Chega de usar professores apenas como massa de manobra, diz ministro

Declaração foi dada em evento de assinatura de portaria que concede reajuste para professores da educação básica
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Ministro da Educação, Milton Ribeiro | Foto: Luis Fortes/MEC
Ministro da Educação, Milton Ribeiro | Foto: Luis Fortes/MEC

O ministro da Educação, Milton Ribeiro, disse nesta sexta-feira, 4, que os professores e profissionais da educação não podem ser usados apenas “como uma massa de manobra político-eleitoral”. “Chega”, disse ele.

A declaração foi dada em um evento no Palácio do Planalto que marcou a assinatura da portaria que concede reajuste de 33% para os professores da educação básica.

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Segundo o ministro, a medida é uma ação direta que “respeita o profissional e dá a ele um ganho a mais”. O aumento é definido pelo governo federal, mas quem paga a folha salarial dessa categoria são os Estados e os municípios.

O reajuste determinado pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) tem desagradado a governadores e prefeitos. A Confederação Nacional de Municípios fala que o valor coloca os entes locais “em uma difícil situação fiscal”.

“Chega de usar os professores e os profissionais de educação apenas como uma massa de manobra político-eleitoral. Está na hora de ações diretas e uma ação direta é essa que respeita o profissional e dá a ele um ganho a mais dentro dessa situação, e foi isso que, sob orientação do nosso presidente, nós fizemos”, disse o ministro.

Milton Ribeiro criticou governos anteriores pelo foco na criação de universidades e instituições de ensino superior. Segundo ele, a educação básica é o mais importante.

“A educação básica é o alicerce para que possamos ter uma nação equilibrada, com progresso. Como se constrói a casa pelo alicerce. Gestões anteriores, políticas anteriores festejavam iniciar a obra pelo telhado, com universidade e institutos, que são importantes, mas não são os mais importantes”, afirmou.

O ministro aproveitou para rebater governadores e prefeitos e garantiu que não faltam recursos, e que o governo federal pode socorrer, eventualmente, um gestor que não consiga cumprir esse montante.

“Me lembro, pouco antes do final do ano, ter sido procurado por alguns prefeitos e até governadores com dificuldades, devido ao montante de recursos para a educação que tinham de usar. E me perguntaram o que a gente pode fazer? Aí foram bônus, computadores, então, os recursos existem”, garantiu.

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5 comentários Ver comentários

  1. Bozzo fazendo politicagem em ano eleitoral e com o pau dos governadores e prefeitos que vão ter que pagar a conta, é um ordinário e irresponsável e politiqueiro de 5 categoria, bem feito aos governadores que o apoiaram!

  2. O maior patrimônio de uma Nação que quer se desenvolver e crescer, é ter seu povo educado. E essa educação começa nos ensinos Fundamental e Médio, que são a base para adentrar no universo do conhecimento. Nos sombrios governos do PT, nunca houve um olhar para esse seguimento educacional, pois seus militantes-gestores só enxergavam os redutos universitários, de onde vem toda sua ideologia esquerdista, retrógrada, oportunista e exploradora.

    1. Concordo em partes. Com os professores que temos hoje (não são só os universitários não) nossas crianças viram robôs treinados para odiar o liberalismo e amar o estado mamãe.

  3. Que notícia maravilhosa! Não sabem como melhora meu humor quando vejo notícias boas! Valorizar o professor, ensino básico é tudo que o Brasil precisa! Só um idiota para não perceber!

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