Bolsonaro critica política de preços da Petrobras: ‘Vamos buscar uma solução’

'Leis feitas erradamente lá atrás atrelaram o preço do barril produzido aqui ao preço lá de fora', disse
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Presidente da República, Jair Bolsonaro | Foto: Isac Nóbrega/PR
Presidente da República, Jair Bolsonaro | Foto: Isac Nóbrega/PR

O presidente Jair Bolsonaro (PL) criticou nesta segunda-feira, 7, a política de preços da Petrobras. E disse que o governo procura uma solução para a questão, sem que haja “nenhum sobressalto no mercado”.

Bolsonaro afirmou que discutiria a disparada do preço do petróleo em reunião nesta tarde com representantes do Ministério da Economia, do Ministério de Minas e Energia e da Petrobras.

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Em entrevista a uma rádio de Roraima, declarou que a questão do petróleo é “grave”, mas poderá ser resolvida. A situação no Leste Europeu piora ainda mais a situação, pois Rússia e Ucrânia são grandes produtores de petróleo e gás.

“Nós somos autossuficientes em petróleo. Leis feitas erradamente lá atrás atrelaram o preço do barril produzido aqui ao preço lá de fora, esse é o grande problema. Vamos buscar uma solução para isso de forma bastante responsável”, afirmou.

O chamado Preço de Paridade de Importação (PPI) foi implementado em 2016, durante o governo Michel Temer (MDB), e foi mantido na gestão Bolsonaro.

Na prática, a Petrobras paga pelo petróleo o preço cobrado no mercado internacional, e repassa as altas para as refinarias, chegando até o consumidor final.

“Se você for repassar isso tudo para o preço dos combustíveis, você tem que dar um aumento em torno de 50%, não é admissível você fazer.”

Plano de socorro

Como noticiou Oeste, o governo estuda fechar um plano de socorro ao preço dos combustíveis. A ideia é utilizar dividendos da Petrobras para um subsídio de curto prazo, que deve ficar na casa de R$ 40 bilhões.

Há resistências na área econômica, mas a saída é vista como a única chance de evitar grandes aumentos, com impactos imediatos na aprovação do governo.

O plano busca reeditar o modelo adotado em 2018, quando o governo Temer subsidiou o consumo de diesel e, assim, deu fim à greve dos caminhoneiros.

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