Barroso vai viajar para a Rússia como observador das eleições; país adota o voto ‘impresso’

Presidente do Tribunal Superior Eleitoral deve falar sobre o sistema 100% eletrônico utilizado no Brasil

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Barroso afirma que o voto 100% eletrônico é totalmente seguro
Barroso afirma que o voto 100% eletrônico é totalmente seguro | Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, vai acompanhar as eleições parlamentares da Rússia como observador. O ministro deve desembarcar no país na quinta-fera 16. O governo local adota a modalidade do voto auditável, criticado pelo juiz do TSE.

Conforme noticiou a Revista Oeste, o magistrado articulou-se pela queda da impressão do comprovante do voto no Congresso Nacional. Em sucessivos pronunciamentos, Barroso vem argumentando que o sistema 100% digital é totalmente seguro e da confiança da maioria dos brasileiros.

Depois de verificar o pleito estrangeiro, Barroso também vai cumprir agenda bilateral, que inclui encontros com integrantes do governo russo, além de reuniões com analistas políticos e com membros do alto escalão da CCE, órgão encarregado de organizar e conduzir as eleições na esfera federal.

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Barroso deve pregar às autoridades russas supostos benefícios do voto eletrônico.

Especialistas levantam dúvidas sobre o software das urnas

Amílcar Brunazo, engenheiro especialista em segurança de dados e voto eletrônico, afirmou que a confiabilidade das urnas eleitorais é duvidosa. De acordo com ele, o equipamento pode ser objeto de fraude. “O software é desenvolvido no TSE seis meses antes das eleições, compilado com 15 dias de antecedência, transmitido por internet pelos tribunais regionais e por cartórios e gravado num flashcard”, explicou Brunazo, durante audiência pública em comissão especial da Câmara dos Deputados.

“A equipe do professor Diego Aranha, dentro do TSE, mostrou ser possível pegar esse cartão, inserir nele um código espúrio, que não foi feito pelo TSE, e colocar na urna eletrônica”, salientou o especialista, ao mencionar que os brasileiros acabam tendo de confiar no servidor que vai pôr o dispositivo na máquina. “Muitas vezes é um profissional terceirizado. Realmente, o processo eleitoral brasileiro depende da confiança de todos os funcionários envolvidos. Isso é um equívoco”, lamentou Brunazo.

Carlos Rocha, engenheiro formado no Instituto Tecnológico de Aeronáutica e CEO da Samurai Digital Transformation, defende a descentralização de poderes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo ele, a democracia brasileira não pode continuar a depender de um pequeno grupo de técnicos do TSE, que têm o controle absoluto sobre o sistema eletrônico de votação, de todos os códigos e chaves de criptografia.

Leia também: “É proibido modernizar as urnas eletrônicas?”, reportagem publicada na Edição 69 da Revista Oeste

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34 comentários Ver comentários

  1. Barroso vai fazer o que da Rússia?, atestar a lisura da eleição na Rússia?, é preciso ser mesmo muito farsante para fazer de conta que na Rússia, as eleições serão limpas, é o mesmo Barroso que voltou dos EUA onde votos pelo correio fizeram a festa dos democratas, veio o Barroso e “atestou” ao pleito. A Rússia de Putin tem muitas semelhanças com o Brasil, os dois países tem presos politicos, na Rússia os opositores são envenenados e no Brasil faqueados, nenhum dos dois podemos dizer que são modelos de democracia, a diferença é que na Rússia é o Putin que prende ou envenena, no Brasil é o Moraes que prende e que aleija.

  2. Vai gastar o nosso dinheiro passeando na Rússia com a sigla de “observador nas eleições” ? Quantos “cûpanheros” levará a tiracolo ?
    Será que ele descobriu que na Rússia existe uma Abadiânia ?
    Gostaria de rir desta excrescência mas não tem graça nenhuma.

  3. VOTO AUDITÁVEL, SEM VOTO IMPRESSO

    Depois que a PEC do voto impresso foi rejeita, apresenta-se outra proposta que concretiza o voto auditável sem a necessidade de sua impressão e que garante, no mínimo, 95% de confiabilidade ao resultado da eleição com a escolha aleatória de 2% das urnas, para votação paralela, no dia da eleição.

