{"id":98239,"date":"2026-03-26T21:05:00","date_gmt":"2026-03-27T00:05:00","guid":{"rendered":"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/?p=98239"},"modified":"2026-03-26T14:49:48","modified_gmt":"2026-03-26T17:49:48","slug":"assentamento-humano-de-125-mil-anos-foi-descoberto-em-sharjah-nos-emirados-arabes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/2026\/03\/26\/assentamento-humano-de-125-mil-anos-foi-descoberto-em-sharjah-nos-emirados-arabes\/","title":{"rendered":"Assentamento humano de 125 mil anos foi descoberto nos Emirados \u00c1rabes"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Um assentamento humano de 125.000 anos em Sharjah<\/strong>, no s\u00edtio arqueol\u00f3gico Buhais Rockshelter, redefine o conhecimento sobre a ocupa\u00e7\u00e3o antiga no sudeste da Pen\u00ednsula Ar\u00e1bica.&nbsp;A nova pesquisa publicada na Nature Communications&nbsp;mostra que a regi\u00e3o n\u00e3o foi apenas uma rota de passagem, mas um cen\u00e1rio de retorno e adapta\u00e7\u00e3o cont\u00ednua de popula\u00e7\u00f5es humanas ao longo de dezenas de milhares de anos.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Buhais Rockshelter em Sharjah<\/strong>&nbsp;revela fases de ocupa\u00e7\u00e3o humana h\u00e1 cerca de 125.000, 59.000, 35.000 e 16.000 anos<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Estudo arqueol\u00f3gico e paleoambiental<\/strong>&nbsp;derruba a ideia de que o sudeste da Ar\u00e1bia ficou desabitado entre 60.000 e 12.000 anos atr\u00e1s<\/li>\n\n\n\n<li><strong>A regi\u00e3o de Faya em Sharjah<\/strong>&nbsp;ganha destaque global nas pesquisas sobre migra\u00e7\u00e3o humana, adapta\u00e7\u00e3o ao clima e evolu\u00e7\u00e3o em ambientes \u00e1ridos<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que o novo estudo em Buhais Rockshelter revela sobre a ocupa\u00e7\u00e3o humana?<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>O s\u00edtio Buhais Rockshelter em Sharjah<\/strong>\u00a0foi reavaliado por uma equipe internacional liderada por Elsa Yousif, da Sharjah Archaeology Authority, com colabora\u00e7\u00e3o de institui\u00e7\u00f5es da Alemanha e do Reino Unido.\u00a0O estudo \u201cEvidence from Buhais Rockshelter for human settlement in Arabia between 60,000 and 16,000 years ago\u201d\u00a0apresenta evid\u00eancias s\u00f3lidas de ocupa\u00e7\u00f5es repetidas em quatro grandes per\u00edodos, integrando dados arqueol\u00f3gicos e ambientais. <\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa identificou quatro fases principais de presen\u00e7a humana\u00a0datadas de aproximadamente 125.000, 59.000, 35.000 e 15.000\u201316.000 anos atr\u00e1s.\u00a0Essas datas preenchem lacunas importantes no registro arqueol\u00f3gico do sudeste da Ar\u00e1bia, conectando melhor os movimentos entre \u00c1frica, Pen\u00ednsula Ar\u00e1bica e sudoeste da \u00c1sia.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/pedra-1-2-1024x576.jpg\" alt=\"Sharjah\" class=\"wp-image-98335\" srcset=\"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/pedra-1-2-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/pedra-1-2-300x169.jpg 300w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/pedra-1-2-768x432.jpg 768w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/pedra-1-2-750x422.jpg 750w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/pedra-1-2-1140x641.jpg 1140w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/pedra-1-2.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Camadas arqueol\u00f3gicas indicam ocupa\u00e7\u00f5es repetidas em per\u00edodos diferentes.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Por que se pensava que o sudeste da Ar\u00e1bia estava desabitado no Paleol\u00edtico?<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>Durante d\u00e9cadas, o sudeste da Ar\u00e1bia foi visto como uma \u201czona vazia\u201d<\/strong>\u00a0entre 60.000 e 12.000 anos atr\u00e1s, supostamente inabit\u00e1vel pela extrema aridez do \u00faltimo per\u00edodo glacial.\u00a0Essa vis\u00e3o descrevia a \u00e1rea apenas como um corredor de passagem, usado pontualmente por grupos em migra\u00e7\u00e3o, sem perman\u00eancia mais longa ou reocupa\u00e7\u00f5es planejadas. <\/p>\n\n\n\n<p>O novo estudo em Buhais Rockshelter desafia diretamente essa ideia\u00a0ao mostrar retornos sucessivos ao mesmo abrigo em diferentes momentos clim\u00e1ticos.