Para onde vai o jornalismo? - Revista Oeste

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Para onde vai o jornalismo?
Em tempos de pós-verdade, os fatos perdem espaço para versões e opiniões
7 ago 2020, 09:19

Até algum tempo atrás, quem abria um jornal ou se conectava a noticiários na TV ou no rádio partia do pressuposto de que teria acesso a fatos. E durante a segunda metade do século passado realmente o jornalismo se guiou, ao menos na teoria, pelo princípio da objetividade na captura e no relato da realidade. Isso implicava, como ensinado nas novas faculdades que surgiram no período para profissionalizar o ofício, a necessidade de contextualizar os acontecimentos, oferecendo ao leitor diferentes perspectivas antes de alinhavar uma conclusão lógica — a fim de que ele pudesse formar, com embasamento, a própria opinião. E embora sempre se tenha reconhecido que a isenção nunca pode ser absoluta — já que todo observador filtra a realidade a partir de sua ótica e repertório — a primazia dos acontecimentos sobre pontos de vista subjetivos consolidou-se como valor consensual. Ou seja, na grande imprensa, opiniões deveriam ficar reservadas às páginas a elas dedicadas e identificadas como tal. A exceção seriam as publicações que adotam um posicionamento político ou ideológico declarado, como é o caso da Revista Oeste e de inúmeras outras publicações mundo afora, territórios assumidos do jornalismo opinativo.

Tudo indica, porém, que esse ciclo terminou. Como se pode constatar diariamente, está cada vez mais difícil encontrar na grande mídia, supostamente imparcial, conteúdos que não sejam apresentados de forma distorcida e politicamente enviesada. Curiosamente, porém, a despeito de todo o clamor contra as chamadas fake news nas redes sociais, a complacência é generalizada quando se trata de inverdades ou manipulações propagadas pelos meios jornalísticos. Talvez porque jornalistas tendam a se considerar acima do bem e do mal. Julgam-se defensores autonomeados da opinião pública — embora a maioria das pesquisas indique que a credibilidade e o prestígio da imprensa estão em queda livre há algum tempo.

Outra razão provável para que essa distorção esteja sendo ignorada é que qualquer crítica, hoje em dia, à forma como alguns jornalistas atuam tende a ser qualificada como um ataque antidemocrático à imprensa como instituição. Tornou-se corriqueiro, no Brasil, confundir as instituições com as pessoas que as representam. Por isso, quem aponta malfeitos dos ministros do Supremo Tribunal Federal ou de membros do Legislativo é tratado como se estivesse atentando contra as instituições em si — e corre o risco de linchamento virtual ou de entrar na mira dos inquéritos sigilosos do STF.

O fato de a receita publicitária ter se tornado o sustento da mídia reforçou a busca pela neutralidade

Enquanto isso, o descompasso entre o que acontece de fato no Brasil e a cobertura da grande mídia tornou-se tão frequente que se tem a sensação, muitas vezes, de que se trata de dois países. Especialmente ilustrativo dessa disparidade é o Jornal Nacional, da Rede Globo — e os memes que circulam nas redes sociais indicam que as pessoas já não se deixam enganar com a mesma facilidade dos tempos em que não tinham alternativa para se informar. Como ocorreu, notoriamente, durante o movimento Diretas Já, que a emissora ignorou enquanto pôde, atitude que deu origem ao refrão “O povo não é bobo, abaixo a Rede Globo”. O qual voltou à tona, por sinal, mais recentemente, quando os milhares de brasileiros que tomaram as ruas para protestar contra a impunidade e a corrupção descobriram que, a acreditar no noticiário do horário nobre ou nas primeiras páginas dos jornais, as manifestações simplesmente não existiram — ou tiveram proporção infinitamente menor do que a constatada no local pelos participantes.

