que a vontade popular.<\/p>\n\n\n\n<p>A economia dependia da exporta\u00e7\u00e3o de produtos agr\u00edcolas, principalmente o <strong>caf\u00e9<\/strong>, concentrado em grandes fazendas que mantinham rela\u00e7\u00f5es de trabalho muito desiguais. Ao mesmo tempo, a industrializa\u00e7\u00e3o come\u00e7ava a aparecer em cidades como S\u00e3o Paulo e <strong>Rio de Janeiro<\/strong>, com f\u00e1bricas t\u00eaxteis, metal\u00fargicas e de alimentos, criando empregos urbanos, novos costumes e tamb\u00e9m conflitos trabalhistas em um pa\u00eds ainda muito marcado pelo campo.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/brasil-preto-e-branco_1772311197761-1024x576.jpg\" alt=\"Brasil\" class=\"wp-image-85237\" srcset=\"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/brasil-preto-e-branco_1772311197761-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/brasil-preto-e-branco_1772311197761-300x169.jpg 300w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/brasil-preto-e-branco_1772311197761-768x432.jpg 768w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/brasil-preto-e-branco_1772311197761-750x422.jpg 750w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/brasil-preto-e-branco_1772311197761-1140x641.jpg 1140w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/brasil-preto-e-branco_1772311197761.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">No in\u00edcio da d\u00e9cada de 1920, o Brasil vivia a chamada Rep\u00fablica Velha. &#8211; Cr\u00e9ditos: depositphotos.com \/ GoranJakus<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como viviam os brasileiros no dia a dia urbano h\u00e1 100 anos?<\/h2>\n\n\n\n<p>Nas grandes cidades, a rotina come\u00e7ava cedo, com trabalhadores pegando <strong>bondes<\/strong> lotados ou fazendo longas caminhadas at\u00e9 f\u00e1bricas, escrit\u00f3rios e lojas. Ruas centrais ganhavam ilumina\u00e7\u00e3o el\u00e9trica, vitrines chamavam aten\u00e7\u00e3o de quem passava e cinemas, caf\u00e9s e teatros surgiam como novidades que encantavam quem tinha algum dinheiro para gastar com lazer.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao mesmo tempo, a <strong>desigualdade<\/strong> aparecia em cada esquina, com fam\u00edlias ricas vivendo em casar\u00f5es confort\u00e1veis e muitos trabalhadores dividindo quartos em corti\u00e7os, sem saneamento adequado. Doen\u00e7as infecciosas eram comuns, o acesso \u00e0 sa\u00fade era limitado e, mesmo assim, as pessoas encontravam tempo para festas de bairro, partidas de <strong>futebol<\/strong> em campos de v\u00e1rzea e encontros nas cal\u00e7adas ao fim do dia.<\/p>\n\n\n\n<p>Leia tamb\u00e9m: <a href=\"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/2025\/07\/21\/5-curiosidades-que-explicam-o-sucesso-do-shih-tzu-no-brasil\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">5 curiosidades que explicam o sucesso do Shih Tzu no Brasil<\/a><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como era a vida no campo e nas pequenas cidades brasileiras?<\/h2>\n\n\n\n<p>No interior, o rel\u00f3gio era guiado pela luz do dia e pelas esta\u00e7\u00f5es do ano, com homens, mulheres e crian\u00e7as trabalhando na terra do amanhecer ao entardecer. A mecaniza\u00e7\u00e3o era rara, a maior parte do trabalho era manual, e muitas crian\u00e7as dividiam o tempo entre a <strong>ro\u00e7a<\/strong> e a escola, quando havia uma escola por perto.<\/p>\n\n\n\n<p>As casas costumavam ser simples, de madeira ou taipa, com ilumina\u00e7\u00e3o por lampi\u00f5es e \u00e1gua retirada de po\u00e7os, rios ou cacimbas. As dist\u00e2ncias eram grandes, o transporte era feito a p\u00e9, a cavalo ou de carro\u00e7a, e as not\u00edcias circulavam devagar, muitas vezes trazidas por viajantes, padres ou comerciantes, com as festas religiosas servindo como momentos essenciais de encontro e troca de <strong>informa\u00e7\u00f5es<\/strong>.