{"id":91714,"date":"2026-03-14T16:05:00","date_gmt":"2026-03-14T19:05:00","guid":{"rendered":"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/?p=91714"},"modified":"2026-03-13T20:38:08","modified_gmt":"2026-03-13T23:38:08","slug":"nivel-do-mar-20-metros-mais-alto-e-artico-sem-gelo-o-que-o-co2-recorde-de-hoje-revela-sobre-o-futuro-do-planetao-nivel-do-mar-era-20-metros-mais-alto-e-nao-havia-gelo-no-artico-ha-3-milhoes-de-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/2026\/03\/14\/nivel-do-mar-20-metros-mais-alto-e-artico-sem-gelo-o-que-o-co2-recorde-de-hoje-revela-sobre-o-futuro-do-planetao-nivel-do-mar-era-20-metros-mais-alto-e-nao-havia-gelo-no-artico-ha-3-milhoes-de-anos\/","title":{"rendered":"O n\u00edvel do mar era 20 metros mais alto e n\u00e3o havia gelo no \u00c1rtico: h\u00e1 3 milh\u00f5es de anos, havia tanto CO2 na atmosfera quanto agora"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>N\u00edvel do mar at\u00e9 20 metros mais alto e sem gelo no \u00c1rtico<\/strong>&nbsp;n\u00e3o \u00e9 apenas um cen\u00e1rio distante, mas um retrato poss\u00edvel do futuro se a concentra\u00e7\u00e3o de CO2 continuar subindo no ritmo atual, com&nbsp;gases de efeito estufa em n\u00edveis recordes&nbsp;fazendo de 2024 um ano de alerta m\u00e1ximo para o clima global e revelando um planeta em r\u00e1pida transforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>N\u00edveis de CO2 ultrapassam 420 ppm em 2024<\/strong>, com aumento recorde de 3,5 ppm em um \u00fanico ano.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Inc\u00eandios florestais e oceanos aquecidos<\/strong> reduzem a capacidade da natureza de absorver carbono e ampliam o aquecimento global.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Compara\u00e7\u00f5es com o Plioceno<\/strong> mostram que concentra\u00e7\u00f5es semelhantes de CO2 j\u00e1 estiveram associadas a mares at\u00e9 20 metros mais altos.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Proje\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas indicam eleva\u00e7\u00e3o do n\u00edvel do mar de at\u00e9 1 metro at\u00e9 2100<\/strong>, com riscos crescentes para cidades costeiras.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Redu\u00e7\u00e3o r\u00e1pida de combust\u00edveis f\u00f3sseis e prote\u00e7\u00e3o de ecossistemas<\/strong> s\u00e3o medidas essenciais para limitar o aquecimento global. <\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">CO2 atinge n\u00edveis hist\u00f3ricos e altera o balan\u00e7o de energia do planeta?<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>Os n\u00edveis de CO2 na atmosfera em 2024<\/strong>&nbsp;aumentaram em ritmo recorde, com alta de 3,5 ppm em um \u00fanico ano, segundo a&nbsp;Organiza\u00e7\u00e3o Meteorol\u00f3gica Mundial (OMM).&nbsp;As concentra\u00e7\u00f5es atuais ultrapassam 420 ppm, cerca de 52 por cento acima de 1750, empurrando o clima para uma zona in\u00e9dita na hist\u00f3ria humana. Esse salto r\u00e1pido na concentra\u00e7\u00e3o&nbsp;mostra que pol\u00edticas de redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es ainda s\u00e3o insuficientes.&nbsp;Mesmo pequenas varia\u00e7\u00f5es em ppm alteram fortemente o balan\u00e7o de energia do planeta e intensificam ondas de calor, secas e extremos de precipita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/agua-1-1-1-1024x576.jpg\" alt=\"CO2\" class=\"wp-image-91756\" srcset=\"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/agua-1-1-1-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/agua-1-1-1-300x169.jpg 300w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/agua-1-1-1-768x432.jpg 768w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/agua-1-1-1-750x422.jpg 750w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/agua-1-1-1-1140x641.jpg 1140w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/agua-1-1-1.