A votação do saneamento prova: o PT tem compromisso com o erro

Ao votar em peso contra o projeto que moderniza o setor, o partido repete o episódio da desestatização da Telebras
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Frente petista acha que dinheiro dá em árvore | Foto: RICARDO STUCKERT/PT
Frente petista acha que dinheiro dá em árvore | Foto: RICARDO STUCKERT/PT | Frente petista acha que dinheiro dá em árvore | Foto: RICARDO STUCKERT/PT

Ao votar em peso contra o projeto que moderniza o setor, o partido repete o episódio da desestatização da Telebras

PT
Frente petista foi contra a desestatização da Telebras em 1998 | Foto: RICARDO STUCKERT/PT

Há 21 anos, a desestatização da Telebras foi uma das maiores políticas de inclusão social do Brasil. Em 1998, ano em que a empresa passou para as mãos da iniciativa privada, ser dono de uma linha telefônica era sinal de status. Uma linha chegava a custar US$ 5 mil (na época de câmbio fixo: R$ 1 para US$ 1) e os clientes poderiam demorar até cinco anos na fila de espera para obter uma linha. Para se ter ideia, esse bem tinha de ser declarado no imposto de renda como investimento ou imóvel.

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Naquele ano, havia 17 milhões de linhas de telefonia fixa e 4,6 milhões de celulares no país. Com a desestatização, o setor destravou e, de acordo com dados da Agência Nacional de Telecomunicações, no Brasil já há mais aparelhos telefônicos móveis do que a soma da população — sendo assim, são cerca de 230 milhões de smartphones em operação e 32 milhões de telefonia fixa.

Universalização

Dessa forma, a universalização de um serviço antes sob o guarda-chuva do Estado, ou seja, para poucos, democratizou a comunicação. O mesmo vai ocorrer com o saneamento básico. Na semana passada, os senadores aprovaram um marco que vai modernizar esse setor. Por ora, prevalecem os interesses estatais. Em vista disso, imperam a ineficiência e falta de gestão.

Leia também: Por que não é fácil vender estatais no Brasil?

Para se ter ideia, 35 milhões de brasileiros ainda não têm acesso à água tratada. Essa quantidade, portanto, representa cerca de 17% da população. E outros 100 milhões não dispõem de coleta de esgoto. Contudo, com a abertura do ramo à iniciativa privada, em 12 anos os investimentos devem atrair R$ 700 bilhões. E o cenário deve mudar para melhor.

Em síntese, o processo de desestatização mostra que a venda de ativos à iniciativa privada não se resume a encher os cofres do Tesouro Nacional mas sim introduzir novas empresas no mercado e promover a competição no setor.

Mas nem todos veem as coisas como as coisas são

É o caso do Partido dos Trabalhadores e demais setores da esquerda brasileira, que abominaram a aprovação do marco do saneamento tanto quanto a desestatização da Telebras duas décadas atrás, que modificou radicalmente o setor de telecomunicações. Confira o pensam alguns figurões:

Embora o discurso seja a favor dos pobres e trabalhadores, a necessidade de fazer oposição pela oposição mostra que, na prática, essas personagens e demais caciques da esquerda agem, na verdade, contra os pobres e trabalhadores.
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