    Quando o povo foi para as ruas, no 7 de setembro de 2021, exigiram o Voto Auditável. Só que, muitos não sabem que a confiabilidade do resultado eleitoral, não precisa ser com o voto impresso.

    A seguir, serão descritos dez procedimentos de como deve ser realizada a verificação de confiabilidade sobre o resultado das eleições e que pode ser implementada para qualquer eleição futura, inclusive a próxima.

    Esta proposta, concreta, já se baseia no próprio processo de votação paralela efetuado pelo TSE, que, em minha opinião, não é suficientemente adequado para a sua finalidade na forma em que é executada hoje, com um dos itens de solidez da integridade das urnas.

    A premissa mais importante a ser seguida é a de que, a urna eletrônica não pode “saber” que ela está em teste de confiabilidade. Para a urna ser auditada, a inserção do voto deve ser, exatamente, como a de um eleitor qualquer.

    São esses, os dez procedimentos para que o teste de confiabilidade do resultado eleitoral final, seja realmente eficaz, no dia da eleição:

    ● Primeiro: Duas horas antes do início da votação, sorteiam-se, de forma aleatória, 2% das urnas eletrônicas, operadas em cada zona eleitoral, o que dá, aproximadamente, em nível nacional, dez mil urnas. Esse sorteio tem que se dar por meio não eletrônico, ou seja, com a utilização daqueles globos de bolas de madeira em jogos de entretenimento caseiro. Este é um requisito importante para que a ciência estatística garanta a confiabilidade do resultado final da eleição.

    ● Segundo: Sorteadas, aleatoriamente, as urnas eletrônicas, os juízes eleitorais providenciam urnas paralelas completas, incluindo mecanismo extra de autorização de voto aos mesários, o qual se destina à votação do eleitor, com a garantia de sigilo ao seu voto. Esclarecendo, nas sessões eleitorais, que tiverem urnas, com procedimento de votação paralela, estarão presentes duas urnas, a original (a ser auditada), destinada a inserção de uma votação simulada de votos e outra, paralela, para a captação real dos votos dos eleitores.

    ● Terceiro: Inicia-se a votação nas sessões que tiveram urnas escolhidas aleatoriamente, da seguinte forma: Após o eleitor conceder duas vezes, a sua biometria, a mesa receptora de votos concede duas autorizações de voto, uma para a entidade civil (cuja participação resta definida no décimo procedimento), que vai inserir um voto aleatório na urna a ser auditada e outra, para o eleitor fazer a sua votação na urna paralela. É importante deixar este ponto bastante claro. Para cada uma das duas validações da biometria do eleitor votante, ocorrem dois movimentos dentro da sessão eleitoral: em um movimento, o eleitor se dirige à urna paralela para sua votação regular e, paralelamente, a entidade civil faz a inserção de um voto simulado na urna original.

    ● Quarto: Os mesários ficarão encarregados de registrar, em planilha manual, fornecida pela Justiça Eleitoral, quais foram os votos inseridos, aleatoriamente, pela entidade civil. Além disso, a entidade civil deverá providenciar régua ou “T” elétrico, cabo de extensão de energia, tripé de fixação e uma câmera para filmagem, em baixa resolução, da tela da urna eletrônica original, objeto de teste de integridade. A câmera, inclusive, pode ser um simples smartphone e com cartão de memória suficiente para a gravação em baixa resolução.

    ● Quinto: Sempre de forma contínua, será realizada a filmagem de todo processo, que deve se iniciar com imagens do número da sessão eleitoral, fixado na entrada da porta, de seus mesários, da emissão da zerézima, indo para a fixação da câmera no tripé para a filmagem da tela da urna auditada. Em seguida, será filmada a inserção dos votos simulados. Por fim, o registro dos dados constantes no Boletim de Urna (BU), gerado ao final da votação pela urna auditada. Concluindo a filmagem, repetem-se, as gravações dos mesários e o número da sessão eleitoral.

    ● Sexto: Como a premissa maior é a de que a urna eletrônica jamais possa saber que está sob votação paralela, deve ser proibido ao TSE a inserção de quaisquer códigos de controle, que não sejam as próprias captações das duas biometrias do eleitor, uma para a inserção simulada dos votos pela entidade civil na urna a ser auditada e, outra, para a votação regular do eleitor na urna paralela.