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">A concentra\u00e7\u00e3o de CO2 na atmosfera ultrapassa 420 ppm em 2024 e coloca o clima global em uma zona in\u00e9dita na hist\u00f3ria humana.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quais fatores explicam a alta recente de CO2?<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>As emiss\u00f5es de gases de efeito estufa causadas pelo homem<\/strong>&nbsp;seguem como principal motor do aumento de CO2, sobretudo a queima de carv\u00e3o, petr\u00f3leo e g\u00e1s em energia, transporte e ind\u00fastria.&nbsp;Processos naturais agravados, como inc\u00eandios florestais e aquecimento dos oceanos, j\u00e1 deixam de ser aliados e passam a refor\u00e7ar o aquecimento. Florestas em chamas, solos degradados e mares mais quentes&nbsp;liberam carbono acumulado por d\u00e9cadas ou s\u00e9culos.&nbsp;A natureza, antes grande sumidouro, perde capacidade de absor\u00e7\u00e3o sob calor extremo, secas prolongadas e destrui\u00e7\u00e3o de ecossistemas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como inc\u00eandios florestais e oceanos aquecidos aumentam o CO2<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>Inc\u00eandios florestais extremos<\/strong>&nbsp;liberam grandes quantidades de CO2 da biomassa de \u00e1rvores e plantas, ampliando ainda mais o desequil\u00edbrio clim\u00e1tico.&nbsp;Ao mesmo tempo, oceanos mais quentes absorvem menos CO2 e podem devolv\u00ea-lo \u00e0 atmosfera, alterando correntes e ecossistemas marinhos.<\/p>\n\n\n\n<p>Esses processos transformam antigos sumidouros de carbono em fontes l\u00edquidas de emiss\u00f5es e ampliam riscos globais:<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"239\" src=\"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/convertido-25-1024x239.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-91759\" srcset=\"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/convertido-25-1024x239.jpg 1024w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/convertido-25-300x70.jpg 300w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/convertido-25-768x179.jpg 768w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/convertido-25-750x175.jpg 750w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/convertido-25-1140x266.jpg 1140w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/convertido-25.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como CO2, metano e \u00f3xido nitroso impulsionam o aquecimento global<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>Os gases de efeito estufa mais relevantes<\/strong>&nbsp;hoje s\u00e3o CO2, metano (CH4) e \u00f3xido nitroso (N2O).&nbsp;O CO2 responde por cerca de 70 por cento do aquecimento, embora o metano seja mais potente mol\u00e9cula a mol\u00e9cula, com n\u00edveis 166 por cento maiores que no per\u00edodo pr\u00e9-industrial. O \u00f3xido nitroso j\u00e1 aumentou cerca de 25 por cento&nbsp;e resulta sobretudo de fertilizantes e atividades agropecu\u00e1rias.&nbsp;Controlar CO2 \u00e9 essencial, mas reduzir metano e N2O \u00e9 decisivo para desacelerar o aquecimento nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong> <strong><a href=\"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/2026\/03\/12\/mil-pegadas-de-dinossauros-nas-calcadas-e-um-tunel-verde-de-1911-essa-cidade-do-interior-de-sao-paulo-tem-idh-de-pais-europeu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Mil pegadas de dinossauros nas cal\u00e7adas e um t\u00fanel verde de 1911: essa cidade do interior de S\u00e3o Paulo tem IDH de pa\u00eds europeu<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que revela a compara\u00e7\u00e3o com o Plioceno?