As tentativas de fazer desaparecer os fatos suprimindo-os do noticiário é recorrente também, como se sabe, em casos de denúncia de corrupção contra personagens do Judiciário e do Legislativo influentes no meio jornalístico. E, como a grande imprensa nacional pauta a internacional, a distorção se reproduz na maior parte dos veículos estrangeiros — acompanhar o que tem sido publicado sobre o Brasil em veículos como o norte-americano The New York Times, o inglês The Guardian, o espanhol El País e o francês Le Monde, entre outros, chega a ser aflitivo, tão evidente fica a parcialidade ideológica e o descompromisso com a verdade dos fatos.

Não é de hoje, convenhamos, que a imprensa mente. “Eu não preciso ler jornais, mentir sozinho eu sou capaz”, já cantava, nos anos 1980, o roqueiro-filósofo Raul Seixas, em seu Cowboy Fora da Lei. Vale lembrar também que a tradição do jornalismo panfletário, porta-voz desinibido de interesses comerciais e políticos, atravessa os séculos e era dominante até meados do século passado — no Brasil, por exemplo, Assis Chateaubriand, dono dos Diários Associados, permanece como símbolo da imprensa como balcão de negócios. A partir dos anos 1950, contudo, o papel central das agências de notícias internacionais valorizou a busca da imparcialidade, já que elas forneciam conteúdos para jornais de diferentes países e linhas editoriais. O fato de a receita publicitária ter se tornado o sustento da mídia de massa também reforçou a busca pela neutralidade, dada a necessidade de não alienar anunciantes partidários de qualquer posição.

“Trabalhar como jornalista de centro não deveria ser um ato de bravura”

Ultimamente, contudo, esse paradigma está caindo por terra. Claramente alinhada com a agenda dita “progressista”, a grande imprensa parece ter abraçado o princípio de que os fins justificam os meios. Poderia tratar-se de uma tendência conjuntural, resultado da radicalização política, tendo em vista que a quase totalidade dos veículos continua a proclamar oficialmente sua imparcialidade. Mas uma série de episódios recentes sugere que a mudança veio para ficar. Em junho, causou espanto a demissão sumária do editor de opinião do The New York Times, James Bennet, por ter publicado o artigo de um senador norte-americano que defendia a repressão de protestos violentos. Estaria o NYT censurando até mesmo um senador da República?

Essa percepção se consolidou pouco depois, quando outra editora do jornal, Bary Weiss, divulgou sua carta de demissão, alegando ser vítima de bullying por não comungar da opção ideológica da redação. “Existe um novo consenso na imprensa”, denunciou. “O de que a verdade não é um processo de descoberta coletiva, mas uma ortodoxia já definida por uma minoria que considera sua missão informar todos os outros.” Weiss, que fora contratada justamente para contribuir com uma visão mais balanceada para a página de opinião, justificou assim sua desistência: “Trabalhar como jornalista de centro num jornal norte-americano não deveria ter de ser um ato de bravura”.

No Brasil, como se sabe, jornalistas independentes ou conservadores, como Luís Ernesto Lacombe, entre outros, também têm sido demitidos por não se adequarem à linha editorial hegemônica de esquerda. Mas o problema não suscita por aqui nenhum debate, ao contrário do que vem ocorrendo nos meios especializados na Europa e nos Estados Unidos, em que especialistas já elaboram, inclusive, teorias para justificar o novo paradigma. “Será que a era da imprensa imparcial terminou?”, questionou semanas atrás um dos editores da revista britânica The Economist. Para uma nova geração nas redações, a resposta não deixa dúvida. “Essa ideia do jornalismo imparcial, obcecado pela objetividade e pela apresentação dos dois lados, é um experimento fracassado”, defende Wesley Lowery, da cadeia de televisão ABC, vencedor de um prêmio Pulitzer, o mais prestigiado da profissão.

Na mesma perspectiva, o diretor da renomada Columbia School of Journalism, Steve Coll, qualificou a objetividade, em texto dirigido aos alunos, como “uma velha norma antiquada”. E a revista da escola, a Columbia Journalism Review, avançou o debate em sua última edição com uma matéria que inquire “O que virá depois que nos livrarmos da objetividade no jornalismo?”.

