{"id":94324,"date":"2026-03-19T06:35:00","date_gmt":"2026-03-19T09:35:00","guid":{"rendered":"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/?p=94324"},"modified":"2026-03-18T18:57:18","modified_gmt":"2026-03-18T21:57:18","slug":"apos-mais-de-80-anos-em-um-arquivo-universitario-descobriu-se-que-um-manuscrito-antigo-e-algo-completamente-diferente-do-que-os-historiadores-pensavam","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/2026\/03\/19\/apos-mais-de-80-anos-em-um-arquivo-universitario-descobriu-se-que-um-manuscrito-antigo-e-algo-completamente-diferente-do-que-os-historiadores-pensavam\/","title":{"rendered":"Ap\u00f3s mais de 80 anos em um arquivo universit\u00e1rio, descobriu-se que um manuscrito antigo \u00e9 algo completamente diferente do que os historiadores pensavam"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Um raro manuscrito de Merlin do s\u00e9culo XIII foi descoberto em Cambridge<\/strong>, escondido na encaderna\u00e7\u00e3o de um registro de arquivo do s\u00e9culo XVI e agora est\u00e1 completamente digitalizado.\u00a0A combina\u00e7\u00e3o de estudos medievais com t\u00e9cnicas de imagem avan\u00e7adas\u00a0permitiu ler o texto sem desmontar o volume e abriu um novo caminho para a conserva\u00e7\u00e3o de documentos fr\u00e1geis.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Fragmentos medievais de Merlin e Rei Arthur<\/strong>&nbsp;foram identificados como parte da Suite Vulgate de Merlin, escrita entre 1275 e 1315.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>T\u00e9cnicas inovadoras de digitaliza\u00e7\u00e3o<\/strong>&nbsp;como imageamento multiespectral, tomografia computadorizada e modelos 3D revelaram texto apagado e dobras invis\u00edveis.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>O projeto cria um modelo para preservar e estudar manuscritos antigos<\/strong>&nbsp;sem danos f\u00edsicos, inspirando arquivos e bibliotecas em todo o mundo.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como foi feita a descoberta do manuscrito de Merlin em Cambridge?<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>O manuscrito de Merlin foi encontrado na Biblioteca da Universidade de Cambridge em 2019<\/strong>, reutilizado como capa de um registro de propriedades de Huntingfield Manor, em Suffolk.\u00a0O fragmento fazia parte da encaderna\u00e7\u00e3o, dobrado, rasgado e costurado, o que tornava praticamente imposs\u00edvel ler o texto a olho nu sem danificar o volume. Especialistas em manuscritos medievais identificaram o texto como parte da Suite Vulgate de Merlin, um romance arturiano em franc\u00eas antigo ligado ao ciclo Lancelot-Graal.\u00a0Menos de 40 manuscritos dessa sequ\u00eancia de Merlin sobreviveram, o que torna esse achado especialmente valioso.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/merlin-1-2-1-1024x576.jpg\" alt=\"merlin\" class=\"wp-image-94705\" srcset=\"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/merlin-1-2-1-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/merlin-1-2-1-300x169.jpg 300w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/merlin-1-2-1-768x432.jpg 768w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/merlin-1-2-1-750x422.jpg 750w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/merlin-1-2-1-1140x641.jpg 1140w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/merlin-1-2-1.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Um fragmento raro de Merlin foi encontrado em Cambridge e trouxe novas pistas sobre hist\u00f3rias do Rei Arthur.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que \u00e9 a Suite Vulgate de Merlin e por que o fragmento \u00e9 raro?<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A Suite Vulgate de Merlin \u00e9 uma continua\u00e7\u00e3o em franc\u00eas antigo da hist\u00f3ria de Merlin e do Rei Arthur<\/strong>, escrita para uma audi\u00eancia nobre na Idade M\u00e9dia.\u00a0O fragmento de Cambridge pertence \u00e0 vers\u00e3o curta da Vulgate Merlin, identificada por detalhes textuais e erros de c\u00f3pia t\u00edpicos dos escribas medievais. Erros como o uso do nome \u201cDorilas\u201d em vez de \u201cDodalis\u201d\u00a0ajudam a comparar o fragmento com outros manuscritos sobreviventes.\u00a0A decora\u00e7\u00e3o com iniciais em vermelho e azul\u00a0e o uso do franc\u00eas confirmam a data\u00e7\u00e3o entre o fim do s\u00e9culo XIII e o in\u00edcio do XIV.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quais hist\u00f3rias de Merlin e Rei Arthur aparecem no fragmento?<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>O fragmento preserva dois epis\u00f3dios-chave do final da Suite Vulgate de Merlin<\/strong>, combinando cenas de batalha e de corte.