Cármen Lúcia manda arquivar pedido de investigação contra Bolsonaro

Ministra do STF alegou que caso sobre suposta interferência na PF já está em andamento em inquérito com segredo de Justiça
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Cármen Lúcia é relatora de inquérito que apura suposta interferência na PF
Cármen Lúcia é relatora de inquérito que apura suposta interferência na PF | Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira, 27, o arquivamento de um pedido de investigação contra o presidente Jair Bolsonaro (PL) por suposta interferência na atuação da Polícia Federal. O caso está ligado ao esquema de corrupção no Ministério da Educação (MEC).

O entendimento da ministra do STF foi que os fatos narrados já são investigados no inquérito que trata do esquema no MEC. Assim, a petição assinada pelo deputado Professor Israel Batista (PSB-DF) vai ser arquivada pela Suprema Corte.

O Inquérito 4.896, que investiga suposta interferência de Bolsonaro na operação da PF, também é de relatoria de Cármen Lúcia e corre em segredo de Justiça.

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O caso em questão trata da prisão de Milton Ribeiro, ex-ministro da Educação, em junho passado. O ex-integrante do governo foi preso no mesmo dia que pastores ligados a um esquema de corrupção na liberação de verbas do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). No entanto, os envolvidos foram liberados pouco depois, por decisão da Justiça.

À época, segundo interceptação telefônica feita da Polícia Federal, Ribeiro teria dito a um familiar que havia recebido contato de Bolsonaro em que o presidente afirmou que tinha tido um “pressentimento” de que o ex-ministro poderia ser usado para atingi-lo.

A investigação chegou a ser encaminhada à primeira instância, depois de Milton Ribeiro ser exonerado e ter perdido o foro privilegiado. Mas, diante de acusações de que Bolsonaro teria interferido na operação, o caso voltou ao STF.

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