Jornalistas que acreditam na legitimidade de “editar os fatos” em favor de uma “causa justa”

O argumento de fundo dos que defendem esse novo entendimento é que “a clareza moral” deveria se sobrepor ao relato dos fatos. Ou seja, como autodenominados árbitros da verdade, os jornalistas teriam não só o direito, como também o dever, de “editar” os fatos quando se trata de defender “a causa justa” e “o lado certo” da História. Mas não caberia ao leitor decidir que lado é este? Na essência, essa nova visão embute, sobretudo, a perigosa ideia de que a verdade seria relativa, um conceito elástico, que pode ser moldado à vontade, conforme os interesses políticos de cada jornalista.

É claro que jornalistas e veículos, como todo mundo aliás, têm direito às próprias opiniões — embora certamente não, como se costuma lembrar, “aos próprios fatos”. O que cabe discutir é até que ponto é legítimo direcionar a cobertura do noticiário segundo determinada linha partidária ou ideológica enquanto se mantém, oficialmente, uma suposta isenção. Ou seja, sem combinar o jogo com quem vai receber a informação. Sobre essa questão, vale revisitar a história dos jornalistas Walter Duranty e Gareth Jones, envolvidos com a cobertura política na União Soviética durante o começo da década de 1930, o período mais violento dos expurgos e assassinatos em massa de opositores políticos promovidos pelo ditador Josef Stalin.

Trabalhando como freelancer, o galês Gareth Jones pôs a vida em risco para investigar e revelar ao mundo o genocídio de milhões de ucranianos condenados à fome pelo confisco de grãos ordenado por Stalin. Já Walter Duranty, correspondente do The New York Times em Moscou na mesma época, que acreditava na falsa promessa igualitária do comunismo, achou que valia a pena esconder os crimes do regime “em nome da causa”.

Como retratado no filme Mr. Jones, da diretora polonesa Agnieszka Holland, que entrou dias atrás no catálogo da Apple TV, o NYT vendeu a seus leitores a versão mentirosa de Duranty, baseada na propaganda oficial soviética — que lhe valeu, note-se o despropósito, um prêmio Pulitzer. O jornal só viria a admitir seu erro quarenta anos depois, na década de 1990, mas a comissão do Pulitzer, por sua vez, se recusa até hoje a rever a infame premiação. Jones terminou assassinado pouco tempo depois, supostamente por agentes soviéticos. Mas a verdade pela qual deu a vida acabaria finalmente vindo à tona e hoje é parte da história — o genocídio conhecido como Holodomor. Uma verdade fartamente documentada e que não comporta ambiguidades. O que comprova que, como comenta no final do filme a personagem da jornalista alemã Ada Brooks, que acreditava como Duranty na utopia comunista, mas apoiou a investigação de Jones: “Existe, de fato, só uma verdade”.


Selma Santa Cruz foi editora e correspondente internacional do jornal O Estado de S. Paulo e da  revista Veja, na França e nos Estados Unidos, antes de se dedicar à comunicação corporativa como sócia-diretora da TV1, grupo de agências especializadas em marketing digital, conteúdo, live marketing e relações públicas. É mestre em comunicação pela USP e estudante permanente da História.

 

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43 Comentários

  1. Muito bom. Em tempos de desmandos de STF e mentiras deslavadas de mídia, faz refletir sobre o que desejamos da imprensa. Resta a alternativa de não ler, ler e descartar, ler e abraçar a idéia. O que dá medo é a insistência em proibir quem discorda e calar quem se manifeste contra. Valeu a leitura.

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    • Parabéns, Selma! Seus artigos são sempre excelentes, com altíssimo nível de articulação. De fato, até o mais simplório dos leitores, hoje em dia, tem diversas fontes de informação, e o poder de cruzá-las a todo momento. Esse novo paradigma ainda não foi absorvido pela grande mídia. Por outro lado, além da Oeste, já é hora de termos um jornal de inclinação conservadora. Há público e anunciantes para isso. Quanto à TV, o panorama ideológico-progressista no Brasil é tão assustador que até a CNN, um veículo com esse viés mundo afora, situa-se como um canal de centro.