\u00a0A evid\u00eancia aponta para uma estrat\u00e9gia de adapta\u00e7\u00e3o refinada, em que grupos humanos voltavam ao local quando as condi\u00e7\u00f5es ambientais e h\u00eddricas melhoravam.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como os arque\u00f3logos identificaram as fases de ocupa\u00e7\u00e3o em Buhais?<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>O abrigo rochoso de Buhais<\/strong>\u00a0desempenhou papel decisivo na preserva\u00e7\u00e3o do registro gra\u00e7as \u00e0 sua forma\u00e7\u00e3o em rocha calc\u00e1ria, que acumulou sedimentos por milhares de anos.\u00a0Essas camadas, com cerca de 1,7 metro de profundidade, guardam ferramentas de pedra em sequ\u00eancia estratificada, permitindo distinguir tecnologias do Paleol\u00edtico M\u00e9dio e Superior. <\/p>\n\n\n\n<p>Ao analisar essas camadas arqueol\u00f3gicas, os pesquisadores observaram conjuntos distintos de artefatos associados a diferentes per\u00edodos tecnol\u00f3gicos.\u00a0Cada camada indica momentos separados de uso do abrigo, refor\u00e7ando a ideia de ocupa\u00e7\u00f5es recorrentes, e n\u00e3o de um assentamento cont\u00ednuo e permanente.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/rocha-2-1-1-1024x576.jpg\" alt=\"Sharjah\" class=\"wp-image-98346\" srcset=\"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/rocha-2-1-1-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/rocha-2-1-1-300x169.jpg 300w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/rocha-2-1-1-768x432.jpg 768w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/rocha-2-1-1-750x422.jpg 750w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/rocha-2-1-1-1140x641.jpg 1140w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/rocha-2-1-1.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Estudo desafia a ideia de que o deserto da Ar\u00e1bia ficou vazio por mil\u00eanios.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quais t\u00e9cnicas de data\u00e7\u00e3o foram usadas em Buhais Rockshelter?<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>Para estabelecer a idade das camadas de Buhais Rockshelter<\/strong>, a equipe utilizou principalmente data\u00e7\u00e3o por luminesc\u00eancia opticamente estimulada (LOE), que mede quando os gr\u00e3os de sedimento foram expostos \u00e0 luz solar pela \u00faltima vez.\u00a0Tamb\u00e9m s\u00e3o discutidas t\u00e9cnicas complementares, como termoluminesc\u00eancia, ESR e radiocarbono, essenciais em outros contextos arqueol\u00f3gicos. <\/p>\n\n\n\n<p>Com a luminesc\u00eancia\u00a0foi poss\u00edvel construir uma cronologia detalhada tanto para as ocupa\u00e7\u00f5es humanas quanto para as mudan\u00e7as ambientais registradas no sedimento.\u00a0Esse registro raro documenta fases de maior umidade e per\u00edodos \u00e1ridos, ligando diretamente presen\u00e7a humana a janelas clim\u00e1ticas mais favor\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong> <strong><a href=\"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/2026\/03\/24\/borrifar-agua-com-bicarbonato-de-sodio-nas-folhas-do-limoeiro-por-que-funciona\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Borrifar \u00e1gua com bicarbonato de s\u00f3dio nas folhas do limoeiro: por que funciona?<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como o clima e a \u00e1gua influenciaram a ocupa\u00e7\u00e3o humana em Buhais?<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>O estudo integra ferramentas de pedra e dados paleoambientais<\/strong>\u00a0da paleopaisagem de Faya, indicando que as fases de ocupa\u00e7\u00e3o coincidiram com per\u00edodos de maior precipita\u00e7\u00e3o e disponibilidade de \u00e1gua.\u00a0Janelas clim\u00e1ticas mais \u00famidas favoreciam vegeta\u00e7\u00e3o, fauna e a instala\u00e7\u00e3o de pequenos grupos m\u00f3veis bem adaptados ao deserto. <\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 a primeira evid\u00eancia clara na Ar\u00e1bia\u00a0que liga diretamente o assentamento humano entre 60.000 e 16.000 anos atr\u00e1s a condi\u00e7\u00f5es ambientais espec\u00edficas.