Ao defender privatizações, Guedes faz comparação com os EUA: ‘Cadê as estatais americanas?’

Ministro da Economia afirma que o Brasil tem 'fetiche' por estatais e fala em criar um ministério para geri-las
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Ministro da Economia, Paulo Guedes | Foto: Reprodução/Ministério da Economia
Ministro da Economia, Paulo Guedes | Foto: Reprodução/Ministério da Economia

O Ministro da Economia, Paulo Guedes, voltou a defender as privatizações e fez um paralelo com os Estados Unidos, a maior economia do mundo, que defende o livre mercado e não aposta em estatais.

Segundo o ministro, o Brasil tem um “fetiche” com empresas estatais. “É um fetiche do passado que acometeu tanto o governo militar durante 20 anos quanto os governos civis”, afirmou, em evento da pasta.

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“Qual é a força dos Estados Unidos? É uma enorme classe média emergente, muita inovação e mercado de trabalho flexível”, afirmou.

“Cadê as estatais americanas? Cadê a empresa de petróleo deles? De mineração? Cadê o correspondente da Petrobras? Da Vale? Cadê esse troço lá? Não tem”, finalizou.

Guedes também disse que propôs ao presidente Jair Bolsonaro a criação do “Ministério do Patrimônio da União”, para gerir estatais, imóveis e recebíveis do país.

“O Estado tem R$ 4 trilhões, R$ 1 trilhão em imóveis, R$ 1 trilhão em estatais, R$ 2 trilhões em recebíveis, uma fortuna incalculável, e o povo pobre, miserável”, disse o ministro.

Guedes defendeu que parte desses valores fosse direcionada a um fundo de erradicação da pobreza. O governo já avaliou abastecer esse fundo com a venda de estatais e dividendos de empresas.

“Tem um negócio chamado fundo de erradicação da pobreza, sem dinheiro, sem gasolina. Enche o tanque do fundo, vende alguns ativos aqui e enche o tanque do fundo”, defendeu.

Para o ministro, se isso se concretizar, os valores não estariam dentro do teto de gastos, regra que limita a maior parte das despesas da União à inflação do ano anterior. “Se quiser diminuir o Estado, não se aplica o teto”, concluiu.

Atualmente, existe a Secretaria de Patrimônio da União, sob o guarda-chuva do Ministério da Economia, que administra os bens da União, além de controlar e fiscalizar o uso dos imóveis.

No discurso, o ministro informou que as estatais registraram lucro de R$ 135 bilhões entre janeiro e setembro deste ano.

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