Após período de emergência, Ministério da Saúde excluirá vacinas sem registro definitivo, o que afeta CoronaVac e Janssen

Por enquanto, apenas a AstraZeneca e a Pfizer têm registro definitivo para uso no Brasil
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Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga | Foto: Walterson Rosa/MS
Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga | Foto: Walterson Rosa/MS

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse nesta quarta-feira, 1º, que, passado o período de emergência sanitária, vacinas contra a covid-19 que não tiverem registro definitivo na Anvisa serão excluídas do Programa Nacional de Imunização (PNI), é o caso da CoronaVac e da Janssen.

Em entrevista ao portal R7, Queiroga explicou que o aval permanente da reguladora é premissa para a continuidade da distribuição. Por enquanto, apenas a AstraZeneca e a Pfizer têm registro definitivo para uso no Brasil.

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O Instituto Butantan, ligado ao governo de São Paulo, tem contrato firmado com o Ministério da Saúde para fornecer 100 milhões de doses da CoronaVac. A entrega deve ser concluída até o fim deste mês e, até agora, não há perspectiva de novos contratos.

Na semana passada, a Anvisa rejeitou a aplicação da CoronaVac em crianças e adolescentes entre 3 e 17 anos, fator que acaba servindo como mais uma barreira nas negociações. O contrato federal com a Janssen prevê entrega de 38 milhões de doses até o fim do ano.

“Essas vacinas que têm registro emergencial são usadas nesse momento porque vivemos uma emergência sanitária, e as que possuem registro permanente não são suficientes para suprir as necessidades do nosso sistema. […] Cessado o caráter emergencial, esse registro provisório não vai servir mais como ingresso para o sistema de saúde brasileiro”, afirmou Queiroga.

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