Bretas manda bloquear quase R$ 2,5 bilhões no caso do Sistema S

Investigação teve como ponto de partida o acordo de delação premiada de Orlando Diniz
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Juiz Federal Marcelo Bretas | Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Juiz Federal Marcelo Bretas | Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Investigação teve como ponto de partida o acordo de delação premiada de Orlando Diniz

Marcelo Bretas
Juiz federal Marcelo Bretas | Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
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O juiz federal Marcelo Bretas, da 7ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, mandou bloquear quase R$ 2,5 bilhões de suspeitos de envolvimento em um esquema de tráfico de influência no Sistema S fluminense.

O Sistema S engloba Fecomercio, Sesc e Senac. A investigação teve como ponto de partida o acordo de delação premiada de Orlando Diniz, ex-presidente das entidades.

Leia mais: “Bretas ordena bloqueio de R$ 237 milhões em bens de advogado de Lula”

Além dele, vários advogados viraram réus, como Frederick Wassef, ex-defensor do senador Flávio Bolsonaro, Ana Tereza Basílio, advogada de Wilson Witzel, e Cristiano Zanin e Roberto Teixeira, advogados do ex-presidente Lula.

Alguns dos valores que Bretas mandou bloquear:

  • Orlando Diniz: R$ 306.565.536,86
  • Cristiano Zanin: R$ 237.355.655,36
  • Eduardo Martins: R$ 171.358.835,00
  • Adriana de Loures Ancelmo: R$ 70.865.501,66
  • Ana Tereza Basílio: R$ 43.148.004,68
  • Roberto Teixeira: R$ 32.197.650,68

A Justiça não informou o montante que efetivamente foi bloqueado das contas.

Outro lado

O advogado Cristiano Zanin informou que não houve o bloqueio dos R$ 237 milhões porque ele não tinha esse valor nas contas.

O escritório Basilio Advogados afirmou, em nota, que todos os seus advogados trabalham de forma ética e dentro da legalidade.

Orlando Diniz enviou ao portal G1 a seguinte nota: “Advogados defendem direitos, não ideologias ou partidos. E a defesa desses direitos precisa ser apartidária e intransigente, sob pena de se subverter a democracia e o próprio Estado de Direito. Estabelecidas essas premissas, repudiamos peremptoriamente as declarações que levianamente insinuam conluios e inventam conspirações, com o fito único de sobreviverem à avalanche de acusações que pesam contra seus autores. Acrescido a isso a defesa do Orlando Diniz ressalta que representa seus interesses há quase dois anos e foi contratada pelo senador Flávio Bolsonaro há menos de um ano”.

Os demais citados não se posicionaram.

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