Palavrões, cochilos, 'nude' e uma rede: as pérolas do Judiciário na pandemia - Revista Oeste

Edição da semana

Em Em 1 ago 2020, 19:03

Palavrões, cochilos, ‘nude’ e uma rede: as pérolas do Judiciário na pandemia

1 ago 2020, 19:03

Desde a interrupção das sessões ao vivo, situações inusitadas têm sido registradas nos encontros realizados por vídeo

Um home office bem à vontade. Assim se têm comportado alguns advogados, desembargadores, procuradores e juízes nas sessões dos tribunais durante a pandemia de coronavírus.

Desde a interrupção das sessões ao vivo, situações inusitadas têm sido registradas nos encontros realizados por vídeo. O site Migalhas, especializado em assuntos jurídicos, reuniu algumas pérolas dos últimos meses.

Na quarta-feira, 29, por exemplo, o advogado baiano Marcus Roberto Melo de Albuquerque participou de uma sessão do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia deitado na rede. Apesar disso, ele venceu a causa movida por sua cliente, que teve o nome incluído indevidamente no cadastro do Serviço de Proteção ao Crédito.

Numa sessão da 4ª Câmara Cível, o procurador de Justiça José Raimundo acabou pegando no sono enquanto os colegas proferiam seus votos. A soneca durou mais de três minutos.

No Tribunal de Justiça de Mato Grosso, o procurador Paulo Padro deixou escapar alguns puns ao vivo. “Teve dois momentos que eu me descuidei aqui com o microfone”, desculpou-se. “Se por acaso eu fui deselegante ou causei algum mal-estar, queiram me perdoar, por favor”.

No Amapá, o desembargador Carmo Antônio apareceu sem camisa durante uma sessão ao não se dar conta de que ela já havia começado.

Sem perceber que seu microfone estava ligado, o desembargador José Manzi, da 3ª Câmara do TRT da 12ª Região, soltou impropérios ao vivo contra a desembargadora Quézia Gonzalez. “Isso, faz essa carinha de filha da puta”, disse.

Ao se confundir sobre um voto, a ministra Ana Arraes, do Tribunal de Contas da União, foi surpreendida por um “ele não pediu vista, porra”. Não satisfeito, o chefe de gabinete do membro do Ministério Público junto ao órgão continuou: “Mulher louca. Rapaz do céu. A ministra Ana Arraes vai ser o caos na presidência do TCU”. O caso foi levado à Corregedoria do Tribunal.

Nada como a intimidade.

TAGS

*O espaço para comentários é destinado ao debate saudável de ideias. Não serão aceitas postagens com expressões inapropriadas ou agressões pessoais à equipe da publicação, a outro usuário ou a qualquer grupo ou indivíduo identificado. Caso isso ocorra, nos reservamos o direito de apagar o comentário para manter um ambiente respeitoso para a discussão.

4 Comentários

  1. Vossa Excremências se acham a última bolacha do pacote! Não resistem ao “tribunal das quatro paredes”! Peidam. As bocas parecem esgotos a céu aberto. Não sabem estar, são impróprios até para maiores de 18!! Deus conhece a todos vós! E agora também conhecemos.

    Responder
  2. Esses incidentes revelam a verdadeira condição humana e desmascaram a abjeta hipocrisia humana.

    Responder
    • O chefe de gabinete do representante do Ministério Público, que fez comentários sobre a ministra do TCU, provavelmente sofrerá alguma punição, mas os demais personagens (desembargadores, procuradores, advogado) NÃO. Talvez o advogado sofra alguma advertência.

      Responder
  3. As condolências aos insolentes e inertes Juízes.

    Responder

Enviar um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Assine a nossa newsletter

Colunistas

Um caso de amor com a tirania

Na França, é cada vez mais evidente o namoro com o autoritarismo sob o disfarce da racionalidade, da competência administrativa, do bem comum, da justiça social

O custo e o valor de ser ‘contrariador’

Prêmios como o ‘Contrarian Prize’ servem para aplacar o medo que muitos têm de se manifestar em defesa daquilo em que acreditam e assim reduzir o poder social do cancelamento cultural

Mentir e trancar é só começar

“Se você começar a proibir aglomeração em ônibus, vai faltar povo pra abastecer a quarentena vip, né?” / “Aí você captou tudo. Vidas doces importam”

O culto à ignorância

Valorizar a educação formal e a cultura clássica virou preconceito elitista, um mau sinal para o futuro

Não é erro, é viés!

Não é uma tese conspiratória imaginar que há, sim, esquema nas pesquisas. Essa é uma possibilidade plausível

A coerção e o coronavírus

A necessidade de restrições ocasionais não deve abalar os fundamentos do verdadeiro liberalismo, sustentado no “inovismo” e no “adultismo”

Uma nova doença: o vício em desculpas

Poucas figuras públicas têm a força de caráter para se recusar a pedir desculpas aos identitaristas, que gostam de desempenhar o papel de vítimas permanentes

Você não pode perder

O ex-mártir

O ex-mártir

"O antigo santo da luta anticorrupção, bandido para a esquerda e traidor para os bolsonaristas é um homem como qualqu...
A descoberta do ano

A descoberta do ano

"Desde o primeiro caso de covid-19, boa parte dos políticos viram na epidemia uma belíssima oportunidade para tirar pr...

A VOZ DAS REDES

Uma seleção de tuítes que nos permitem um olhar instigante do mundo, ajudam a pensar e divertem o espírito

LEIA MAIS

Revista Oeste — Edição 37 — 04/12/2020

Oeste Notícias

R$ 19,90 por mês