Aécio justifica ausência na votação da PEC do voto ‘impresso’ porque quer retomar tema pós-2022

'Significaria dar vitória a Bolsonaro', disse o tucano
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Parlamentar quer o protagonismo do tema
Parlamentar quer o protagonismo do tema | Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

O deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) disse que se absteve da sessão que analisou o voto auditável porque vai retomar o tema depois das eleições de 2022. Segundo ele, o PSDB errou ao não “fechar” a favor da proposta de emenda à Constituição (PEC) que viabilizaria a medida. Conforme noticiou a Revista Oeste, as articulações de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) conseguiram derrubar a PEC na Câmara dos Deputados.

“Sou a favor do voto auditável, como fui no passado, mas o presidente Jair Bolsonaro inviabilizou aprovarmos qualquer avanço agora”, declarou o tucano, em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, publicada nesta quarta-feira, 11. “Minha posição é a de que pretendo trazer de volta esse tema após 2022”, acrescentou. “Meu voto significa: nem a favor agora, já que significaria dar uma vitória a Bolsonaro, e nem contra, como se as urnas não pudessem evoluir.”

Especialistas levantam dúvidas sobre o software das urnas

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Amílcar Brunazo, engenheiro especialista em segurança de dados e voto eletrônico, afirmou que a confiabilidade das urnas eleitorais é duvidosa. De acordo com ele, o equipamento pode ser objeto de fraude. “O software é desenvolvido no TSE seis meses antes das eleições, compilado com 15 dias de antecedência, transmitido por internet pelos tribunais regionais e por cartórios e gravado num flashcard”, explicou Brunazo, durante audiência pública em comissão especial da Câmara dos Deputados.

“A equipe do professor Diego Aranha, dentro do TSE, mostrou ser possível pegar esse cartão, inserir nele um código espúrio, que não foi feito pelo TSE, e colocar na urna eletrônica”, salientou o especialista, ao mencionar que os brasileiros acabam tendo de confiar no servidor que vai pôr o dispositivo na máquina. “Muitas vezes é um profissional terceirizado. Realmente, o processo eleitoral brasileiro depende da confiança de todos os funcionários envolvidos. Isso é um equívoco”, lamentou Brunazo.

Carlos Rocha, engenheiro formado no Instituto Tecnológico de Aeronáutica e CEO da Samurai Digital Transformation, defende a descentralização de poderes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo ele, a democracia brasileira não pode continuar a depender de um pequeno grupo de técnicos do TSE, que têm o controle absoluto sobre o sistema eletrônico de votação, de todos os códigos e chaves de criptografia.

Leia mais sobre o assunto em “É proibido modernizar a urna eletrônica?”, reportagem publicada na Edição 68 da Revista Oeste

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