    ● Sétimo: Ao final da votação, com a planilha em mãos, os mesários, em conjunto com os representantes da sociedade civil e dos Partidos Políticos, providenciam a totalização manual dos votos inseridos pela entidade civil, os quais devem bater com os constantes no BU. Se não houver divergência, a urna estará funcionando exatamente como deveria funcionar. Se houver divergência, podem ocorrer três situações, ou houve registro errôneo no lançamento da planilha pelo mesário, ou a urna apresentou defeito de funcionamento em um certo período (perda de energia/bateria), ou, no pior caso, a possibilidade de que o código fonte foi, de alguma forma, fraudado.

    ● Oitavo: Onde houver divergência entre a totalização dos votos simulados inseridos e a do BU, o arquivo de filmagem é transferido para o juiz eleitoral da zona eleitoral, ficando uma cópia para a entidade civil e para os representantes de partidos. A urna é lacrada para investigação posterior, em conjunto com a ata da mesa receptora, que deverá registrar o ocorrido, bem como a planilha de inserção de votos simulados.

    ● Nono: Com base no princípio da transparência, os Partidos Políticos poderão realizar filmagem paralela das telas das urnas eletrônicas originais, em ângulo diverso ao das entidades civis, inclusive, com a sua transmissão ao vivo, por meio de serviços de streaming de vídeo como o YouTube.

    ● Décimo: Antes das eleições, a Caixa Econômica Federal cadastrará as entidades civis interessadas em participar da inserção de votos simulados e da filmagem do voto auditável, realizando sorteio, por zona eleitoral, nos mesmos moldes seguidos nos seus sorteios de jogos. Não havendo número de interessados suficiente para os 2% de urnas a serem sorteadas, será aberto novo cadastramento e novo sorteio para qualquer eleitor interessado, desde que esteja vinculado a sua própria zona eleitoral. Persistindo a insuficiência, mesários ficarão encarregados da inserção dos votos simulados, porém, sem filmagem.

    Seguindo-se, rigorosamente, estes dez procedimentos, poderemos ter a garantia de que 95% do resultado das eleições, com 1% de margem de erro, corresponda, de fato, à realidade.

    Importa mencionar que, retiradas as constatações de que a urna parou de funcionar, ou de que houve, por parte do mesário, falha de lançamento da inserção dos registros de votos simulados em sua planilha, ou de que houve falha na totalização dos votos simulados pelos mesários, todas essas ocorrências serão verificáveis pela filmagem realizada, o que restará é, sim, a possibilidade de fraude no software interno da urna, que é o que interessa saber aos eleitores em geral.

    Neste último caso, o TSE, em conjunto com os Partidos Políticos e os peritos da Polícia Federal, devem aprofundar as investigações para saber o que realmente houve. Quinze dias depois da eleição, o TSE anuncia em quais e quantas urnas, objeto de voto auditável, houve divergência entre a inserção de votos simulados e os respectivos BU’s.

    Caso se constate um percentual, acima de 5% (cinco por cento) em fraude no software interno da urna, resta caracterizada violação de confiabilidade no sistema eleitoral de votação eletrônica como um todo e novas eleições devem ser realizadas, com a utilização de cédulas de papel.

    Prezados concidadãos, em um universo de 500.000 urnas eletrônicas, precisamos usar a Estatística como Ciência. Solicito divulgar ao máximo a presente ideia até que chegue ao conhecimento de nossos representantes no Congresso Nacional e das autoridades do TSE.

    Com o passar dos anos, aumenta-se o percentual de urnas auditáveis para 3%, 4% e 5% por cento, de forma a aumentar a confiabilidade do resultado eleitoral para 99%, com reduzidas margens de erro.

    Não podemos deixar de mencionar que essa ideia NÃO se sujeita ao Princípio da Anualidade no processo eleitoral porque diz respeito a mero procedimento eleitoral, sem voto impresso, e, melhor, não precisa de aprovação por meio de proposta de emenda constitucional. Aliás, ela pode ser implementada pelo próprio TSE, se forem seguidas rigorosamente, repita-se, três premissas: Um, a de que a urna não possa saber que está sendo objeto de teste de confiabilidade; Dois, a de que o eleitor tem que emprestar a sua biometria, duas vezes, para a votação simulada pela entidade civil; e, Três, de que o sorteio dos 2% das urnas eletrônicas sejam realmente aleatórias.

