Autoridades disseminam fake news sobre o voto ‘impresso’, afirma Filipe Barros

Segundo o deputado, ministros do TSE e do STF não dizem a verdade sobre o tema
-Publicidade-
Filipe Barros participou de <i>Os Pingos nos Is</i>
Filipe Barros participou de Os Pingos nos Is | Foto: Reprodução/YouTube

O deputado federal Filipe Barros (PSL-PR) concedeu entrevista ao programa Os Pingos nos Is, da rádio Jovem Pan, exibido nesta terça-feira, 27. Durante a conversa, o relator da proposta de emenda constitucional (PEC) do voto “impresso” falou sobre a expectativa do Congresso Nacional em relação ao projeto que visa a garantir mais segurança nas eleições.

O impacto da reforma ministerial na aprovação da PEC 135/2019

Segundo Barros, a comissão especial criada pela Câmara, para analisar a proposta do voto “impresso”, era composta de políticos majoritariamente favoráveis à pauta. “Após as reuniões convocadas pelos ministros do TSE e do STF, os parlamentares mudaram suas posições”, afirmou. “Então, a composição da comissão especial mudou. Com a reforma ministerial, esperamos que a base seja consolidada, a fim de retomar a maioria na comissão.”

-Publicidade-

A conversão de parlamentares

O deputado federal diz ter convicção de que os partidos contrários à matéria podem reconsiderar suas decisões. “O Republicanos, partido pelo qual fui eleito vereador em Londrina, anunciou apoio à implementação do voto ‘impresso’ nas eleições”, observou. “O presidente da sigla, deputado Marcos Pereira, alegou que a tomada de decisão ocorre em virtude da pressão da população brasileira nas mídias sociais, na internet.”

De acordo com Barros, o diálogo permanece sendo estabelecido com líderes partidários, deputados e membros da comissão especial. “O objetivo é distensionar essa relação conturbada que foi criada”, disse. “Estamos diante da maior campanha de desinformação dos últimos anos. É impressionante vermos autoridades públicas promovendo fake news na mídia, dizendo que queremos a volta da cédula de papel — embora não queiramos isso.”

Detalhes sobre o voto “impresso”

O deputado explica que a votação em cédula de papel acontecia antes da implementação das urnas eletrônicas — situação que durou até 1996. “O eleitor tinha de escrever o número do candidato nas cédulas”, esclareceu. “Agora, defendemos a migração das urnas de primeira geração para as de segunda geração. Na prática, o eleitor vota na urna eletrônica e, ao fim da votação, recebe um comprovante, para conferir se o voto dele está correto.”

Conforme Barros, o eleitor não terá contato físico com a cédula de papel impressa pela urna de segunda geração. “O protótipo da urna, que o próprio TSE desenvolveu em 2014, realiza a impressão dentro de uma caixa de acrílico”, explicou. “De maneira que o eleitor possa visualizar o conteúdo impresso, mas sem estabelecer contato com a cédula de papel. O cidadão não poderá sair com o voto em mãos, conforme ministros do TSE dizem.”

Leia também: “É proibido modernizar a urna eletrônica?”, reportagem da Cristyan Costa publicada na Edição 69 da Revista Oeste

-Publicidade-
* O espaço para comentários é destinado ao debate saudável de ideias. Não serão aceitas postagens com expressões inapropriadas ou agressões pessoais.

16 comentários Ver comentários

  1. 42 anos como Systems Programmer especializado em Teleprocessamento, Redes, e Sistemas Operacionais e Internet.
    Conhecimento profundo (mesmo) de computadores pequeno, médio e grande porte.
    Uma mala de certificados de Cursos de Especialização.
    Decadas de desenvolvimento de softwares para Internet e de comunicação entre computadores diversos em linguagens das mais diversas.
    Etc… etc.. etc..

    Sempre evitei entrar neste assunto, mas vai aqui de um só vez o que tenho a dizer sobre essa coisa do voto auditável:

    Quem diz que nosso Sistema de Urnas Eletrônicas atual é seguro e auditável é:

    a) um tolo
    b) alguém com intenções duvidosas
    c) alguém que ainda não aprendeu o suficiente sobre o mundo e a vida

    Escolham…..

