Câmara tenta aprovar reforma política ‘possível’, diz presidente de comissão

Deputado Luis Tibé (Avante-MG) reconhece dificuldade de avançar em mudanças na legislação às vésperas das eleições
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O deputado federal Luis Tibé foi o entrevistado de hoje no <i>Opinião no Ar</i>, da RedeTV!
O deputado federal Luis Tibé foi o entrevistado de hoje no Opinião no Ar, da RedeTV! | Foto: Reprodução/YouTube

Em entrevista ao programa Opinião no Ar, exibido nesta quarta-feira, 9, pela RedeTV!, o deputado federal Luis Tibé (Avante-MG), que preside a comissão especial da Câmara que trata da reforma política, reconheceu que o tema é “extremamente difícil” de ser analisado pelo Congresso. Segundo ele, o objetivo é aprovar a “reforma possível”, mesmo que não seja a ideal.

Silvio Navarro, editor-executivo de Oeste, e Rodrigo Constantino, colunista da revista, participaram da entrevista. O programa também contou com a participação da jornalista Amanda Klein e da advogada Fabiana Barroso.

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“A reforma política é extremamente difícil de ser apreciada, principalmente neste momento de muita proximidade com o término do prazo para se analisar as propostas [um ano antes da eleição]”, afirmou Tibé. “Estamos tentando fazer da forma mais ágil possível, mas sem atropelar. Não estamos tentando entregar a reforma dos sonhos, mas a reforma possível com a qual consigamos trazer melhoras.”

Possíveis mudanças

Segundo o parlamentar, entre os principais temas discutidos pela comissão estão o sistema de votação, a diminuição do número de candidatos por partido e a participação das mulheres na política.

“O sistema mais debatido internamente é o distritão. Tem o distrital misto, que também está sendo discutido”, disse Tibé. Pelo distritão, a eleição de deputados e vereadores passaria a ser majoritária — os mais votados em cada Estado ou município seriam eleitos, independentemente dos resultados de seus partidos. Não haveria voto em legenda nem quociente eleitoral.

Já o distrital misto seria uma mistura entre os sistemas distrital e o proporcional (que vigora atualmente no país). O eleitor votaria duas vezes: uma na lista definida pelo partido e outra no candidato de seu distrito eleitoral.

“Eu, pessoalmente, sou radicalmente contra o distritão. A eleição vai se tornar mais cara”, criticou o deputado. “Acho até, com o distritão, desnecessária a existência do partido político.”

Segundo Tibé, as discussões em torno da reforma política deveriam ter se intensificado há mais tempo, e não às vésperas das eleições de 2022.

“A reforma não poderia ser no fim do mandato, já início do processo eleitoral”, admitiu Tibé. “[É difícil] Haver um consenso nacional em torno da reforma que afeta cada um dos participantes da comissão ou dos votantes naquele tema”, completou.

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