    De se mencionar, que a votação paralela, realizada em 2018 pelo TSE, não atendeu a nenhuma daquelas três premissas.

    Esta é a concretização do Voto Auditável SEM a necessidade de sua impressão e SEM a necessidade de aprovação de Proposta de Emenda Constitucional, o que responde à dúvida da opinião pública, da mídia, dos movimentos sociais e dos eleitores brasileiros.

    * Ricardo Luiz Rocha Cubas, Auditor do Tribunal de Contas da União, Advogado e formado em Ciências da Computação pela Universidade de Brasília (todas as considerações deste artigo não representam o posicionamento do TCU sobre o tema).

      1. Não gostei do vídeo com máscara do Anonymous, não dá para encaminhar o vídeo e acredito que poucos lerão o texto completo.

    1. Dr. Ricardo, sem o voto impresso não seria melhor para pacificar os eleitores com relação à transparência das urnas eletrônicas, que os Ministérios da Defesa e da Ciência e Tecnologia obrigassem o TSE a aceitar a gestão e desenvolvimento do software e de todo processo de segurança na fiscalização e apuração das urnas eletrônicas, por TIs desses ministérios e independentes como o engenheiro Carlos Rocha que liderou o desenvolvimento das urnas eletrônicas brasileiras e recentemente afirmou que precisam ser aperfeiçoados?
      Seu método parece interessante para quem conhece auditoria porem seguramente vai criar o inconveniente de obrigar nova eleição caso as divergências ultrapassem 5% dos casos auditados quando com o VOTO IMPRESSO na totalidade das urnas bastará apurar a totalidade das urnas impressas para homologar o resultado. Digo mais, qual eleitor não gostaria de auditar seu próprio voto quando constatar que o mesmo estará contido nas 2 urnas, eletrônica e impressa? Isso sim é transparência do processo eleitoral que seguramente evitará sérios conflitos que só Barroso e seu TSE não observam. Por que temem o VOTO IMPRESSO?
      Todos sabemos que graves conflitos vão sobrar para as FFAA pacificar, dai porque melhor seria operarem o sistema eletrônico e os juízes simplesmente homologarem e julgarem eventuais conflitos judiciais.

  4. Com “ordens expressas ” a PEC de 2015 volta ao Senado, tudo na maciota!!!
    Parabéns staff governamental.
    Povo na rua é solução para a nação, tendo gente honesta mandando.
    Aprendamos a votar mesmo combo voto AUDITAVEL.
    E viva 07.09.2021

    1. Escolheu um país exemplo de democracia, onde o maior opositor ao governo de Putin, foi envenenado e passou meses em coma, parabéns Barroso 💩💩, tua inteligência é surpreendente 👏🏾👏🏾👏🏾👏🏾👏🏾👏🏾👏🏾

      1. Tenho até uma sugestão para esse ministro supremo 💩. Para economizar, poderemos imprimir em folhas de papel higiênico.

  5. Na Rússia os resultados já estão aprovados, aí de quem não concorda será envenenado imediatamente.
    Esse indivíduo tinha que ficar aqui trabalhando de verdade.

  6. Só não entendi se na Rússia o voto impresso é acoplado à uma urna eletrônica auditável ou se é uma cédula eleitoral auditável. Cristyan poderia nos orientar?

  7. Ele vai convencer o Putin que o sistema “inauditável” brasileiro é melhor do que o sistema AUDITAVEL russo. Vai colocar “ideias” na cabeça do ditador Putin. Kkkkk

  8. Só acreditarei que Barroso é honesto se ele falar sobre a ” hospedagem ” durante meses do hacker que escancarou os intestinos dos frágil sistema de segurança das urnas eletrônicas e do sistema de TOTALIZAÇÃO dos votos. Convém também, Barroso, consultar o hacker #VandaTheGod, que está preso em Uberlândia por vasculhar sem problemas o sistema que você diz ser impenetrável. O #VandaTheGod está preso exatamente por isso e estando preso, facilita que você o ouça. Como sei da sua bússola moral avariada, como bem disse Joaquim Barbosa esfregando na sua fuça a moral relativa e sujeita a embargo$ auricular$, continuarei acreditando mais no Joaquim Barbosa que em você, Barroso.

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