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    • Fantástica reflexão , Selma! Muito obrigado.

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      • Num país em que a maioria do povo é na melhor das hipóteses analfabeto funcional, essa nova finalidade da grande imprensa é assustadora.

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    • Alem e acima de tudo, o nivel geral dos profissionais do jornalismo nacional reflete o, lamentavel, baixo nivel da formação escolar do nosso povo.
      É desolador verificar o portugues dos “jornalistas” nas tvs e o conteúdo dos artigos e comentários na imprensa escrita.

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      • Em um momento de parcialidade do jornalismo só temos as redes sociais para trazer os fatos como eles são de fato. Se cortarem a participação das redes, ou limitarem-nas a um eco da gende imprensa, a informação real morrerá.
        O que nos espera?

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  2. Sra. Selma, sempre procuro acessar suas dicas de livros e filmes. Não encontrei na Netflix o filme Mr. Jones. Agradeço retorno.

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    • Olá Bernadete, o filme consta do catálogo da Netflix americana,
      mas está disponível também na Apple.

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  3. Excelente matéria!

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    • Como a revista Oeste não respondeu às minhas solicitações de como deveria fazer para ter livre acesso aos comentários, estou tomando a liberdade usar este espaço ” como se fosse uma responta” mas não é: é apenas um ponto de vista. Quero dizer que Guzzo para mim, ainda é uma voz de referência, como sempre tem sido ao longo de muitos anos. Apenas acrescento que esta revista está correndo o sério risco de incorrer no mesmo problema levantado por esta coluna que ora analisamos. O próprio Guzzo, para minha inteira surpresa, vem omitindo a história completa em seus textos. Quero dizer que isto é uma espécie de “edicão”. Não condiz com a imagem que sempre fiz de José Roberto Guzzo. Por exemplo: denunciar as duvidosas posições de Augusto Aras sem contudo explicitar que quem o colocou na posição de causar tamanho estrago aos princípios de combate à corrupção foi o próprio Jair Bolsonaro que estabeleceu, é claro, as suas condições para fazê-lo quando decidiu colocar o celerado no lugar de Procurador Geral da República.

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  4. Ótimo artigo, Selma. Valeria a pena estender-se nesse assunto para melhor analisar o comportamento da imprensa brasileira, no qual a revista Veja mereceria um tratamento especial, em vista de ter almejado essa suposta imparcialidade – embora sempre enfatizasse seu compromisso com a livre iniciativa e a democracia (princípios da direita), mas que, nos últimos anos, tem representado o papel de um dos mais notórios veículos de uma imprensa totalmente adepta do sofisma como prática jornalística.

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    • Você tem razão. A Veja, que foi minha melhor escola sob a direção de J.R.Guzzo , é um ótimo exemplo de jornalismo altamente profissional. Tinha uma posição clara a favor do livre -mercado e do capitalismo, mas sempre se pautou pelo respeito o leitor. Ou seja, não se admitia distorcer ou manipular informações. Aquela Veja faz muita falta hoje.

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      • Será que aquela Veja é a mesma que tinha um Reinaldo Azevedo totalmente diferente do crápula vendido que vemos hoje?

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    • Ah, essas Verdades… Até outro dia estávamos acreditando em todas elas, que nos eram APRESENTADAS. Aí chegaram os nossos dias e as NOSSAS VERDADES. Mas elas sempre estiveram ali, camuflando a REALIDADE. Obrigada pelo texto, pelas reflexões e pelos FATOS, Selma.

