Aliado de Doria anula criação de CPI que investigaria estatal paulista

A Comissão pretendia apurar as suspeitas de desvios de recursos públicos em obras das gestões tucanas na Dersa
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O governador João Doria e o presidente da Assembleia Legislativa do Estado Carlão Pignatari
O governador João Doria e o presidente da Assembleia Legislativa do Estado Carlão Pignatari | Foto: Divulgação/Alesp

O presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), Carlão Pignatari (PSDB), anulou o ato de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que pretendia investigar suspeitas de desvios de recursos públicos em obras das gestões tucanas no Estado.

A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado de sábado 4.

A CPI tinha como principal alvo a Dersa, estatal paulista investigada por suspeitas de fraude em licitações, corrupção e formação de cartel.

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Ao todo, foram apresentadas cinco denúncias pelo Ministério Público Federal contra o ex-diretor de Engenharia da Dersa Paulo Vieira de Souza. Ele sempre negou as irregularidades.

Pignatari, aliado do governador João Doria (PSDB), justificou que o requerimento de instalação da comissão não tem “exigência constitucional de caracterização de fato determinado”. O trecho da publicação ainda revela que, “como consequência, mostra-se juridicamente inviável a constituição da comissão”.

O presidente da Alesp disse ainda que se trata “de mera justaposição de denúncias e indícios veiculados em grandes órgãos de mídia, sem que seja possível extrair, com contornos precisos, a matéria a ser investigada pela CPI.”

“Constata-se, apenas e tão somente, a mera soma de alegações genéricas de supostas irregularidades a serem apuradas como um todo, de modo a compreender sucessivas gestões do Executivo estadual, ausente de todo a necessária delimitação do objeto a ser investigado”, mostrou a publicação.

Na época do pedido de abertura da CPI, a parlamentar Beth Sahão (PT) apresentou o requerimento para “investigar improbidades e ilegalidades praticadas por agentes públicos e políticos que, por ação ou omissão, deram causa à fraude nas licitações e nos contratos do governo do Estado”.

A então deputada argumentou que os suspeitos teriam utilizado empresas de fachada para lavagem de recursos de empreiteiras nas obras viárias, por meio da atuação de Paulo Vieira de Souza, durante o período de 2007 a 2019.

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11 comentários Ver comentários

  1. É muito poder nas mãos desses presidente de senado, presidentes de assembléia federal e estadual. Eles não poderiam tomar decisões à revelia do plenário das casas legislativas. Alguma coisa deveria ser feita para coibir isso.

  2. Interessante do por que disso? Quem não deve, não teme, não é? O que o Pignatari tem que interferir? A CPI vai descobrir algo então? Muito comprometedor isso…. Agora que tem que investigar MESMO!

  3. a roubalheira não pára. só mudam os partidos mas os ladroes seguem pilhando. Isso tem que parar!!! O que faremos? Como faremos? Quando faremos?

  4. Imagina o que é de mala preta que está rolando no metrô ein calcinha apertada? Empresas desclassificadas que voltam para o pleito da noite para o dia, empresas com dois funcionários recém criadas que ganham projetos exponenciais,,,e da lhe mala chinesa… AGRIPINO

  5. Que deputado poderoso! Até parece os deuses do STF, que sozinhos tomam todo tipo de decisão, sem partilhar com os demais membros. E os demais deputados, estão todos fechados na podridão do doriana, que não podem fazer valer a sua obrigação de bem representar o povo, que os elegeu? Será que são todos frouxos, com interesses estranhos? Quanto foi pago para se ometirem e deixar quieto?

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