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/brasil-velho_1772311352926-1024x576.jpg\" alt=\"brasil\" class=\"wp-image-85238\" srcset=\"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/brasil-velho_1772311352926-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/brasil-velho_1772311352926-300x169.jpg 300w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/brasil-velho_1772311352926-768x432.jpg 768w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/brasil-velho_1772311352926-750x422.jpg 750w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/brasil-velho_1772311352926-1140x641.jpg 1140w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/brasil-velho_1772311352926.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">As casas costumavam ser simples, de madeira ou taipa, com ilumina\u00e7\u00e3o por lampi\u00f5es e \u00e1gua retirada de po\u00e7os, rios ou cacimbas. -Cr\u00e9ditos: depositphotos.com \/ Morphart<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quais eram os principais costumes, trabalhos e formas de lazer dos brasileiros?<\/h2>\n\n\n\n<p>Os trabalhos mais comuns envolviam esfor\u00e7o f\u00edsico intenso, tanto no campo quanto na cidade, com pouca prote\u00e7\u00e3o e quase nenhum direito garantido. Nas cidades crescia o n\u00famero de oper\u00e1rios em f\u00e1bricas, al\u00e9m de artes\u00e3os, pequenos comerciantes e funcion\u00e1rios p\u00fablicos, enquanto no campo predominavam a lavoura, a cria\u00e7\u00e3o de animais e a extra\u00e7\u00e3o de produtos naturais, em uma rotina dura e repetitiva que, aos poucos, come\u00e7aria a ser afetada por novas ideias de organiza\u00e7\u00e3o e de <strong>direitos trabalhistas<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>A organiza\u00e7\u00e3o familiar era mais r\u00edgida, com pap\u00e9is bem definidos para homens, mulheres e filhos, e o casamento religioso tinha grande peso social. O lazer era vivido principalmente em grupo e, al\u00e9m de festas, rodas de conversa e futebol, algumas atividades come\u00e7avam a se destacar no cotidiano:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Festas religiosas e <strong>quermesses<\/strong>, que misturavam f\u00e9, comida e m\u00fasica.<\/li>\n\n\n\n<li>Bailes em clubes, sal\u00f5es simples e casas de fam\u00edlia, com m\u00fasica ao vivo.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Cinema<\/strong> mudo nas cidades maiores, encantando com imagens em preto e branco.<\/li>\n\n\n\n<li>R\u00e1dio surgindo como novidade em alguns lares urbanos, unindo informa\u00e7\u00e3o e <strong>entretenimento<\/strong>.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Se voc\u00ea quer saber mais, separamos o v\u00eddeo do canal &#8220;Voc\u00ea Sabia?&#8221; falando sobre essa curiosidade:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed aligncenter is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"jeg_video_container jeg_video_content\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"COMO ERA O BRASIL 100 ANOS ATR\u00c1S?? A VIDA DOS BRASILEIROS EM 1924\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/9EbQQKl2nCA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que mudou no Brasil em 100 anos e o que permanece?<\/h2>\n\n\n\n<p>Um s\u00e9culo depois, o Brasil se tornou muito mais urbano, com mais tecnologia no dia a dia, maior presen\u00e7a do Estado e direitos trabalhistas bem mais consolidados. A <strong>escola<\/strong> se espalhou pelo pa\u00eds, o acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o ficou mais r\u00e1pido e variado e o trabalho deixou de ser, para muitos, apenas for\u00e7a f\u00edsica, incorporando servi\u00e7os, tecnologia e profiss\u00f5es que nem existiam em 1926.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo com tantas mudan\u00e7as, algumas marcas do passado ainda aparecem, como a <strong>desigualdade social<\/strong> e regional, que j\u00e1 era forte h\u00e1 100 anos. Ao olhar para o Brasil de ent\u00e3o, com seu campo dominante, suas cidades em transforma\u00e7\u00e3o e suas diferen\u00e7as profundas entre ricos e pobres, entendemos melhor as ra\u00edzes de muitos problemas e tamb\u00e9m de muitos costumes que ainda fazem parte da nossa vida hoje.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Imagine caminhar por uma rua em 1926, ouvindo o som dos bondes, vendo homens de chap\u00e9u e mulheres com vestidos elegantes, enquanto, a poucos quil\u00f4metros dali, fam\u00edlias trabalhavam de sol a sol na lavoura. 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