Barros faz coro a Bolsonaro e vislumbra derrota do voto verificável no plenário

'A expectativa do presidente infelizmente é a mesma que a minha', disse o deputado em entrevista ao Opinião no Ar
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O deputado Filipe Barros reconheceu que as chances de aprovação do voto verificável são pequenas na Câmara
O deputado Filipe Barros reconheceu que as chances de aprovação do voto verificável são pequenas na Câmara | Foto: Reprodução/YouTube

Em entrevista ao programa Opinião no Ar, exibido pela RedeTV! nesta segunda-feira, 9, o deputado federal Filipe Barros (PSL-PR) admitiu que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do voto verificável tem poucas chances de ser aprovada no plenário da Câmara.

Segundo o parlamentar, que foi o relator do projeto rejeitado pela comissão especial, o texto pode ser analisado ainda nesta semana, provavelmente a partir de quinta-feira 12.

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Barros fez coro ao presidente Jair Bolsonaro, que nesta manhã praticamente descartou a aprovação do texto pela Câmara. “A expectativa do presidente infelizmente é a mesma que a minha. Se não houver convencimento dos parlamentares e pressão popular, eu temo que a proposta seja rejeitada no plenário, ainda mais considerando a pressão que os ministros do TSE [Tribunal Superior Eleitoral] e do STF [Supremo Tribunal Federal] têm feito sobre as lideranças partidárias”, afirmou.

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Falta de diálogo

Durante a entrevista, Barros criticou a falta de disponibilidade do TSE para debater o assunto com o Congresso. Segundo o deputado, o tribunal “se fechou” e não aceitou o diálogo em nenhum momento.

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“No início dos debates, eu tentei estabelecer um diálogo com o TSE por inúmeras vezes. Disse que seria de extrema importância a participação do TSE nesse debate”, afirmou Barros. “Contudo, o TSE se fechou em uma posição completamente contrária, não estabeleceu qualquer diálogo com o Parlamento em nenhum momento.”

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Respeito ao resultado

Também nesta segunda-feira, como Oeste noticiou, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), afirmou ter recebido a garantia de Bolsonaro de que ele aceitaria o resultado da votação da PEC no plenário. “Ele me garantiu que respeitaria o resultado do plenário. Eu confio na palavra do presidente da República ao presidente da Câmara”, disse Lira.

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19 comentários

    1. Legilativo indiferetne à vontade dos eleitores, o que se pode pensar dessa situação?
      Qual a relação do mandato do parlamentar com a vontade do povo? Pelo jeito nenhuma…
      Impossível não desconfiar…

  1. Então tá!
    Elegemos um cara no executivo prá ser a nossa voz, já que o congresso Nacional comunista não nos ouve.
    OUÇAM O CLAMOR DAS RUAS SRS DEPUTADOS E SENADORES!!!
    Não adianta postegar o destino dos corruptos e corruptores.
    As batatas estão assando.

  2. O que mais é possível neste país? Está claro que o Congresso e STF são irrecuperáveis, o desejo do povo não tem relevância nenhuma para o congresso, que é achacado pelos togados, graças a corrupção que domina o Parlamento. Estamos sem voz e apartados dos nossos representantes eleitos, o que significa que, sem representatividade no parlamento, NÃO SOMOS MAIS UMA DEMOCRACIA. Pois bem, sendo assim, STF e Congresso perderam suas razões de existir, cujas estruturas e mordomias luxuosas, custam bilhões de reais aos trabalhadores, para tão somente se servirem a eles mesmos em troca de favores inomináveis, e não mais para servirem ao povo. Parecia impensável chegar ao ponto que chegamos de ilegalidades das instituições e o efeito de revolta, injustiças e abandono que vivemos. Resta-nos pedir a ÚNICA saída possível para recuperar o Brasil: fechamento sumário do STF (e quiçá do congresso), previsto na CF. Sem essa dura e radical faxina da toga, o país naufraga de vez e o custo social será aterrador. Precisamos restaurar a democracia urgente, nem que seja pela dor. BASTA!

  3. É pelo jeito, nas próximas eleições vamos sair de casa pra votar kkkkkk naquela M de urna (Butão e Bangladesh) onde o tal Boca de veludo já terá o papelzinho dele com o resultado na mão!! Seremos uns idiotas manipulados mesmo se aceitarmos isto, Não dá pra contar com a corjinha dos deputadozinhos de M que representam eles mesmos e seus partidecos ideológicos, alias escolhemos e votamos em 1 e entra mais 5 que não votamos na rabeira, outro sistema falido como nossa Politica.

  4. O Congresso é em grande parte um aglomerado de meliantes sendo chamados de Vossas Excelências, que têm extensos prontuários policiais, Processos guardados como forma de o STF e TSE pressionar geral. Se quiserem ganhar a eleição na marra, na fraude e na intimidação, não pode sair coisa boa desse ativismo político dos Tribunai$

  5. Não é possível que vamos aceitar essa derrota passivamente! Alguém tem que intervir pois sabemos da fragilidade de uma urna que já foi invadida por criminosos é que o próprio tse apagou o rastro do crime ! Adeus brasil

  6. LAMENTAVEL. PRESIDENTE e deputados da base aliada simplesmene JOGAM A TOALHA Antecipadamente? a turma de esquerda sempre da um jeito: TRAVA PAUTA. OBSTRUI, FAZ O ESCAMBAU quando a previsão é desfavoravel a eles. A BASE ALIADA APENAS ASSISTE; puro ESCARNIO com o povo que foi em MASSA AS RUAS PEDIR O VOTO IMPRESSO. É de cortar os pulsos. VONSTADE DE DESISTIR MESMO. Já que NEM OS GOVERNISTAS se empenham pela PAUTA DEMOCRATICA.

