‘Bolsonaro não tem liderança porque nega até que covid-19 exista’, diz Dilma

Em live do jornal O Estado de S.Paulo, ex-presidente afirmou que atual chefe do Executivo 'normaliza a violência para diminuir a resistência'.
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Para Dilma, PSDB perdeu tanto quanto PT desde 2018 | Foto: Reprodução
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Em live do jornal O Estado de S. Paulo, ex-presidente afirmou que o atual chefe do Executivo ‘normaliza a violência para diminuir a resistência’

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Para Dilma, PSDB perdeu tanto quanto PT desde 2018 | Foto: Reprodução

Em uma hora de live para o jornal O Estado de S. Paulo, a ex-presidente petista Dilma Rousseff pouco falou sobre seus feitos à frente do governo federal. Até porque, como ela própria lembrou, mesmo tentando formar um “governo de coalizão” com o Centrão, teve sua governabilidade diminuída a zero por Eduardo Cunha, algoz que a levou à lona do impeachment, antes de ele ir parar na prisão.

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Na visão de Dilma, o presidente Jair Bolsonaro começou o processo de sua eleição nesse momento. “O PT sofreu um processo de demonização, e esse processo abriu passagem para que Bolsonaro se elegesse”, jura ela. “O Bolsonaro só é possível porque eles conseguem destruir o PT com a Lava Jato, com o fogo amigo no MDB. Nas eleições de 2018, o PSDB foi outro partido que foi destruído. Eles conseguiram 4% dos votos, a centro-direita foi destruída, só sobrou a ultradireita, o Bolsonaro para implantar a agenda neoliberal.”

O PSDB, de acordo com a ex-presidente, acabou perdendo tanto quanto o maior adversário histórico no processo, porque achou que apenas um lado seria atingido pela Lava Jato, mas viu nomes como o deputado federal Aécio Neves irem para a investigação. “É um momento de ruptura. Houve uma ruptura na política brasileira em 2018. A direita brasileira implode em 2018.”

Governo Bolsonaro

Quando o assunto é o governo Bolsonaro, a visão, obviamente, é a pior possível. Para Dilma, houve um desmonte das políticas sociais pelo governo, principalmente na área da Saúde. “Expulsaram 11 mil médicos cubanos, que com mais 7 mil médicos atendiam 63 milhões de pessoas”, choraminga. “Houve perseguição clara aos cubanos por Bolsonaro.”

A reforma trabalhista, que trouxe economia de R$ 1 trilhão ao Estado e, provavelmente, permitirá ao país uma retomada econômica menos dolorosa pós-pandemia, para ela foi apenas uma maneira de precarizar o trabalho e tornar a população pobre ainda mais fragilizada. Porque, afinal, na imaginação petista, no atual governo, vive-se uma política neoliberal do período mesozoico.

“Temos um governo neofascista, que trabalha na base da polarização da sociedade, que trata a oposição como inimigo”, reclama a ex-guerrilheira. “O Brasil se encontra no auge dessa polarização.” Dilma só não diz quem começou a polarizar o que e onde.

A ex-presidente afirma categoricamente que há uma escalada autoritária em andamento e que o presidente atual utiliza a estratégia de aproximações sucessivas — que, segundo ela, foi defendida pelo vice-presidente Hamilton Mourão em 2017 — para que Bolsonaro aplique o golpe: “Normaliza-se a violência, diminui-se a resistência”.  Só não houve nada mais grave ainda porque os neoliberais que colocaram o presidente no poder não apoiam essa agenda, de acordo com Dilma.

“Há uma ala neofascista e uma ala neoliberal. Esta achava que Bolsonaro poderia ser moderado e tutelado. Só que fascismo não pode ser moderado e Bolsonaro se tornou autônomo”, teoriza Dilma. “E neoliberais não conseguem fazer oposição a ele porque o colocaram lá. Então, não há condições nem para Bolsonaro sofrer impeachment nem para dar um golpe.”

Por fim, depois de tanta conspiração com lágrimas vermelho-comunista, a ex-presidente dá seu palpite sobre a crise do coronavírus: “Bolsonaro não tem liderança porque nega até que a covid-19 exista”.

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9 comentários

  1. Dilma disseminando fake news?Deveria ser processada ao afirmar que o Covid-19 não existe para o Bolsonaro.
    Se fosse assim ele não teria disponibilizado milhares de recursos para o combate da epidemia.

  2. Mais uma prova de que os militares erraram ao permitir a volta destes quadrúpedes para a política brasileira. Muitos se reproduziram e infestaram a Nação de mais comunistas que só se preocupam com seus bolsos e de seus cúmplices. Precisamos de uma nova faxina e urgente.

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