Barroso afirma que ‘muitas teorias da conspiração’ circulam no Telegram e manda ofício para CEO

Presidente do TSE quer a ajuda do aplicativo
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A plataforma tem sido usada principalmente pela família do presidente Jair Bolsonaro
A plataforma tem sido usada principalmente pela família do presidente Jair Bolsonaro | Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, quer a ajuda do Telegram para combater a desinformação. Segundo o ministro, o aplicativo é porta de entrada para fake news sobre as eleições.

“É por meio do Telegram que muitas teorias da conspiração e informações falsas sobre o sistema eleitoral estão sendo disseminadas sem controle”, argumentou o magistrado, ofício enviado ao CEO do app, Pavel Durov.

Enviado na quinta-feira 16, o documento ressalta o “diálogo aberto e frutífero do TSE com provedores de aplicativos de internet, especialmente redes de mídia social e aplicativos de mensagens”.

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Hoje, o TSE já possui parceria com diversas empresas, entre elas o WhatsApp, principal concorrente do Telegram, além do Facebook, Google, Twitter, Instagram, Linkedin e Tiktok.

“Muitas dessas iniciativas se juntaram ao TSE em sua missão de garantir que os eleitores tenham acesso a informações verdadeiras sobre o processo eleitoral”, sustentou Barroso. “Para que possam exercer o seu direito de voto”.

Barroso, Telegram e Bolsonaro

Como o Telegram não possui escritório no Brasil, Barroso sugeriu que o encontro ocorra com algum outro representante da plataforma. Além de não ter representação legal no país, o Telegram também não possui moderação de conteúdo.

O Telegram passa por um boom de popularidade no Brasil. Atualmente, já está instalado em 53% dos smartphones do país, taxa que era de apenas 15% em 2018, segundo levantamento do site MobileTime.

A plataforma tem sido usada principalmente pela família do presidente Jair Bolsonaro como forma de tentar evitar eventuais punições das plataformas digitais, como ocorreu com o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump.

Leia também: “É proibido modernizar a urna eletrônica?”, reportagem publicada na Edição 69 da Revista Oeste

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