  7. Olha, ñ precisa ser um gênio pra ver o q está acontecendo. Pensa só, a cada dois anos esses partidos repletos de picaretas vão aos cofres públicos e arrancam bilhões, supostamente pra “gastar com suas campanhas eleitorais”, e eis que na verdade o voto ñ pode ser auditável e entra quem os líderes destes mesmos partidos indicam. Ou seja, bilhões e bilhões voando por aí numa boa, pedindo pra ser lavado e entrar nos bolsos dessa gente limpinhos como nunca. Com sinceridade, alguém acredita q esses canalhas mudarão esta teta q eles mesmos armaram??? Adivinha quem constitucionalizou toda essa zona e foi lá cobrar dos líderes de partidos???

  8. Se nao tivermos voto auditavel, se preparem para uma guerra civil no Brasil, infelizmente nao teremos outra opcao e salve se quem puder desde o mais humilde ate a corja do STF

  9. Simplesmente, a manifestação de 7 de Setembro tem que ser antecipada. Onde estão os caminhoneiros para invadir Brasília e acampar dem frente ao “congresso” e ao “stf”?
    Os deputados governistas tem de convocar a população para que faça o mesmo. Não há outra alternativa. O povo tem a última carta na manga. É chegada a hora de lutar pela nossa liberdade.

  10. Plano B – caso o voto impresso não seja aprovado pelo Congresso Nacional: vide PROPOSTA ALTERNATIVA AO VOTO IMPRESSO SEM NECESSIDADE DE APROVAÇÃO DE PEC E SEM A SUA IMPRESSÃO. Garante 95% de confiabilidade ao resultado das eleições e com custos mínimos >>> https://youtu.be/ebVV0EldkOY <<<

  11. Temos a maioria esmagadora da população, ordeira nas ruas manifestando apoio ao PR e ao voto auditável, temos relatórios dos técnicos e da PF que apontam vulnerabilidade e impossibilidade de auditoria das urnas, temos a prova inequívoca do próprio TSE acionando a PF sobre a invasão do sistema que durou 6 meses, compreendendo todo o período eleitoral de 2018, como também o fato grave em que o TSE apaga os logs do sistema nesse período. Temos invasão de competência dos ministros do STF que foram para dentro do parlamento pressionar aqueles que são ou serão julgados pelos ministros mais tarde em alguma ação no STF ou na justiça eleitoras, etc. etc. etc. etc. Resta saber se vamos usar a liberdade que ainda temos para impedir que tirem o PR e coloquem o 9 dedos no lugar nas próximas eleições. Deus nos gurade!

  12. Entendo que Bolsonaro e o deputado Felipe Barros e o presidente da Câmara Arthur Lira, vão testar o Congresso, que passara a ser o responsável pelos graves conflitos que ocorrerão em 2022 com as suspeitas da população nas urnas eletrônicas do Barroso e da grande e velhaca imprensa. Como podem meu ex partido psdb, que afirmou em 2015 que as urnas não são auditáveis e portanto impossível verificar fraudes, mudar tanto sua personalidade, propagando inclusive FAKES de má fé.

  13. Bem, se até o final deste ano, o povo não conquistar o voto auditavel com contagem pública, provavelmente não sairei mais de casa para votar. Mas se me der na telha, farei o seguinte: antes de votar terei de assinar a folha de votação (que ficará arquivada nas empoeiradas estantes do TRE) e aí eu escreverei as iniciais “JB” no início ou no final da minha assinatura pra dar aquela ajudinha à PF se algum dia houver contestação da minha seção por algum motivo legítimo ou não. Caso seu candidato seja outro, fica a dica.
    Eleições limpas é a saída…
    Deus abençoe a América,🇺🇲 Deus abençoe e o Brasil…🇧🇷

  14. A votação pelo plenário, cinco dias após a rejeição pela Comissão Especial, foi a confirmação de que o objetivo é enterrar a PEC “democraticamente”, porque não deixou tempo hábil para uma mobilização popular para pressionar os deputados. A votação vai refletir apenas a orientação dos líderes, que foram pressionados por Barroso sabe-se lá de que maneira (sabemos sim, mas não temos como provar).

    O debate público sobre o tema foi suficientemente longo para que o público ficasse convencido de que a rejeição à PEC tem motivos inconfessáveis. Nenhum argumento contra o voto impresso auditável se sustentou de pé. Tudo que foi dito contra, ou era mentira e foi desmascarado, ou foi fruto de mal entendimento da PEC, ou foi derrubado pela lógica e pelo bom senso. Restou apenas a vontade do “dono” do gado eleitoral.

    De um jeito ou de outro, isso vai acabar mal. Não haverá tempo para pressão popular, mas até 2023 há bastante tempo para a reação popular. Isso está nas mãos dos deputados.

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