Ala ideológica perde mais espaço no governo Bolsonaro

Integrantes do Centrão têm pressionado para que os apoiadores mais radicais percam espaço no governo federal 
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Sandra Terena se tornou a primeira indígena a assumir uma secretaria nacional | Foto: Arquivo Pessoal
Sandra Terena se tornou a primeira indígena a assumir uma secretaria nacional | Foto: Arquivo Pessoal | secretária

Integrantes do Centrão têm pressionado para que os apoiadores mais radicais percam espaço no governo federal

secretária
Sandra Terena foi demitida pela ministra Da,ares Alves nesta semana | Foto: Arquivo Pessoal
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A ala de apoiadores mais radiciais e ideológicos do governo Bolsonaro vem sofrendo cada vez mais com a perda de espaço no Executivo. Entre as baixas mais recentes, Sandra Terena deixou a Secretaria nacional de Igualdade Racial e Arthur Weintraub a assessoria especial da Presidência.

As demissões revoltaram o guru dessa ala radical, o escritor Olavo de Carvalho. Há meses ele vem protestando contra a perda de relevância de sua agenda no governo.

“Para o governo Bolsonaro, apoiá-lo demais é radicalismo, é crime”, atacou Olavo, em postagem no Facebook, na qual aproveitou para atacar os militares, ala que ele responsabiliza por seu ostracismo.

Outro apoiador que se irritou com o governo nesta semana foi o jornalista Allan do Santos. Após um recuo do Ministério da Saúde sobre o aborto, ele classificou o ministro Eduardo Pazuello como “canalha e hipócrita” e afirmou que não queria mais falar com o presidente Jair Bolsonaro.

Leia Mais: “‘Fui demitida por causa do meu marido’, afirma Sandra Terena”

Força do Centrão

Conforme Oeste apurou, os integrantes mais próximos de Olavo de Carvalho estão incomodados com a proximidade do presidente com os integrantes do Centrão. Por outro lado, a articulação do governo afirma que o radicalismo não ajuda em matérias que precisam de articulação política.

“Eles arrumam confusão e só atrapalham na comunicação do governo”, afirmou um assessor palaciano ouvido por Oeste.

Um dos integrantes da ala olavista que também deve deixar o governo em breve é o assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Filipe Martins. De acordo integrantes do Centrão, Martins deve ter um destino parecido com o dos irmãos Weintraub: um cargo em organismo internacional. Abraham está trabalhando no Banco Mundial e Arthur vai para a Organização dos Estados Americanos (OEA).

Caso a saída de Martins se confirme, de olavistas no governo só restarão o ministros das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e o secretário de Alfabetização do Ministério da Educação, Carlos Nadalin.

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10 comentários

    1. Bolsonaro vai acabar isolado de seus verdadeiros defensores, a base de direita que o elegeu, ficará rodeado de corruptos do centrão e no cabresto dos militares que se acovardam para o STF.

  1. Os militares e o Centrão cercando Bolsonaro, isto é perigoso! Não foram eles que elegeram Bolsonaro. ACORDA, PRESIDENTE!
    A DEMISSÃO DA SECRETÁRIA FOI UM ATO COVARDE! Eustáquio foi preso por defender o Presidente.

  2. As prioridades de um navio de guerra são: flutuar, navegar e combater. JB já está flutuando, tem que navegar até 2022, e combater a partir de 2023. Se ficar atirando agora, vamos acabar indo todos pro fundo. Radicalismos atrapalham.

  3. Contínuo confiando em nós, POVO politizado e guerreiro, q à partir de 2013 fomos às RUAS, para defenestrar a puta sacanagem, que era o CONLUIO entre os 3 poderes, numa trama sórdida de roubalheira e direcionamento do meu PAÍS ao comunismo genocida, iniciado após a promulgação da constituição Federal comunista. Todos temos a obrigação de um embate com o CONGRESSO, p PRISÃO em SEGUNDA instância e fim do foro privilegiado. A nossa PRESTAÇÃO DE CONTAS c o CONGRESSO é de nossa inteira responsabilidade. O PRESIDENTE e seu staff governamental têm feito a sua parte. Assumamos o nosso compromisso pátrio de defender a NAÇÃO dos inimigos Funcs públicos aparelhados, principalmente membros do judiciário brasileiro, deputados e senadores por nós escolhidos, ATENÇÃO M: ESTÃO DESTRUINDO O PAÍS M

  4. O presidente tem de tomar muito cuidado com esses isentões do centrão porque foram os radicais de direita que o elegeram, defendem e poderão reelegê-lo em 2022.

  5. Essa ala “radical”, é justamente a militância ainda incipiente que é muito necessária a qualquer campanha para fazer frente à militância esquerdista, muito mais organizada. Dispensar essa ajuda pode ser muito prejudicial nas eleições de 2022.

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