Após Justiça revogar prisão, Ribeiro deixa prédio da PF em São Paulo

Em Brasília, oposição consegue assinaturas para investigar gestão de ex-ministro no MEC
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Ribeiro deixou ministério depois de denúncias | Foto: Luis Fortes/MEC
Ribeiro deixou ministério depois de denúncias | Foto: Luis Fortes/MEC

O ex-ministro da Educação Milton Ribeiro deixou a Superintendência da Polícia Federal em São Paulo na tarde desta quinta-feira, 22, depois de o Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região revogar o mandado de prisão na Operação Acesso Pago. Ribeiro deve voltar para Santos, cidade do litoral paulista, onde vive com familiares.

Ao decidir pela soltura, o desembargador Ney Bello afirmou não ter encontrado embasamento para a determinação. “Ausência de contemporaneidade”. Ou seja, passou longo período entre as supostas denúncias (março deste ano) para o pedido de prisão preventiva (em junho). A medida também vale para os pastores Gilmar Santos e Arilton Moura.

Ribeiro é investigado por suspeitas de envolvimento em corrupção e tráfico de influência durante o período em que comandou o MEC, entre julho de 2020 e março de 2022.

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A principal acusação é de que o Ministério da Educação privilegiava prefeitos indicados pelos pastores Santos e Moura em repasses do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FDNE).

No Senado, opositores conseguiram as 27 assinaturas necessárias para pedir a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o Ministério da Educação. O nome que permitiu atingir o mínimo regimental necessário partiu do senador Alexandre Giordano (MDB-SP).

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7 comentários Ver comentários

  1. A esquerda não tem o que fazer, esse tal de Randolfe parece que dorme e acorda pensando em como atrapalhar o governo Federal, está muito claro que essa prisão foi arbitrária. Presos de alta periculosidade soltos e pessoas sendo presas por externarem sua opinião. Lamentável, a que ponto chegamos. Nossa arma está no voto, se não houver fraude !

  2. Não conheço pessoalmente o ex-ministro, não sou amigo dele, nem fã, logo, não tenho rabo preso e digo: foi uma prisão no mínimo estranha, para não dizer arbitrária. Ele não é criminoso de alta periculosidade, sem domicílio conhecido, então, não faz sentido prisão preventiva. Sem contar que até ser julgado, caso haja provas para isso, ele permanece inocente. Oras, se isso acontece com criminosos perigosos, por que com ele, criaram uma exceção?

    Sim, foi uma prisão no mínimo, estranha.

  3. Boa noite. Me parece muito grave uma prisão onde não existem provas suficientes para atitude tão dramática, como a prisão preventiva, que é utilizada para impedir fuga, entre outras situações desse nível. Inocente, até que se prove o contrário, esse Sr vinha trabalhando, e não se “escondendo”; e tem os seus, aos quais deve zelar.

  4. Para a imprensa lixo o crime dele é dez vezes pior que o petrolão. Mas o pior é que tem muito débil mental que ainda acredita na imprensa. Corremos o risco desses débeis mentais entregarem o governo à quadrilha petista nas próximas eleições. Se isso acontecer não haverá retorno, embora exista outro tipo de idiota com penugem tucana que acredita ser possível.

  5. Para que pagamos o cnj?
    O advogado vai representar esse juiz nas organizações internacionais?
    A injustiça praticada por juízes já ultrapassou todos os limites.
    Os delegados da polícia Federal tão querendo aumento forçado? Tem que investigar esses delegados idiotas.
    Agora não podemos nem vender mais nada do que possuímos.
    Que faça uma cpi urgente, são muitos bilhões da educação que desapareceu nos desgovernos lula, dilma, temer…

  6. Certo seria investigar se não houve alguma irregularidade na Justiça Federal. O juiz que determinou a prisão dele não é de confiança. Algo como burlar a distribuição dos processos na JF poderia revelar algo. Nosso judiciário não é mais o mesmo faz tempo…

  7. Correta decisão, pois a prisão foi exagerada e parcail. Por que os prefeitos, supostos beneficiários da corrupção, não foram presos também?

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