Barroso não tem autoridade para decidir sobre o passaporte da vacina, diz Augusto Nunes

Ministro impôs o documento para viajantes vindos do exterior
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Foto: Reprodução/Jovem Pan/YouTube
Foto: Reprodução/Jovem Pan/YouTube

Decidir sobre o passaporte da vacina é competência do presidente da República, e não de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). A avaliação é do colunista da Revista Oeste Augusto Nunes.

“Não reconheço nenhuma autoridade, seja científica ou moral, do ministro Luís Roberto Barroso, para tomar essa decisão”, disse Augusto, durante o programa Os Pingos nos Is, da rádio Jovem Pan, nesta segunda-fera, 13.

Conforme noticiou Oeste, Barroso impôs o passaporte da vacina para viajantes vindos do exterior, apesar de o governo federal ser contra. O juiz do STF atendeu a um pedido protocolado pela Rede Sustentabilidade.

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A decisão, contudo, permite que viajantes de países com pouca oferta de vacinas entrem no Brasil sem o comprovante. Portanto, essas pessoas terão de fazer uma quarentena previamente definida pelo Executivo.

“Barroso também permitiu que pessoas que não tenham a vacina em seus países venham para cá”, observou Augusto, ao mencionar que a variante do novo coronavírus Ômicron surgiu no sul do continente africano.

“Os sul-africanos podem vir para o Brasil, por exemplo, porque lá não tem vacina”, disse Augusto. O jornalista afirmou que, caso o STF ratifique o entendimento do ministro, provará ser a pior composição da história da Corte.

Leia também: “O terrorista tapeou o doutor em fake news”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 85 da Revista Oeste

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15 comentários Ver comentários

  1. Concordo com Augusto Nunes isto é um absurdo e por outro lado a vacina não impede que as pessoas não de não contrair vírus e que não a transmitem a outros isso quer dizer esse Passaporte é pura falácia e o Ministro demonstra autoritarismo em exigir esses Passaporte isto é de competência do Executivo junto com Ministério da Saude

  2. muito blá blá…acho que se a Constituição valesse alguma coisa nesse País, esses caras já estariam em cana…Cadê a OAB (Aprovadores dos Advogados com maiores conhecimento de Leis do País, será!!!). Se eles não comparecem ao debate, como nós simples Mortais vamos discutir quem de fato está certo…Uma coisa que o PR deveria fazer, todas as vezes que tivesse uma interferência, vir a público e como base nos conhecimentos de seu Ministro da Justiça e Advogado da União, explicar por o STF realizou uma ordem que deveria ser do Executivo (com certeza com o tempo minaria essas interferências indevidas)…

  3. E lá ficou o pastor, descançando as nádegas enrugadas sobre uma pedra, olhando basbaque para o céu estrelado sem entender lhufas enquanto as ovelhas pastavam em silêncio, sempre em silêncio (“Aurea Mediocritas” -extraído, traduzido, adaptado e comentado da obra de José Ingenieros ‘argentino de raiz’: “O Homem Medíocre”). Requiescat in pace, diriam Barrais.

  4. Eleição para que? O stf faz e desfaz e por curiosidade, alguém daqui de São Paulo sabe quem são os senadores de nosso estado? Ah, uma eleita e dois suplentes.

  5. O Augusto Nunes está coberto de razão, o Barroso não tem autoridade alguma de baixar uma medida como essa, isso deveria ser feito pelo poder executivo. Mas como sempre temos um ausente nesse cargo do executivo, então alguém de poder tem que deliberar e é isso que o Barroso está a fazer. Simples assim.

  6. “Diploma universitário (e também títulos acadêmicos ou cargos elevados em órgãos estatais, como, por exemplo, no STF, STJ, MPF, TCU, etc.) não ajuda a encurtar o tamanho das orelhas dos burros”.

    Barão de Itararé, 1895 – 1971, jornalista, escritor e pioneiro no humorismo político brasileiro.

  7. O grande sanitarista Barroso determinou a obrigatoriedade do passaporte sanitário. Vacinar virou sinônimo de imunizar. No peito e na marra. Por que será?
    🤔

  8. Eu sei as respostas, mas a indignação me obriga a fazer uma série de perguntas:

    Como foi que nós conseguimos reunir no STF uma plêiade tão condenável?

    Esses ministros estavam entre os melhores cidadãos que tínhamos em termos de saber jurídico e outros pré-requisitos para integrar a última instância do nosso Judiciário na ocasião em que foram indicados?

    Eles têm mostrado dignidade para guardar a Lei Maior que nos protege de evoluir para a barbárie?

    Decisões de gestão pública podem ser tomadas por pessoas que nunca exerceram um cargo de gestão pública em todas as suas vidas?

    Os ministros são marionetes de seus assessores ou de algum gabinete paralelo?

    Estamos condenados a aceitar esses ministros mesmo assistindo eles inviabilizarem o nosso país?

    Alguma instituição ainda é capaz de solucionar essa questão, ou isso se tornou impossível, tamanho o estado de falência institucional e caos jurídico a que já chegamos?

    Conclusão: o Brasil está vendo o iceberg à frente, mas aceitou naufragar.

    Para a primeira classe, obviamente, sempre há a certeza de um bote salva-vidas.

    1. Muitas perguntas que ficarão sem resposta. Na verdade só a uma resposta: “o poder emana do povo”.
      Um povo que não seja COVARDE. Não é necessário pegar em armas. Basta deixar de pagar impostos. Sem dinheiro, esses canalhas vão mandar comprar lagostas e vinhos caros com quê?

      1. Eles farão dívida, Alberto. Endividado o estado até matar de fome a população pobre, mas sem luxo eles não ficam.

      2. E o sr Alberto Nunes não tem autoridade sobre o STF. Pior ainda hoje não temos um veículo de comunicação apoiando o trabalho do Presidente. Não acham desvios de verbas, deve ser constrangedor para a mídia

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