\u00a0Os dados mostram que as popula\u00e7\u00f5es n\u00e3o estavam apenas atravessando a regi\u00e3o, mas planejavam retornos, explorando recursos locais em ciclos de ocupa\u00e7\u00e3o e abandono.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Qual o papel do sudeste da Ar\u00e1bia nas rotas de migra\u00e7\u00e3o humana?<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>O sudeste da Ar\u00e1bia \u00e9 h\u00e1 muito tempo considerado um poss\u00edvel corredor<\/strong>\u00a0para a sa\u00edda de humanos modernos da \u00c1frica rumo \u00e0 \u00c1sia, mas faltavam registros robustos de ocupa\u00e7\u00f5es repetidas.\u00a0Os achados de Buhais fornecem evid\u00eancia emp\u00edrica de que a regi\u00e3o funcionou tamb\u00e9m como \u00e1rea de assentamento recorrente, n\u00e3o apenas como trajeto ef\u00eamero.<\/p>\n\n\n\n<p> Em conjunto com os dados de Jebel Faya, que indicam atividade humana h\u00e1 mais de 200.000 anos, o novo estudo amplia o peso cient\u00edfico da paleopaisagem de Faya.\u00a0Esse conjunto de s\u00edtios \u00e9 hoje um dos registros mais importantes de ocupa\u00e7\u00e3o antiga em ambientes \u00e1ridos, conectando o Golfo, o deserto e rotas para o sudoeste da \u00c1sia.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Por que Buhais Rockshelter \u00e9 importante para entender a adapta\u00e7\u00e3o humana?<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>O registro cont\u00ednuo de Buhais Rockshelter<\/strong>&nbsp;mostra que popula\u00e7\u00f5es humanas foram capazes de retornar repetidamente a um ambiente \u00e1rido, ajustando-se a varia\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas ao longo de dezenas de milhares de anos.&nbsp;Isso refor\u00e7a a ideia de uma adapta\u00e7\u00e3o antiga e complexa, baseada em conhecimento de territ\u00f3rio, \u00e1gua e ciclos ambientais.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa import\u00e2ncia se reflete em diferentes dimens\u00f5es cient\u00edficas e de gest\u00e3o do patrim\u00f4nio, que ajudam a explicar por que Buhais se tornou um s\u00edtio de refer\u00eancia internacional:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>A paleopaisagem de Faya<\/strong>\u00a0consolida os Emirados \u00c1rabes Unidos como \u00e1rea-chave para entender migra\u00e7\u00e3o, evolu\u00e7\u00e3o e adapta\u00e7\u00e3o humanas em ambientes \u00e1ridos<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Buhais Rockshelter em Sharjah<\/strong>\u00a0revela quatro grandes fases de ocupa\u00e7\u00e3o humana, desde cerca de 125.000 at\u00e9 16.000 anos atr\u00e1s<\/li>\n\n\n\n<li><strong>A combina\u00e7\u00e3o de dados arqueol\u00f3gicos e ambientais<\/strong>\u00a0mostra retornos ao s\u00edtio em per\u00edodos mais \u00famidos, desafiando a ideia de uma regi\u00e3o desabitada<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong> <strong><a href=\"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/2026\/03\/24\/a-misteriosa-marca-vermelha-encontrada-em-artefatos-arqueologicos-com-a-ajuda-do-departamento-de-policia-forense-no-centro-da-espanha\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">A misteriosa marca vermelha encontrada em artefatos arqueol\u00f3gicos, com a ajuda do departamento de pol\u00edcia forense no centro da Espanha<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quem liderou a pesquisa em Buhais e por que Sharjah se destaca?<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>O estudo em Buhais Rockshelter<\/strong>\u00a0foi liderado pela Autoridade de Arqueologia de Sharjah, sob dire\u00e7\u00e3o de Elsa Yousif e assessoramento do Dr Sabah Jasim, em parceria com universidades como Jena, Oxford Brookes, T\u00fcbingen e Freiburg.\u00a0Essa colabora\u00e7\u00e3o re\u00fane tecnologia avan\u00e7ada, trabalho de campo prolongado e forte compromisso local com o patrim\u00f4nio. <\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/arque-1-1-1024x576.jpg\" alt=\"Sharjah\" class=\"wp-image-98352\" srcset=\"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/arque-1-1-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/arque-1-1-300x169.jpg 300w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/arque-1-1-768x432.jpg 768w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/arque-1-1-750x422.jpg 750w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/arque-1-1-1140x641.jpg 1140w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/arque-1-1.