  2. A imposição de resultados eleitorais, contra tudo e contra todos, será a derradeira prova de força da ditadura de esquerda que estamos vendo nascer no Brasil. Se ela conseguir isso, já não haverá força que se oponha a ela no campo institucional. Essa prova de força iria ocorrer em 2018, devido a memória do ocorrido em 2014, mas alguma coisa provocou o adiamento. Acredito que tenha sido uma questão militar, ou, de outra forma, o apoio expressivo de miilitares e policiais militares à Bolsonaro. Depois de vencer essa prova, povo nas ruas contra o regime será reprimido com violência, como ocorreu na Venezuela. A última chance do povo dizer que não aceita a ditadura é agora, antes da eleição inauditável.

    1. Sobre o apoio militar, temos visto nos últimos dias diversas publicações afirmando que Lula não tem problemas com militares e que nos governos do PT as Forças Armadas receberam apoio como nunca. O argumento do suposto apoio pode ser derrubado com uma única palavra: “caça”. Uma batalha que atravessou todos os governos de esquerda. A corrupção institucionalizada pelo PT chegou aos quartéis e fez até um dos mais prestigiados almirantes da Marinha ser “acordado” pela PF para explicar o que aconteceu com Angra 3. Altas patentes do Exército se chamuscaram na fogueira dos PAC. As histórias contadas em Brasília sobre humilhações a militares, particularmente do Exército, eram de fazer saltarem os olhos. Os militares, como um grupo de valores fortes, viram o quão negativa foi a presença da extrema esquerda no poder federal. Sobre os policiais militares, é desnecessário citar a perseguição que sofreram, e ainda sofrem, em flagrante oposição aos benefícios concedidos a integrantes de facções criminosas, ao ponto de, hoje, se sentirem completamente neutralizados perante os criminosos, e estigmatizados perante a sociedade. Será muito difícil defazer essa percepção da realidade. Então, o que impediu a imposição eleitoral em 2018 ainda estará presente em 2022. A esquerda vai romper a corda?

  3. Enquanto nós, o povo,não resolvermos os problemas do Brasil com as próprias mãos acho perda tempo ficar esperando pelas autoridades.

  4. SRS MOSTREM UM PROTÓTIPO DESSAS URNAS FUNCIONANDO PARA QUE O ELEITOR VEJA COM OS PRÓPRIOS OLHOS E NÃO FIQUEM SOMENTE NO DESENHO E NA FALAÇÃO.

  5. É por demais evidente o prejuízo que traz ao País as ações nefastas do STF e do STE, atualmente agindo concomitante com os partidos de esquerda e com a mídia mainstream:
    =>”Estamos diante da maior campanha de desinformação dos últimos anos. É impressionante vermos autoridades públicas promovendo fake news na mídia, dizendo que queremos a volta da cédula de papel — embora não queiramos isso.”<=

    É urgente eliminarmos o STE como órgão público, por absoluta inépcia e incapacidade produzir algo diferente do STF, além dos custos desnecessários, e de alterarmos a forma pela qual os indivíduos são levados à Ministros do STF, fechando as portas para cidadãos não qualificados como Juiz de Direito com exercício no cargo por algum período de tempo mínimo, mal preparados, amorais e militantes do partido da vez!

  6. Nunca vi tantos deputados morrendo de medo do STF sem ter feito absolutamente NADA. Normalmente isso se chama COVARDIA. Depois da prisão daquele deputado FALASTRAO que o Xandao mandou prender, os outros deputados e deputadas enfiaram o rabinho no meio das pernas. Antes das eleições eram todos machos e machas, mas agor viraram gatinhos e gatinhas. Talvez o presidente esteja dando mau exemplo. Aquela história do “”ACABOU” mostrou o que é bravata. A esquerda e o STF querem bagunçar o pais lançando um bandido como candidato e ai surgem os COVARDES baixando a cabeça. É óbvio que as FFAAs não apoiam o presidente, senão játeriam tomado alguma providência, sem ameaças. Talvez fosse melhor o presidente se calar durante o restante do mandato, já que ainda tem algum apoio da população. Quando um líder ameaça e recua toda hora ele perde a credibilidade. Aí existe o perigo de ruptura institucional. Hoje se o STF mandar prender o presidente(sei que seria absurdo) ele vai para a cadeia como um passarinho. E as FFAAs se calarão. Acho que o STF já tem um pouco de dó do Bolsonaro. Os deputados ligados à ele talvez não confiem mais nele. Tem um deputado preso e ninguém faz nada. Tem uma deputada que mandou matar o marido e está solta. Qual a lógica? Fraqueza? A CPI é pautada pela imprensa. Fazem as maiores aberrações lá. A imprensa apoia bandido como relator e pedófilo com presidente. Não é esquisito? Como deixam acontecer isso? É para se pensar. Ou o povo sai nas ruas para apoiar o voto auditavel com contagem transparente ou viraremos uma Cuba sem passar pela Venezuela.