<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A \u00faltima vez que a atmosfera teve tanto CO2<\/strong>&nbsp;quanto hoje foi h\u00e1 3 a 5 milh\u00f5es de anos, no Plioceno, quando a temperatura m\u00e9dia global era de 2 a 3 \u00b0C mais alta.&nbsp;Naquele per\u00edodo, o n\u00edvel do mar estava entre 10 e 20 metros acima do atual, com muito menos gelo no planeta. Havia pouco ou nenhum gelo permanente no \u00c1rtico, e o volume total de gelo terrestre era cerca de metade do de hoje.&nbsp;Essas evid\u00eancias paleoclim\u00e1ticas indicam que o sistema clim\u00e1tico tende, no longo prazo, a mares mais altos e polos muito mais quentes.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Por que o n\u00edvel do mar pode subir at\u00e9 20 metros no longo prazo?<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>Um n\u00edvel do mar at\u00e9 20 metros mais alto<\/strong>&nbsp;resulta do derretimento de grandes por\u00e7\u00f5es do gelo da Groenl\u00e2ndia e da Ant\u00e1rtida ao longo de s\u00e9culos a mil\u00eanios.&nbsp;A eleva\u00e7\u00e3o \u00e9 a resposta mais lenta do sistema clim\u00e1tico ao excesso de CO2, mas tamb\u00e9m uma das mais duradouras. A in\u00e9rcia t\u00e9rmica dos oceanos e das calotas de gelo&nbsp;faz com que o mar continue subindo mesmo ap\u00f3s estabilizar emiss\u00f5es.&nbsp;Derretimento de geleiras, perda de gelo na Groenl\u00e2ndia e poss\u00edvel colapso parcial da Ant\u00e1rtida podem remodelar radicalmente zonas costeiras.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quais s\u00e3o as proje\u00e7\u00f5es futuras do n\u00edvel do mar?<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>As proje\u00e7\u00f5es do IPCC<\/strong>&nbsp;indicam eleva\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de 0,3 a 1 metro at\u00e9 2100, dependendo das emiss\u00f5es.&nbsp;Em cen\u00e1rios de altas emiss\u00f5es, o aumento tende ao limite superior e continua acelerando depois de 2100. \u00c1reas costeiras densamente povoadas&nbsp;enfrentar\u00e3o mais inunda\u00e7\u00f5es cr\u00f4nicas, eros\u00e3o e saliniza\u00e7\u00e3o de aqu\u00edferos.&nbsp;Cidades, deltas de rios e ilhas baixas precisar\u00e3o de adapta\u00e7\u00e3o cara e complexa ou de recuo planejado.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quais medidas ajudam na adapta\u00e7\u00e3o ao aumento do n\u00edvel do mar?<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A adapta\u00e7\u00e3o costeira<\/strong>&nbsp;j\u00e1 \u00e9 realidade em muitos pa\u00edses e tende a ser um dos maiores desafios urbanos do s\u00e9culo.&nbsp;Medidas estruturais, restaura\u00e7\u00e3o de ecossistemas e planejamento do uso do solo podem reduzir perdas humanas e econ\u00f4micas. Diques, barreiras, manguezais e recifes restaurados&nbsp;funcionam em conjunto com sistemas de alerta e seguros clim\u00e1ticos.&nbsp;Quanto mais r\u00e1pido as emiss\u00f5es ca\u00edrem, mais tempo as cidades ter\u00e3o para planejar e financiar essas respostas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Por que ainda n\u00e3o vemos mares 20 metros mais altos hoje?<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>O fato de o n\u00edvel do mar ainda n\u00e3o ter subido 20 metros<\/strong>&nbsp;se explica pela lentid\u00e3o das respostas f\u00edsicas do sistema clim\u00e1tico.&nbsp;Polos e oceanos absorvem calor e retardam parte do aquecimento, funcionando como grandes amortecedores. Esse atraso, por\u00e9m, n\u00e3o significa seguran\u00e7a, pois o processo de eleva\u00e7\u00e3o j\u00e1 come\u00e7ou e tende a ganhar velocidade com o ac\u00famulo de calor.&nbsp;Aparentes pequenos aumentos atuais podem ser a base de mudan\u00e7as irrevers\u00edveis em s\u00e9culos futuros.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que muda em um mundo 1,5 grau mais quente?