‘As instituições precisam serenar, ter autocontrole’, diz Arthur Lira

Presidente da Câmara afirma que Jair Bolsonaro garantiu que respeitará o resultado da PEC do voto verificável no plenário
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O presidente da Câmara, Arthur Lira, espera colocar a PEC do voto verificável em votação no plenário ainda nesta semana
O presidente da Câmara, Arthur Lira, espera colocar a PEC do voto verificável em votação no plenário ainda nesta semana | Foto: Marcos Corrêa/PR

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), defendeu nesta segunda-feira, 9, a ideia de que as instituições da República tenham serenidade e “comedimento”, para não aumentar a temperatura política do país. O parlamentar disse que pretende pautar a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do voto verificável em plenário ainda nesta semana.

“Temos uma semana intensa, com reforma tributária, a pauta da cassação ou não da deputada Flordelis, outras matérias importantes… Mas esse assunto [voto verificável] chegou ao limite. As instituições precisam serenar, ter um autocontrole, um comedimento. Temos que saber dos nossos limites”, afirmou Lira em entrevista à Rádio CBN. “Muito provavelmente pode estar amanhã ou quarta-feira na pauta da Câmara. Este é o meu entendimento. Lógico que isso tem que ser combinado com os líderes e as bancadas.”

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Indagado sobre as possibilidades de aprovação ou rejeição da proposta pelo plenário da Casa, Lira disse que “é difícil fazer análise sobre hipótese”. “O que eu acho que nós temos que ter neste momento é o compromisso com o respeito ao resultado. Temos uma PEC dessa, aprovada na Câmara, desde 2015 no Senado, e o Senado não quis se debruçar sobre esse assunto”, lembrou. “Temos hoje uma média de 15 a 16 partidos contra o voto impresso ou auditável na Câmara. Com essa perspectiva, penso que as chances de aprovação podem ser poucas. Neste caso, quem for vencido tem que serenar.”

Ainda segundo o presidente da Câmara, “o importante é que não tenhamos vencidos nem vencedores”. “Após o resultado da votação da PEC, é importante também que o TSE e o STF possam encontrar uma maneira administrativa de sugestões para serenar as dúvidas”, disse.

‘Sinal amarelo’

Em pronunciamento na semana passada, o presidente da Câmara voltou a falar em “sinal amarelo”, sem falar especificamente sobre o que tratava. Na entrevista, Lira negou que estivesse falando na hipótese de abrir um processo de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro.

Leia também: “Lira confirma que PEC do voto ‘impresso’ será analisada pelo plenário”

“O sinal amarelo não é um sinal contra o Poder Executivo, de impeachment. É um sinal de cuidado para todas as instituições que ultrapassam seus limites”, afirmou. “O presidente Jair Bolsonaro, no âmbito da relação com a Câmara, tem sido muito cordato. Falei com o presidente. Relatei que, para ter um ponto final a essa história, nós traríamos a PEC ao plenário. E ele me garantiu que respeitaria o resultado do plenário. Eu confio na palavra do presidente da República ao presidente da Câmara.”

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11 comentários

    1. O grande problema é que o povo brasileiro é muito besta. Vão continuar votando nos coronés e gralhas da vida.
      Já perdi qualquer esperança de mudará neste cenário sombrio. É muito triste ver a bandidagem prosperar sempre.

  1. Que instituições são essas que precisam ter autocontrole? Que conversa mais dúbia é essa? Neste ponto, admiro o Bolsonaro que é capaz de dizer na lata e nominar os seus inimigos, dentre outras qualidades tem mais essa: a sinceridade.

  2. Porque o Lira NÃO citou a interferência do Judiciário no Legislativo quando o Barroso foi “conversar” com os chefes de partidos e estranhamente mudaram de posição? O legislativo está aceitando estas interferências e ficam quietos…Deputado preso, pedidos de impeachment de juízes do STF parados com mais de 3 milhões de assinaturas…Que medo é esse?

  3. É preciso ter um Plano B caso o voto impresso não seja aprovado pelo Congresso Nacional: vide PROPOSTA ALTERNATIVA AO VOTO IMPRESSO SEM NECESSIDADE DE APROVAÇÃO DE PEC E SEM A SUA IMPRESSÃO. Garante 95% de confiabilidade ao resultado das eleições e com custos mínimos… https://youtu.be/ebVV0EldkOY

  4. Todos nós, honestos do país, confiamos na palavra do Presidente. Não confiamos é na dos “de puto ados e sem nadores” atuais.

  5. Certamente o Barroso entrou em contato com Presidente da Câmara, por votação em plenário e moleza, mas não vai empenhar em nada para aprova-la. Será porquê?

  6. Evidente que o presidente Bolsonaro respeitara, tem palavra, todavia quem controlará os eleitores que não entendem porque autoridades do Supremo temem o voto impresso?.
    Fazem falsos argumentos sobre a segurança das urnas, espalham FAKES que o voto impresso é comprovante para o cacique politico, e outras baboseiras desonestas que os eleitores não entendem, ademais porque até a intromissão do presidente Barroso do TSE na Câmara Federal, a PEC da Bia Kicis, estava aprovada por ampla maioria de parlamentares. São tão desonestos que após conversas com Barroso, trocaram os parlamentares na Comissão Especial. Será que nos julgam idiotas? Como Bolsonaro ou qualquer outra liderança politica controlarão a população descrente do resultado das urnas não transparentes em 2022?

  7. Nesta eleição pelo voto auditável, saberemos que são os traidores da Pátria. Não tem meio termo, ou quer um País decente e transparente ou prefere insegurança e corrupção. Veremos também que tem rabo preso.

  8. Acho que está chegando a hora da ação por parte dos milhões de eleitores brasileiros: juizes, deputados e senadores precisam sentir na carne o resultado do desrespeito à vontade do povo; o presidente e os militares precisam cumprir com seus deveres e fazer cumprir a Constituição. A classe política e o judiciário, acostumados com a inércia do povo, não temem colocar em prática atos emoldurados pela corrupção e pelo desrespeito aos ideais nacionais. O Brasil sonhado e idealizado por todos nós não tem vez nas mãos dessa canalha que só pensa na manutenção dos seus privilégios e também – de parte deles – na condução do país na direção de um sistema de força exemplificado e destacado a poucos dias na sofrida ilha de Cuba. Nós, brasileiros, temos que dar um basta a tanta safadeza e desrespeito aos nossos ideais. Caso contrário, o que vamos dizer aos nossos filhos e netos com relação a nossa atitude diante de tudo isso que estamos presenciando e “colocando goela abaixo”?

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