Bolsonaro se preocupa com segurança: ‘Sabemos até onde o outro lado pode chegar’

'A gente sabe como eles são agressivos e tentam eliminar adversários', afirmou o presidente ao deixar hospital
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O presidente Jair Bolsonaro concedeu entrevista ao deixar hospital em São Paulo
O presidente Jair Bolsonaro concedeu entrevista ao deixar hospital em São Paulo | Foto: Reprodução/TV Brasil

Em entrevista coletiva nesta quarta-feira, 5, depois de receber alta do Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que não teme complicações de saúde, mas se preocupa com a própria segurança pessoal durante a campanha eleitoral deste ano.

Ao lado do médico Antônio Luiz Macedo, Bolsonaro também criticou aqueles que o acusam de tentar faturar politicamente com o atentado do qual foi vítima em setembro de 2018.

“A minha preocupação não é com as minhas viagens, mas com a segurança. Nós sabemos até onde o outro lado pode chegar”, disse o presidente da República. “A gente sabe como eles são agressivos e tentam eliminar seus adversários, não interessa como. A preocupação é apenas essa.”

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Segundo o chefe do Executivo, que recentemente se filiou ao Partido Liberal (PL) e deve disputar um segundo mandato em outubro, seus adversários “querem politizar uma tentativa de homicídio”.

“Alguns acham que seria uma armação da minha parte. Falar que foi uma facada fake? Querer levar para esse lado da politização, que eu estou me vitimizando, estão de brincadeira comigo. O doutor Macedo tem a honra dele e eu tenho a minha. Nós temos muito a zelar”, afirmou Bolsonaro. “Não tem efeito político nenhum. Eu não queria estar aqui.”

Saúde

Segundo o médico Antônio Luiz Macedo, a decisão de não submeter Bolsonaro a uma nova cirurgia é uma precaução para que o quadro do presidente não se agrave.

“Como ele tem uma saúde muito boa, se recupera rapidamente. Agora o presidente está normal. Vai fazer uma dieta especial durante uma semana. Fará apenas caminhadas. Mas ele está curado e pronto para o trabalho”, disse Macedo. “Temos chance de ter crise novamente? Temos. Normalmente a gente trata o cliente como gostaríamos de ser tratados. Se eu tivesse o problema dele, eu não gostaria que me operassem.”

Adélio Bispo

Na entrevista, Bolsonaro falou novamente sobre a facada que levou durante a campanha eleitoral de 2018. Ele defendeu a ideia de que a Polícia Federal (PF) aprofunde as investigações sobre o que motivou Adélio Bispo de Oliveira a tentar matá-lo em Juiz de Fora (MG).

“O processo foi reaberto depois de três anos. A gente espera que a PF aprofunde um pouco mais”, disse Bolsonaro. “Não está difícil desvendar esse caso. Vai chegar em gente importante. Não foi da cabeça dele que ele fez aquilo. E outra coisa: não há dúvida da tentativa de homicídio”, completou.

Vida normal

Jair Bolsonaro e a equipe médica que o tratou confirmaram que o presidente está liberado para voltar ao trabalho e às atividades normais do dia a dia. “Um presidente não tem férias. É maldoso quem falar que eu estou de férias. Eu dou umas fugidas de jet ski“, brincou. “Fizemos muita coisa e continuamos trabalhando. Volto à minha normalidade e vamos em frente. A vida continua. Todo mundo vai embora um dia.”

Segundo Bolsonaro, há uma viagem marcada para a Região Nordeste do país ainda neste mês, além de uma para o Rio de Janeiro. Em fevereiro, ele terá compromissos oficiais na Rússia.

Eleições ‘limpas’

Bolsonaro também falou sobre o processo eleitoral brasileiro. Segundo o presidente da República, o país terá “eleições limpas e transparentes” em outubro.

“Não tenho nenhuma preocupação com o TSE. Tenho certeza de que teremos eleições limpas neste ano. Os votos serão contados. As Forças Armadas foram convidadas para participar de todo o processo eleitoral”, afirmou. “O brasileiro merece eleições limpas e transparentes. A lei vai ser cumprida.”

Efeitos do ‘fique em casa’

Por fim, Bolsonaro voltou a criticar prefeitos e governadores pelas medidas restritivas impostas durante a pandemia de covid-19. Segundo o presidente, a economia foi duramente atingida e, mesmo assim, o Brasil demonstrou resiliência.

“A pandemia atrasou e atrapalhou muito a gente. Ficamos um ano e meio quase patinando. Mesmo assim, todo mundo esperava que perdêssemos 10% no PIB, e recuamos 4%”, lembrou, referindo-se ainda aos resultados de 2020.

“Quem sofreu no Brasil foi o trabalhador informal, o pobre coitado que trabalha sem carteira assinada, que vende água no sinal, biscoito na praia. Eles foram obrigados a ficar em casa por seus respectivos governadores. Eu não fechei nada, nem um botequim sequer”, concluiu Bolsonaro.

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