<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>Um aquecimento global de 1,5 \u00b0C<\/strong>&nbsp;em rela\u00e7\u00e3o ao per\u00edodo pr\u00e9-industrial j\u00e1 basta para transformar clima, ecossistemas e padr\u00f5es de extremos.&nbsp;H\u00e1 cerca de 125 mil anos, com aquecimento semelhante, o n\u00edvel do mar era de 6 a 9 metros mais alto. Regi\u00f5es hoje temperadas&nbsp;tinham fauna t\u00edpica de climas quentes, como hipop\u00f3tamos no T\u00e2misa e no Reno.&nbsp;Isso ilustra como aumentos modestos na m\u00e9dia global podem reorganizar paisagens inteiras.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Por que a natureza est\u00e1 perdendo capacidade de absorver CO2?<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>Cerca de metade das emiss\u00f5es anuais de CO2<\/strong>&nbsp;ainda \u00e9 absorvida por florestas, solos, oceanos e rochas.&nbsp;Por\u00e9m, o aquecimento e a degrada\u00e7\u00e3o est\u00e3o enfraquecendo esses sumidouros naturais, em especial em regi\u00f5es tropicais. Florestas estressadas por calor e seca&nbsp;reduzem fotoss\u00edntese e podem virar emissoras l\u00edquidas de carbono.&nbsp;Restaurar ecossistemas e conservar solos ajuda, mas n\u00e3o substitui a necessidade de cortar rapidamente combust\u00edveis f\u00f3sseis.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Por que o aquecimento atual \u00e9 um experimento sem precedentes?<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>Ao longo de milh\u00f5es de anos<\/strong>, mudan\u00e7as clim\u00e1ticas ocorreram em mil\u00eanios, nunca em poucas centenas de anos como hoje.&nbsp;A taxa atual de aquecimento \u00e9 ao menos dez vezes mais r\u00e1pida que grandes transi\u00e7\u00f5es naturais do passado. Essa velocidade impede adapta\u00e7\u00e3o gradual&nbsp;de ecossistemas e sociedades.&nbsp;Sistemas urbanos, agr\u00edcolas e de sa\u00fade s\u00e3o pressionados al\u00e9m de limites hist\u00f3ricos, aumentando riscos de colapso em cascata.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong> <strong><a href=\"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/2026\/03\/12\/como-uma-descoberta-em-uma-caverna-no-novo-mexico-mudou-nossa-compreensao-sobre-quais-planetas-poderiam-abrigar-vida\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Como uma descoberta em uma caverna no Novo M\u00e9xico mudou nossa compreens\u00e3o sobre quais planetas poderiam abrigar vida<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quais riscos surgem se as emiss\u00f5es continuarem no ritmo atual?<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>Manter as emiss\u00f5es de CO2 nos n\u00edveis atuais<\/strong>&nbsp;leva a ultrapassar com folga a meta de 1,5 \u00b0C.&nbsp;Isso significa mais ondas de calor letais, secas, enchentes e tempestades intensas, al\u00e9m de crises de seguran\u00e7a h\u00eddrica e alimentar. A eleva\u00e7\u00e3o progressiva do n\u00edvel do mar&nbsp;amea\u00e7a portos, infraestrutura e regi\u00f5es costeiras estrat\u00e9gicas, pressionando sistemas de seguros, finan\u00e7as p\u00fablicas e deslocando popula\u00e7\u00f5es inteiras em dire\u00e7\u00e3o a \u00e1reas mais altas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que ainda pode ser feito para limitar o aquecimento global?<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A humanidade ainda controla quanto o clima vai aquecer<\/strong>&nbsp;nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas, embora parte do aquecimento j\u00e1 esteja garantida pela in\u00e9rcia do sistema.&nbsp;Reduzir rapidamente o uso de combust\u00edveis f\u00f3sseis \u00e9 a medida mais direta para limitar danos futuros. Proteger florestas, restaurar ecossistemas e mudar padr\u00f5es de consumo&nbsp;refor\u00e7a os sumidouros naturais e amplia a resili\u00eancia social.&nbsp;Decis\u00f5es em confer\u00eancias como a COP30 precisam se traduzir em pol\u00edticas, investimentos e tecnologias de baixo carbono.