Aras pede para ter acesso integral ao vídeo da reunião ministerial que provaria a interferência de Bolsonaro na PF

Material faz parte do inquérito sobre as acusações de Sergio Moro ao presidente da República
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Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
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Material faz parte do inquérito sobre as acusações de Sergio Moro ao presidente da República

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O procurador geral da República, Augusto Aras, pediu neste sábado, 9, ao ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, para ter acesso integral – e com urgência – à gravação da reunião ministerial do dia 22 de abril.

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Na petição, Aras quer que o material seja compartilhado antes que os procuradores comecem a ouvir novas testemunhas do caso, o que está programado para acontecer nesta segunda-feira, pela manhã.

O vídeo foi entregue a Celso de Melo na sexta-feira, 8, pela Advocacia-Geral da União. O ministro do STF é o relator do processo que apura as denúncias de Sergio Moro, que acusou Bolsonaro de tentar interferir politicamente na Polícia Federal.

Ao receber o material, o decano do STF colocou o material em sigilo até que seja analisado por Aras. “Qualquer juízo desta Procuradoria Geral da Republica, quanto ao sigilo documental, demanda o prévio conhecimento do seu conteúdo por parte do órgão ministerial”, escreveu Aras no pedido.

A AGU já havia pedido que o ministro do STF divulgasse apenas trechos da gravação, e não sua integralidade. Segundo o advogado-geral da União, José Levi Mello do Amaral Junior, na reunião, “foram tratados assuntos potencialmente sensíveis e reservados de Estado, inclusive de relações exteriores, entre outros” e, por isso, o vídeo deveria ser resguardado.

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