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  5. Parabéns pelo belo texto, Selma. Senti falta apenas de uma CONSTATAÇÃO que a realidade imposta pela atuação das grandes mídias, sem exceção: JORNALISTAS DE GRANDES MÍDIAS PASSARAM A EXERCER – ILEGALMENTE – A PROFISSÃO DE PUBLICITÁRIO/MARQUETEIRO. Os JORNALISTAS de verdade – em exercício honesto e legal da profissão, só podem ser encontrados na imprensa alternativa, nas redes sociais da Internet e nos canais próprios que muitos passaram a ter (como o citado Lacombe). Isto é, enquanto o STF permitir. Porque, assim como os JORNALISTAS das GRANDES MIDIAS, os MINISTROS DA GRANDE CORTE, passaram ao exercício ilegal de outra profissão. No caso destes últimos, de “editores”, como criminosa e cinicamente o Presidente do STF COMUNICOU de viva voz num canal do Youtube, numa LIVE despudorada que deveria ter servido de prova para o IMPEACHMENT DELE por conspiração contra a Constituição Federal do Brasil e outros crimes menores.

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    • Muito bem pontuado, Ney. Obrigada pela leitura!

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    • Muito bem pontuado, Ney. Obrigada pela contribuição !

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  6. Selma
    Desde o 1º nº da Oeste estou p cumprimentá-la pelos belos artigos . Belos pela forma, belos pelo conteúdo. VOCÊ TRAZ O MELHOR DA VELHA VEJA PARA A JOVEM OESTE. Que bom que está de volta.

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    • Vida longa à jovem Oeste!

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  7. Muito bom!

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    • Se a imprensa é o 4o. poder, e é, podemos dizer que grande parte desse poder é hoje uma ditadura progressista?

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  8. Texto maravilhoso.

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  9. A grande parte da imprensa sucumbiu ao desejo de grandes corporações. Jornalistas se renderam a transformar o mundo sob os auspícios de bons salários e segurança no emprego, onde a verdade de fato não tem a menor importância.

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  10. Bom. O Guzzo vem falando há tempos no óbito da imprensa que conhecíamos ou conhecemos hoje em dia. Só para “deitação”: além dos jornalistas, os advogados querem mandar no País! Mas, não se pode generalizar, isto é verdade. No entanto, este matuto também trabalhou no século passado na dita imprensa. E tem o detalhe que esquecemos: as panelinhas sempre estiveram presentes em muitos setores da sociedade. No caso da imprensa, também no grande sertão brasileiro, eles escolhiam quem merecia matérias, fotos e capas, passando por um modesto poeta até um professor universitários com 20 ou 30 livros que nunca ganhava nenhuma linha. Faço parte do eleitor e leitor independente que posso escolher nos dias de hoje aqueles da mesma tribo que a minha.

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    • Prezada Selma, bom dia:
      Parabéns pela reflexão limpa, clara e verdadeira! Dá gosto de se ler um português tão bem escrito.
      Parabéns e não nos deixe com saudades!
      Grato
      Dolor

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  11. Bela analise da imprensa atual. Muito bom.

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  12. A jornalista nos brindou com uma excelente análise do jornalismo atual. A grande mídia é totalmente parcial e engajada na pauta progressista. Para os grandes comentaristas e jornalistas os fins justificam os meios, a ponto de apoiarem a censura das redes sociais que divergem do pensamento dito progressista. Ser de direita e conservador passou a ser um crime inafiançável. As ditas grandes mídias tornaram-se baluartes do autoritarismo antidemocrático, merecem o nosso repúdio.

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  13. muito bom como sempre.

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  14. Excelente texto e uma aula de jornalismo. Sugiro que a Oeste abra uma coluna só para expor as fakenews geredas pela grande imprensa. Nesta semana ouvi a inefável Majú afirmar em sua chamada que investidores estão evitando negócios com o Brasil devido às queimadas na Amazônia. Entretanto no corpo da matéria não expôs dados que justificassem a afirmação. Ou seja, simplesmente divulgou uma falácia, uma fakenews.