  7. CONFIANÇA ZERO NESSAS URNAS FAJUTAS E PRINCIPALMENTE NESSA CONTÁGEM RELÁMPAGO DA APURAÇÃO!!… TÁ NA CARA, QUE JÁ TRAZEM O RESULTA NO BOLSO.

  8. O voto, como instrumento essencial da democracia, deve ser materializado em um documento com validade jurídica e ser totalmente protegido contra fraudes de qualquer natureza.

    A melhor solução que a tecnologia mais avançada pode oferecer é criar um documento eletrônico para cada voto, com a certificação digital da ICP-Brasil.

    A impressão do voto em papel não gera um documento com validade jurídica e não traz qualquer proteção contra fraudes.

    Inscreva-se no Canal Voto Legal
    https://youtube.com/channel/UCOOd8FoKmKwLv1gX3gvSc7w

  9. Se o Presidente soubesse da proposta abaixo, que não precisa de PEC e nem voto impresso, batalharia para, pelo menos, aprovar uma lei que a concretizasse já para a próxima eleição… https://youtu.be/ebVV0EldkOY.

  10. A política suja dos TSE é STF é ilegal. Eles não podem politizar. A reportagem bem retrata a má intenção deles quando afirmam que aqueles que querem o voto “impresso” querem o retorno das cédulas de papel. Maldade e malandragem tinham de serem punidas e não postergadas como algo sem importância. O ministro Barroso é bandido!

  11. Mostra-se imperativo eliminar o poder existente de manipular resultados da eleição, sem deixar qualquer rastro, hoje, nas mãos de um grupo restrito de técnicos do TSE.

    A democracia brasileira não pode continuar a depender de um grupo restrito de servidores e colaboradores do TSE, que têm o controle absoluto sobre os programas do sistema eletrônico de votação, de todos os códigos e chaves de criptografia.

    Quem realiza eleições não pode, também, desenvolver software, certificar equipamentos e programas, auditar os resultados das eleições e julgar eventuais desvios nas atividades. É necessária a adoção do Princípio da Segregação de Funções, recomendado pela norma ISO 27001 de segurança da informação, pelo Tribunal de Contas da União e por qualquer empresa de auditoria de primeira linha.

    Ao contrário do que acreditam Ministros do TSE, não existe sistema 100% seguro: 2/3 das quebras de segurança em sistemas de informação têm origem dentro das próprias organizações e 95% dos ataques cibernéticos são viabilizados por erros humanos. O indiscutível risco de manipulação é comprovado pelas estatísticas do mundo real.

    1. É a maior prova que os lobos cuidam dos galinheiros, o país está de perna para o ar, e também que não temos ninguém para defender a nossa pátria, as forças armadas devem estar realmente corrompidas também. E isso também prova, que a prioridade deveria expulsar esses bandidos ministros do STF “ontem”, mesmo provando por “a + b” que as eleições foram fraudadas, esses defensores do sistema de gangues não acabarão, isso é óbvio. E ainda por cima, temos um banana de um presidente que fica de 4 para o STF e com suas nomeações o torna pior ainda.

Envie um comentário

Conteúdo exclusivo para assinantes.

Seja nosso assinante!
Tenha acesso ilimitado a todo conteúdo por apenas R$ 23,90 mensais.

Revista OESTE, a primeira plataforma de conteúdo cem por cento
comprometida com a defesa do capitalismo e do livre mercado.

Meios de pagamento
Site seguro
Seja nosso assinante!

Reportagens e artigos exclusivos produzidos pela melhor equipe de jornalistas do Brasil.