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/co-1-1-1-1024x576.jpg\" alt=\"co2\" class=\"wp-image-91760\" srcset=\"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/co-1-1-1-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/co-1-1-1-300x169.jpg 300w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/co-1-1-1-768x432.jpg 768w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/co-1-1-1-750x422.jpg 750w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/co-1-1-1-1140x641.jpg 1140w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/co-1-1-1.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">A taxa atual de aquecimento \u00e9 pelo menos dez vezes mais r\u00e1pida que grandes mudan\u00e7as naturais do passado.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como pol\u00edticas internacionais podem mitigar as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas?<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>O Acordo de Paris de 2015<\/strong>&nbsp;\u00e9 o principal marco global, exigindo que quase todos os pa\u00edses apresentem metas de redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es e adapta\u00e7\u00e3o, as NDCs.&nbsp;O objetivo \u00e9 manter o aquecimento bem abaixo de 2 \u00b0C e buscar limit\u00e1-lo a 1,5 \u00b0C. Mecanismos de financiamento clim\u00e1tico e transfer\u00eancia de tecnologia&nbsp;apoiam pa\u00edses em desenvolvimento na transi\u00e7\u00e3o para economias de baixo carbono.&nbsp;O grau de implementa\u00e7\u00e3o dessas metas determinar\u00e1 at\u00e9 onde temperatura e n\u00edvel do mar subir\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como a acidifica\u00e7\u00e3o dos oceanos afeta a vida marinha?<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>O CO2 absorvido pelos mares<\/strong>&nbsp;forma \u00e1cido carb\u00f4nico e reduz o pH da \u00e1gua, aumentando a acidez em mais de 25 por cento desde a Revolu\u00e7\u00e3o Industrial.&nbsp;Isso dificulta a forma\u00e7\u00e3o de conchas e esqueletos de carbonato de c\u00e1lcio por corais, moluscos e pl\u00e2ncton. A combina\u00e7\u00e3o de aquecimento e acidifica\u00e7\u00e3o&nbsp;amea\u00e7a recifes de coral, cadeias alimentares, pesca e seguran\u00e7a alimentar de milh\u00f5es de pessoas.&nbsp;Mudan\u00e7as na fisiologia e no comportamento de peixes e microrganismos podem reconfigurar ecossistemas inteiros.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Por que um planeta em transforma\u00e7\u00e3o exige escolhas imediatas?<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>N\u00edvel do mar at\u00e9 20 metros mais alto e \u00c1rtico sem gelo<\/strong>&nbsp;n\u00e3o s\u00e3o apenas mem\u00f3rias geol\u00f3gicas, mas advert\u00eancias sobre futuros poss\u00edveis se o CO2 continuar acumulando.&nbsp;As concentra\u00e7\u00f5es recordes de gases de efeito estufa em 2024 confirmam que o experimento clim\u00e1tico j\u00e1 est\u00e1 em curso. Reduzir emiss\u00f5es com rapidez e proteger sumidouros naturais&nbsp;ainda pode limitar a eleva\u00e7\u00e3o da temperatura e do n\u00edvel do mar.&nbsp;As decis\u00f5es tomadas nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas definir\u00e3o quais regi\u00f5es permanecer\u00e3o habit\u00e1veis e quanta biodiversidade o planeta conseguir\u00e1 preservar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00edvel do mar at\u00e9 20 metros mais alto e sem gelo no \u00c1rtico&nbsp;n\u00e3o \u00e9 apenas um cen\u00e1rio distante, mas um retrato poss\u00edvel do futuro se a concentra\u00e7\u00e3o de CO2 continuar subindo no ritmo atual, com&nbsp;gases de efeito estufa em n\u00edveis recordes&nbsp;fazendo de 2024 um ano de alerta m\u00e1ximo para o clima global e revelando um 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