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  15. Excelente artigo. Parabéns Jornalista Selma

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  16. Certa vez, há mais de 20 anos, li um artigo de revista sobre o alcoolismo onde o o cronista dizia que só havia duas maneiras de o sujeito abandonar o vício, e nenhuma mais. A primeira seria se conscientizar por si mesmo ou por meio de terceiros de que não deveria mais continuar naquilo e pronto. A segunda seria o medo da morte. Se não houvesse nem uma nem outra, o infeliz poderia beber até morrer, como é praxe em todo o mundo. Por analogia, vejo o jornalismo tradicional hoje na mesma encruzilhada: consciente está, disso ninguém tem dúvida, resta saber se tem medo da morte. Se não, então não nada o que se fazer nem lamentar. Segue a carruagem.

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  17. Muito bom texto ! Traduz com fidelidade a realidade da chamada grande imprensa hoje ! Seus jornalistas, em geral, são portadores do “dna totalitário” que adquiriram em sua formação profissional ! Vivas à imprensa alternativa e redes sociais que ainda têm possibilitado a parte grande do público encontrar a verdade dos fatos !

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  18. O jornalismo tendencioso, deformador dos fatos para atender a uma “causa”, tem como seu principal representante no Brasil a #GloboLixo e seus veículos satélites. Vergonhoso o que se vê nas telas, nas rádios e nos jornais impressos, através de “comentaristas” que se esforçam para deformar os fatos e atingir os que não comungam de seus “interesses” e ideologia. É a esquerda decadente compondo o cenário do jornalismo rasteiro e sem credibilidade.

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  19. Parabens pelo artigo Selma….muito claro, transparente, verdadeiro, entrou em minha mente como uma historia verdadeiramente honesta….da gosto de ver um jornalismo assim, entra na nossa mente sem nausea….e mostra qué a verdade e a justiça estao sendo vilipendiadas.

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  20. Excelente artigo. Parabéns

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  21. Que surpresa espetacular descobrir os textos da Selma na Oeste!!!!

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  22. Parabéns pelo excelente texto!
    No Brasil, 30 anos de inclinação esquerdista e com farto dinheiro aos principais meios de comunicação.
    Quebrar isso é uma luta longa e que não se ganhará, apenas poderemos usar a WEB para disseminar uma nova visão.

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  23. Parabéns pelo brilhante artigo Selma…são análises como a sua que me fazem sentir orgulho, cada vez maior, de ser assinante desta revista!
    Parabéns à Oeste…sempre!

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  24. Eu curso jornalismo em uma universidade federal e essa pauta de imparcialidade é quase que venerada pelos estudantes e professores. Como a Selma disse, se consideram acima do bem e do mal, os próprios moldadores da opinião pública. São incapazes de admitir seu posicionamento ideológico e transferem isso para as publicações “isentas” justificando os fins com os meios.

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  25. Prescindi do jornal impresso – como habito diario – em 1994.
    Indro Montanelli ¨devolveu¨ Il Giornale Nuovo – por ele fundado em 1974 – a S.Berlusconi. Razão ? Berlusconi entrava em politica e Montanelli não quis perder a propria independencia ate´aquele momento garantida.
    Era a segunda vez que deixava um jornal ( o primeiro foi o ¨grande¨Corriere della Sera) pela mesma razão. A dona do Jornal , a S.ra Maria Crespi , não concordava com o ¨modus scribendi¨ dele.
    Fundou La Voce que infelizmente eu não podia adquirir por não ser distribuido internacionalmente.
    No Chile lia El Mercurio ( edição do domingo) onde escrivia o Sr.Lafourcade;
    No Brasil o Estadaõ(no domingo) onde lia o Rolf Kuntz,U.Ribeiro e algum hospede esporadico e na Veja o Millor , a W.Gryzinski e o Guzzo ate´ele sair.
    Tentei com a Crusoe – afinal ¨non di solo pane vive l´uomo¨ – ate´Mainardi chamar de burro Bolsonaro porque´,segundo ele, era responsavel pela divulgação da pandemia no Brasil . Respondi que o burro era ele por ter falsificado as razões da divulgação da peste em Veneza tentando induzir os leitores em erro comparando as duas situações. Inaceitavel de um jornalista serio!
    Da Oeste ja disse : se não existisse teriam que inventa-la .
    Reicontrei o Guzzo e o Nunes,conheci o Fiuza , a Senhora e um staff de jornalistas com os quais posso dizer que estou em grata companhia.
    Parabens pelo seu artigo ; excelente jornalismo.

