Para não ‘trabalhar muito’, procurador propõe encerrar investigações de operação

Celso Três defende tirar a Greenfield do Ministério Público Federal
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Agentes da Polícia Federal durante uma das fases da Greenfiel, em 2016 | Foto: Wilson Dias/Agência Brasil
Agentes da Polícia Federal durante uma das fases da Greenfiel, em 2016 | Foto: Wilson Dias/Agência Brasil | procurador celso três X operação greenfield - não estou aqui para trabalhar muito

Celso Três defende tirar a Greenfield do Ministério Público Federal

procurador celso três X operação greenfield - não estou aqui para trabalhar muito
Agentes da Polícia Federal durante uma das fases da Greenfiel, em 2016 | Foto: Wilson Dias/Agência Brasil
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Procurador da República em Novo Hamburgo (RS), Celso Três assumiu no fim de novembro a função de chefe da Operação Greenfield, que investiga desvios em fundos de pensão. Agora, no entanto, ele demonstra o interesse em ver o Ministério Público Federal (MPF) não se envolver mais diretamente com o caso. Em ofício cujo o conteúdo foi divulgado pelo jornal O Globo na noite do último sábado, 19, ele é direto: não quer seguir atuando com esse tipo de serviço.

“Decididamente, não estou aqui para trabalhar muito”

“Decididamente, não estou aqui para trabalhar muito. Já o fiz na ‘gringolândia’ [região do interior do Rio Grande do Sul] e, chegado a Porto Alegre a bordo do êxodo rural, servido por apetitoso ‘x-mico’ [lanche de pão e banana] no correr de largo tempo. Ou seja, trabalhei pela sobrevivência, não porque achasse bom”, escreveu Três em documento de 14 páginas encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR). “Hoje, quero é jogar futebol”, prossegue o procurador.

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No ofício, Três demonstra como, segundo ele, deve ser o desfecho da Greenfield. De acordo com a proposta encaminhada à PGR, a operação deve focar no encerramento de casos. Dando, assim, fim às investigações em curso por meio de acordos com os atuais alvos. Conforme consta na proposta, o restante do trabalho ficaria sob responsabilidade da Polícia Federal (PF). “Procurador(a) não mete medo em delinquente algum, especialmente do colarinho branco. Está na cara”, escreve.

Explicação

Diante da revelação do documento enviado à PGR, Celso Três tentou se explicar. Garantiu ter tido a intenção de “viabilizar” a Greenfield. Entretanto, criticou o desenrolar da operação que se coloca como responsável por recuperar mais de R$ 11 bilhões aos caixas de fundos de pensão. “Em síntese, não é à toa que ninguém quis assumir esta operação, tal qual a surrada expressão circo mambembe, somos a operação mambembe”, afirmou o procurador, informa O Globo. Em despacho de 25 de novembro, o vice-procurador-geral da República, Humberto Jacques de Medeiros, afirmou que Três foi o único integrante do Ministério Público Federal a demonstrar interesse em chefiar a Greenfield — trabalho que ele não quer mais ter, pois prefere jogar futebol.

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