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Pesquisa liga fases \u00famidas do clima ao retorno de popula\u00e7\u00f5es humanas.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p>Sharjah e os Emirados \u00c1rabes Unidos\u00a0consolidam seu papel na arqueologia global ao investir em escava\u00e7\u00f5es, conserva\u00e7\u00e3o e divulga\u00e7\u00e3o de s\u00edtios como Buhais e Jebel Faya.\u00a0Esses projetos fortalecem tamb\u00e9m o turismo cient\u00edfico e a educa\u00e7\u00e3o patrimonial, aproximando o p\u00fablico da pr\u00e9-hist\u00f3ria da Pen\u00ednsula Ar\u00e1bica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um assentamento humano de 125.000 anos em Sharjah, no s\u00edtio arqueol\u00f3gico Buhais Rockshelter, redefine o conhecimento sobre a ocupa\u00e7\u00e3o antiga no sudeste da Pen\u00ednsula Ar\u00e1bica.&nbsp;A nova pesquisa publicada na Nature Communications&nbsp;mostra que a regi\u00e3o n\u00e3o foi apenas uma rota de passagem, mas um cen\u00e1rio de retorno e adapta\u00e7\u00e3o cont\u00ednua de popula\u00e7\u00f5es humanas ao longo de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":17,"featured_media":98766,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":{"format":"standard"},"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_override_counter":[],"footnotes":""},"categories":[12861],"tags":[14110,6909,4413,14112],"class_list":["post-98239","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-curiosidades-historicas","tag-assentamento-humano-de-125-mil-anos","tag-curiosidades-historicas","tag-descoberta","tag-emirados-arabes-unidos"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v25.0 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Assentamento humano de 125 mil anos foi descoberto<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Descoberta em Sharjah liga clima e ocupa\u00e7\u00e3o humana e revela presen\u00e7a cont\u00ednua no deserto ao longo de milhares de anos\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/2026\/03\/26\/assentamento-humano-de-125-mil-anos-foi-descoberto-em-sharjah-nos-emirados-arabes\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Assentamento humano de 125 mil anos foi descoberto\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Descoberta em Sharjah liga clima e ocupa\u00e7\u00e3o humana e revela presen\u00e7a cont\u00ednua no deserto ao longo de milhares de anos\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/2026\/03\/26\/assentamento-humano-de-125-mil-anos-foi-descoberto-em-sharjah-nos-emirados-arabes\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Oeste Geral\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2026-03-27T00:05:00+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Archaeologist_examining_excavati\u2026_202603251641.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"1280\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"720\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Ellen Raquel Patriota\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Ellen Raquel Patriota\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"7 minutos\" \/>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Assentamento humano de 125 mil anos foi descoberto","description":"Descoberta em Sharjah liga clima e ocupa\u00e7\u00e3o humana e revela presen\u00e7a cont\u00ednua no deserto ao longo de milhares de anos","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/2026\/03\/26\/assentamento-humano-de-125-mil-anos-foi-descoberto-em-sharjah-nos-emirados-arabes\/","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Assentamento humano de 125 mil anos foi descoberto","og_description":"Descoberta em Sharjah liga clima e ocupa\u00e7\u00e3o humana e revela presen\u00e7a cont\u00ednua no deserto ao longo de milhares de anos","og_url":"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/2026\/03\/26\/assentamento-humano-de-125-mil-anos-foi-descoberto-em-sharjah-nos-emirados-arabes\/","og_site_name":"Oeste