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    • Excelente comentário.

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  26. Que artigos interessantes esta revista nos proporciona. Devo a J.R.Guzzo, a orientação para visitar esta revista, em resposta a e-mail que lhe enviei cumprimentando por excelente artigo no Estadão. Fui visitar, dai assinei, e estou sendo contemplado por excelentes artigos de seus jornalistas, e este da jornalista Selma, ilustra muito bem o atual comportamento dos meios de comunicação tradicionais, em decadência, e lembrei exatamente do outrora glorioso Estadão e seu atual delírio em liderar a imprensa do ódio ao governo Bolsonaro, produzindo textos editoriais com falsas versões sobre fatos. Editoriais agressivos não só a Bolsonaro como a seus eleitores, desqualificando-os com total desrespeito ao leitor, que como eu, esperamos que Bolsonaro conclua um bom governo, se os políticos, o STF e a imprensa permitirem.
    Penso que os veículos de comunicação devem difundir a polarização politica de seus articulistas, com versões diferentemente interpretadas aos fatos. Entretanto, não posso entender que a orientação de seus editorias sejam agressivamente parciais. Recentemente, durante 3 dias seguidos, seus editoriais desqualificaram preconceituosamente os eventuais indicados pelo presidente Bolsonaro à vaga no STF, pela aposentadoria, tardia, do decano Celso indicado por Sarney. Vale dizer que este senhor, conseguiu CENSURAR durante 10 anos, o Estadão, de publicar matéria sobre a operação BOI BARRICA, que envolvia um filho de Sarney.
    Desde sempre, interpretei que os Editoriais, pelo anonimato, fossem de autoria da alta direção do jornal, portanto da família Mesquita. Recentemente o Estadão passou a assinar seus editoriais com o nome do diretor de opinião, que pude ver, não se tratava de um Mesquita.
    Em 04/08/20 Fernão Lara Mesquita, filho de Ruy Mesquita, publicou o artigo “Eu sou da velha guarda”, e nos surpreendeu com esta manifestação: “Como meu sobrenome continua sendo confundido com as opiniões deste jornal, pelas quais sou frequentemente cobrado, recordo aos leitores do presente e aos historiadores do futuro que desde a morte de Ruy Mesquita, em maio de 2013, nenhuma linha do que O ESTADO DE SÃO PAULO publica tem orientação direta ou indireta de qualquer membro da família Mesquita, com exceção dos artigos assinados eventualmente publicados nesta página reservada às que “não refletem as opiniões do jornal. Estas estão a cargo de uma equipe contratada pelos administradores do Grupo Estado para prestar-lhes o serviço de opinar e escrever editoriais”.
    Neste artigo, Fernão condenou publicação editorial “O papel da AGU” de 29/07, que toma posição a favor da censura e prisão de blogueiros e jornalistas decretada por Alexandre de Moraes.
    Parabéns Selma por seu excelente artigo. Devo dizer que o jornal Estadão ainda nos contempla com artigos de 3 notáveis jornalistas, como JR Guzzo, Fernão Lara Mesquita e o mestre educador do jornalismo Carlos Alberto di Franco, que ainda nos contemplam com a forma de fazer jornalismo e a imparcialidade para interpretar os fatos.

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  27. Excelente artigo! A verdade sempre será um só, apesar dos diversos interesses envolvidos, especialmente nos tempos atuais. 👏👏

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Revista Oeste — Edição 27 — 25/09/2020

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