OMS: escolas só devem ficar fechadas se não houver alternativas

Em 15 set 2020, 15:30

OMS: escolas só devem ficar fechadas se não houver alternativas

15 set 2020, 15:30

OMS, Unicef e Unesco lançaram guia com protocolos sanitários e medidas de segurança contra a disseminação do coronavírus nas instituições de ensino

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OMS, Unicef e Unesco lançaram guia para reabertura segura de escolas
Foto: KYO AZUMA/UNSPLASH

A Organização Mundial da Saúde (OMS), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e Cultura (Unesco) lançaram ontem, segunda-feira 14, um guia atualizado com protocolos sanitários e medidas de segurança contra a disseminação do novo coronavírus na volta às aulas.

Nele, afirmam que os governos precisam priorizar a continuidade da educação e que as escolas só devem ficar fechadas se não houver alternativa.

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De acordo com o documento, a ideia é dar segurança a educadores e governos na hora de tomar decisões durante a pandemia. A prioridade é “a continuidade da educação das crianças para o bem-estar geral, saúde e segurança”, enfatiza o texto.

O guia traz um plano detalhado de protocolos, que inclui principalmente: distanciamento social, limitação do número de pessoas — com modificações de horário e revezamento de turmas —, uso de máscara, medidas de higiene, plano de ventilação adequada e cuidados com alunos, professores e funcionários que possam estar doentes.

“As decisões sobre o fechamento total ou parcial ou reabertura devem ser tomadas com base no nível local de transmissão de Sars-CoV-2 e na avaliação de risco, bem como em quanto a reabertura de ambientes educacionais pode aumentar a disseminação na comunidade. O fechamento de instalações educacionais só deve ser considerado quando não houver alternativas”, informa o documento.

No fim do mês passado, a OMS já informava que as escolas não são o principal local de transmissão da covid-19. “Até agora sabemos que o ambiente escolar não é um fator preponderante na pandemia. Mas há cada vez mais publicações que reforçam as evidências de que as crianças têm um papel na contaminação, embora mais vinculada a encontros sociais”, esclareceu o diretor regional para a Europa, Hans Kluge, à época.

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