\u00a0A primeira parte narra a vit\u00f3ria dos crist\u00e3os sobre os sax\u00f5es na Batalha de Camb\u00e9nic, um confronto fict\u00edcio situado no universo lend\u00e1rio arturiano. Na batalha, Gauvain luta com a espada Excalibur e o cavalo Gringalet, ao lado de seus irm\u00e3os e do pai, o rei Loth.\u00a0Na segunda passagem, Merlin surge disfar\u00e7ado de harpista na festa da Assun\u00e7\u00e3o, em uma cena que destaca o brilho cortes\u00e3o do texto.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong> <strong><a href=\"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/2026\/03\/17\/colageno-natural-para-beber-prepare-este-smoothie-que-ajudara-a-hidratar-sua-pele-e-fortalecer-seus-cabelos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Col\u00e1geno natural para beber: prepare este smoothie que ajudar\u00e1 a hidratar sua pele e fortalecer seus cabelos<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como a digitaliza\u00e7\u00e3o revelou o texto oculto no manuscrito de Merlin?<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>O maior desafio foi acessar o texto sem desfazer a encaderna\u00e7\u00e3o do s\u00e9culo XVI<\/strong>, que tamb\u00e9m \u00e9 um documento hist\u00f3rico importante.\u00a0A equipe manteve o fragmento \u201cin situ\u201d\u00a0e recorreu a t\u00e9cnicas avan\u00e7adas de imageamento e modelagem digital, criando um modelo para futuras interven\u00e7\u00f5es. Essa abordagem evita danos irrevers\u00edveis ao fragmento f\u00edsico\u00a0e gera objetos digitais em alt\u00edssima resolu\u00e7\u00e3o.\u00a0A preserva\u00e7\u00e3o em situ\u00a0conserva tanto o texto medieval quanto evid\u00eancias das pr\u00e1ticas de encaderna\u00e7\u00e3o e arquivo do s\u00e9culo XVI.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/pergaminhos-antigos_1773802088460-1024x576.jpg\" alt=\"merlin\" class=\"wp-image-94706\" srcset=\"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/pergaminhos-antigos_1773802088460-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/pergaminhos-antigos_1773802088460-300x169.jpg 300w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/pergaminhos-antigos_1773802088460-768x432.jpg 768w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/pergaminhos-antigos_1773802088460-750x422.jpg 750w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/pergaminhos-antigos_1773802088460-1140x641.jpg 1140w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/pergaminhos-antigos_1773802088460.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Texto apagado, dobrado e costurado por s\u00e9culos agora pode ser lido gra\u00e7as a t\u00e9cnicas avan\u00e7adas de imagem. \/ Cr\u00e9ditos: depositphotos.com \/ AllaSerebrina<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como funcionou o imageamento multiespectral no manuscrito de Merlin?<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>O imageamento multiespectral (MSI) envolveu capturar o pergaminho em diferentes comprimentos de onda<\/strong>, do ultravioleta ao infravermelho.\u00a0As imagens foram processadas com m\u00e9todos como PCA e Minimal Noise Fraction\u00a0para real\u00e7ar detalhes invis\u00edveis a olho nu. Partes do texto estavam fortemente desgastadas\u00a0por atrito de uma faixa que apagou a escrita em uma banda central.\u00a0Com o MSI, pesquisadores reconstitu\u00edram digitalmente essa faixa apagada, al\u00e9m de revelar anota\u00e7\u00f5es marginais e o carimbo \u201cHuntingfield\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como a tomografia computadorizada foi aplicada ao pergaminho medieval?<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A tomografia computadorizada (CT) empregou um scanner de raios X usado em f\u00f3sseis e esqueletos<\/strong>, para visualizar a estrutura interna da encaderna\u00e7\u00e3o sem desmontar o volume.\u00a0<strong>A t\u00e9cnica produz cortes virtuais do interior do objeto<\/strong>, depois combinados em um modelo 3D detalhado. O resultado foi um modelo 3D do fragmento e de sua costura, mostrando como o pergaminho foi dobrado e fixado \u00e0 capa.\u00a0A segmenta\u00e7\u00e3o digital isolou os fios de costura, fornecendo dados sobre t\u00e9cnicas de encaderna\u00e7\u00e3o do s\u00e9culo XVI.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como a modelagem 3D permitiu o desdobramento virtual do manuscrito?<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A equipe recorreu a t\u00e9cnicas industriais de escaneamento 3D<\/strong>\u00a0para criar modelos virtuais de alta defini\u00e7\u00e3o, registrando vincos, rasgos e irregularidades de superf\u00edcie.\u00a0<strong>Isso permite estudar o objeto f\u00edsico em detalhe<\/strong>\u00a0sem manuseio frequente. Para acessar trechos de texto escondidos por dobras e viradas de capa, foram usados espelhos, prismas, \u00edm\u00e3s e lentes macro, gerando centenas de imagens.