Geral","article_published_time":"2026-03-27T00:05:00+00:00","og_image":[{"width":1280,"height":720,"url":"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Archaeologist_examining_excavati\u2026_202603251641.jpg","type":"image\/jpeg"}],"author":"Ellen Raquel Patriota","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"Ellen Raquel Patriota","Est. tempo de leitura":"7 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/2026\/03\/26\/assentamento-humano-de-125-mil-anos-foi-descoberto-em-sharjah-nos-emirados-arabes\/","url":"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/2026\/03\/26\/assentamento-humano-de-125-mil-anos-foi-descoberto-em-sharjah-nos-emirados-arabes\/","name":"Assentamento humano de 125 mil anos foi descoberto","isPartOf":{"@id":"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/2026\/03\/26\/assentamento-humano-de-125-mil-anos-foi-descoberto-em-sharjah-nos-emirados-arabes\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/2026\/03\/26\/assentamento-humano-de-125-mil-anos-foi-descoberto-em-sharjah-nos-emirados-arabes\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Archaeologist_examining_excavati\u2026_202603251641.jpg","datePublished":"2026-03-27T00:05:00+00:00","author":{"@id":"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/#\/schema\/person\/af38fdbff18eb13dc6816b905c0c6b92"},"description":"Descoberta em Sharjah liga clima e ocupa\u00e7\u00e3o humana e revela presen\u00e7a cont\u00ednua no deserto ao longo de milhares de anos","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/2026\/03\/26\/assentamento-humano-de-125-mil-anos-foi-descoberto-em-sharjah-nos-emirados-arabes\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/2026\/03\/26\/assentamento-humano-de-125-mil-anos-foi-descoberto-em-sharjah-nos-emirados-arabes\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/2026\/03\/26\/assentamento-humano-de-125-mil-anos-foi-descoberto-em-sharjah-nos-emirados-arabes\/#primaryimage","url":"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Archaeologist_examining_excavati\u2026_202603251641.jpg","contentUrl":"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Archaeologist_examining_excavati\u2026_202603251641.jpg","width":1280,"height":720,"caption":"S\u00edtio arqueol\u00f3gico em Sharjah revela ocupa\u00e7\u00e3o humana h\u00e1 125 mil anos"},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/2026\/03\/26\/assentamento-humano-de-125-mil-anos-foi-descoberto-em-sharjah-nos-emirados-arabes\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Assentamento humano de 125 mil anos foi descoberto nos Emirados \u00c1rabes"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/#website","url":"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/","name":"Revista Oeste - Geral","description":"A Revista Oeste oferece ao p\u00fablico informa\u00e7\u00e3o sobre fatos relevantes na pol\u00edtica, na economia e nos acontecimentos da atualidade, com clareza e objetividade","potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/#\/schema\/person\/af38fdbff18eb13dc6816b905c0c6b92","name":"Ellen Raquel Patriota","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/#\/schema\/person\/image\/","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/8fe1b7379d227badc054f26e9838f01e?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/8fe1b7379d227badc054f26e9838f01e?s=96&d=mm&r=g","caption":"Ellen Raquel Patriota"},"sameAs":["https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/"],"url":"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/author\/ellen-patriota\/"}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/98239","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-json\/wp\/v2\/users\/17"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=98239"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/98239\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":99343,"href":"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/98239\/revisions\/99343"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-json\/wp\/v2\/media\/98766"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=98239"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=98239"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=98239"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}