Bolsonaro cita risco de faltar potássio e defende extração em terras indígenas

'Em 2016, como deputado, discursei sobre nossa dependência do potássio da Rússia', lembrou o presidente
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Presidente da República, Jair Bolsonaro | Foto: Alan Santos/PR
Presidente da República, Jair Bolsonaro | Foto: Alan Santos/PR

O presidente Jair Bolsonaro (PL) disse nesta quarta-feira, 2, que, com a guerra na Ucrânia, o agronegócio brasileiro corre o risco de sofrer com a falta de potássio ou com o aumento do seu preço.

Diante disso, ele defendeu a ideia de que o Congresso aprove um projeto de lei apresentado por ele em 2020, que “permite a exploração de recursos minerais, hídricos e orgânicos em terras indígenas”.

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Bolsonaro também compartilhou um vídeo de 2016, quando ainda era deputado federal, e na ocasião alertou para a dependência do Brasil do potássio importado da Rússia (assista abaixo).

“Citei 3 problemas: ambiental, indígena e a quem pertencia o direito exploratório na foz do Rio Madeira (existem jazidas também em outras regiões do país)”, disse hoje, nas redes sociais.

O presidente destacou que o potássio é fundamental para a segurança alimentar e para a economia. Ele defendeu a questão de que a classe política precisa adotar medidas que permitam “a não dependência externa de algo que temos em abundância”.

O vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (Republicanos) fez um comentário na publicação para reforçar o argumento do pai: “O que farão os deputados e senadores diante de mais esse problema que pode e deve ser resolvido?”.

O Brasil é um grande produtor agrícola, mas tem dificuldades para fabricar os insumos necessários para manter a alta produtividade, como os fertilizantes.

Cerca de 70% da matéria-prima dos fertilizantes usados nos plantios vem do exterior; da Rússia, são 23%. Em 2021, 62% do total importado pelo Brasil dos russos foram adubos ou fertilizantes químicos.

Especialistas têm críticas à proposta destacando que o potássio se encontra em condições de difícil extração e que a atividade acarretaria danos ambientais e, provavelmente, o produto seria mais caro do que o importado.

Tereza Cristina

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, disse ser “muito cedo” para definir o impacto que a crise terá na importação de fertilizantes no Brasil.

Ao portal G1, ela afirmou que não há motivo para pânico, que o governo tem buscado alternativas e citou o Plano Nacional de Fertilizantes, em discussão desde 2020, que tem por objetivo diminuir a dependência externa, por meio de implementação de propostas legislativas para facilitar a produção local.

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