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5G: Uma Rede Limpa

O Brasil, agora, faz parte da 'Clean Network', um movimento de nações livres que não desejam ser conduzidos pelas ordens emanadas de Pequim

O Brasil, agora, faz parte da Clean Network, um movimento de nações livres que não desejam ser conduzidas pelas ordens emanadas de Pequim

5g
“Estamos ao lado de nações que defendem um sistema livre de influências governamentais”, afirma especialista | Foto: Divulgação/Flickr

Por Márcio Coimbra*

Um grande passo foi dado pelo Brasil em relação ao sistema de segurança que envolve a tecnologia 5G. Um degrau decisivo para afastar nosso país dos riscos chineses e nos aproximar de um modelo de segurança econômica global. A partir de agora, o Brasil integra a Clean Network, um movimento de nações livres e independentes que não desejam ser conduzidas pelas ordens emanadas de Pequim.

O Itamaraty, chefiado pelo ministro Ernesto Araújo, assinou a entrada do Brasil na coalizão de 50 países que representa aproximadamente dois terços do PIB mundial, juntamente com mais de 170 empresas de telecomunicações e muitas das mais poderosas empresas de alta tecnologia do mundo. Uma rede que conta com 31 dos 37 países da OCDE; 27 dos 30 países da Otan; 26 dos 27 países da União Europeia e 11 dos 12 países dos Três Mares.

Ao se juntar ao grupo de nações que desejam uma rede limpa, o Brasil se põe ao lado de outros países que defendem um sistema livre de influências governamentais em seu desenho de 5G. Um movimento contra nações que desejam dominar o tráfego de informações por intermédio de empresas privadas que funcionam apenas como intermediários dos desejos de seu governo.

A China não é um país livre e a Huawei é a espinha dorsal do estado de vigilância do Partido Comunista que dirige a nação asiática. A lei de segurança nacional exige que as empresas chinesas entreguem os dados coletados por seus sistemas a pedido do Partido Comunista. Isso põe todo o tráfego que circula por redes como da Huawei em situação vulnerável, uma vez que podem ser acessados pelo governo de Pequim por força de lei. Estamos falando desde dados pessoais até informações estratégicas de segurança nacional.

Leia também: “5G: muito mais do que um celular melhor”, artigo de Dagomir Marquezi publicado na edição n° 23 da Revista Oeste

Assim, um número crescente de países começou a se proteger do sistema de vigilância chinês implementado pela Huawei ao redor do mundo. A aliança em torno da rede limpa, chamada de Clean Network, é mais um passo nesse sentido. Ao se juntar à iniciativa, o Brasil garante um ambiente seguro, transparente e compatível com os valores democráticos e liberdades fundamentais. Algo que gerará inclusive mais segurança para as empresas que investirem no país.

As trilhas da Clean Network abrem caminho em várias direções para uma rede mais estável, aberta e confiável. O instrumento de Clean Path deixa o tráfego de rede 5G mais transparente, enquanto o Clean Carrier limpa a rede dos riscos e a Clean Store assegura a remoção de aplicativos não confiáveis.

Sabemos que não há prosperidade sustentável sem liberdade. Em apenas alguns meses, dois terços do PIB mundial estão representados na Rede Limpa. Ao se posicionar ao lado de países democráticos, livres e abertos, o Brasil está diante da oportunidade de construir uma rede segura e confiável, que preserve os dados dos brasileiros e de seu governo, com companhias sediadas em países que possuem Judiciário independente e livre da pressão de governos autoritários. Pequim ficou mais longe de Brasília, enquanto a Huawei, mais longe de nossos dados. Esta é uma excelente notícia para nosso país.


* Márcio Coimbra é coordenador da pós-graduação em Relações Institucionais e Governamentais da Faculdade Presbiteriana Mackenzie Brasília, cientista político, mestre em Ação Política pela Universidad Rey Juan Carlos (2007). Ex-diretor da Apex-Brasil. Diretor-executivo do Interlegis no Senado Federal

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5 comentários

  1. Excelente notícia. Ao passo que nos aproximamos da limpeza, nos afastamos do lixo chinês. É um bom recado para um certo lobista da Huawei plantado no seio do governo, um chute no saco dele. Muito bem, ministro Ernesto Araújo.
    Aquele lixo inútil do Mourão, se revelou um mau caráter desde o primeiro dia deste governo ao agir de forma que revelou o seu modo corrompido de agir, ao promover o seu filho nos quadros do Banco do Brasil. A partir daquele dia pensei: Esse sujeito não vale nada, é um típico político do Centrão corrupto.

  2. Simpática notícia. Eu acredito piamente nos homens que representam o GOVERNO CENTRAL.
    Tá dando certo. É só perguntar o poste andrade.

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