\u00a0O \u201cdesdobramento virtual\u201d simulou o pergaminho aberto e alisado, produzindo uma vis\u00e3o cont\u00ednua do texto.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como a colabora\u00e7\u00e3o multidisciplinar impactou a pesquisa em manuscritos?<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>O projeto reuniu curadores, conservadores e especialistas em imagem<\/strong>\u00a0de diferentes departamentos da universidade, em coopera\u00e7\u00e3o com o Cultural Heritage Imaging Laboratory.\u00a0Pesquisadores como Ir\u00e8ne Fabry-Tehranchi e Nathalie Koble\u00a0contextualizaram o texto e sua filia\u00e7\u00e3o manuscrita. Profissionais de imagem como Am\u00e9lie Deblauwe, B\u0142azej Miku\u0142a e Maciej Pawlikowski\u00a0conduziram o MSI, o escaneamento 3D e o processamento de dados.\u00a0O m\u00e9todo tornou-se refer\u00eancia\u00a0para acessar fragmentos incrustados em encaderna\u00e7\u00f5es, inspirando arquivos internacionais.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como acessar online o manuscrito de Merlin e quais s\u00e3o os novos caminhos de estudo?<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>Os resultados digitais do projeto foram disponibilizados ao p\u00fablico na Cambridge Digital Library<\/strong>, plataforma de acesso aberto a cole\u00e7\u00f5es de alto valor hist\u00f3rico.\u00a0Imagens em alta resolu\u00e7\u00e3o, escaneamentos multiespectrais e modelos 3D\u00a0podem ser ampliados e rotacionados em detalhe. Para estudiosos de literatura arturiana, isso facilita a compara\u00e7\u00e3o de variantes e escolhas de escribas sem viajar at\u00e9 Cambridge.\u00a0Para o p\u00fablico geral, abre-se a chance de observar de perto um artefato medieval normalmente restrito a pesquisadores.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/tela-de-computador-de-longe-exibindo-1-1-1024x576.jpg\" alt=\"merlin\" class=\"wp-image-94707\" srcset=\"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/tela-de-computador-de-longe-exibindo-1-1-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/tela-de-computador-de-longe-exibindo-1-1-300x169.jpg 300w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/tela-de-computador-de-longe-exibindo-1-1-768x432.jpg 768w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/tela-de-computador-de-longe-exibindo-1-1-750x422.jpg 750w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/tela-de-computador-de-longe-exibindo-1-1-1140x641.jpg 1140w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/tela-de-computador-de-longe-exibindo-1-1.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Um manuscrito esquecido dentro de um livro antigo ganhou nova vida com imagens em alta tecnologia.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<a href=\"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/2026\/03\/17\/quanto-custa-carregar-um-celular-todas-as-noites-durante-um-ano-inteiro\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"> Quanto custa carregar um celular todas as noites durante um ano inteiro<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como manuscritos medievais e tecnologia avan\u00e7ada transformam a leitura do passado?<\/h2>\n\n\n\n<p>Os resultados desse projeto tamb\u00e9m podem ser resumidos em eixos centrais, que ajudam a compreender o impacto da tecnologia sobre o estudo da tradi\u00e7\u00e3o arturiana e da cultura escrita medieval:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Fragmentos da Suite Vulgate de Merlin em Cambridge<\/strong>&nbsp;revelam epis\u00f3dios raros da tradi\u00e7\u00e3o arturiana, como a Batalha de Camb\u00e9nic e a apari\u00e7\u00e3o de Merlin como harpista.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>T\u00e9cnicas como imageamento multiespectral, tomografia computadorizada e modelagem 3D<\/strong>&nbsp;permitiram ler o texto escondido sem desmontar a encaderna\u00e7\u00e3o do s\u00e9culo XVI.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>O m\u00e9todo criado para o manuscrito de Merlin<\/strong>\u00a0estabelece um modelo n\u00e3o invasivo para estudar fragmentos reaproveitados em capas, inspirando projetos semelhantes em arquivos e bibliotecas.<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um raro manuscrito de Merlin do s\u00e9culo XIII foi descoberto em Cambridge, escondido na encaderna\u00e7\u00e3o de um registro de arquivo do s\u00e9culo XVI e agora est\u00e1 completamente digitalizado.\u00a0A combina\u00e7\u00e3o de estudos medievais com t\u00e9cnicas de imagem avan\u00e7adas\u00a0permitiu ler o texto sem desmontar o volume e abriu um novo caminho para a conserva\u00e7\u00e3o de documentos fr\u00e1geis. 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