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Constituição tornou o Brasil ‘ingovernável’, diz líder do governo na Câmara

Ricardo Barros defende um plebiscito para que seja realizada uma nova Constituição
Deputado Ricardo Barros | Foto: Michel Jesus/ Câmara dos Deputados
Deputado Ricardo Barros | Foto: Michel Jesus/ Câmara dos Deputados

Ricardo Barros defende um plebiscito para que seja realizada uma nova Constituição

Ricardo Barros
Deputado Ricardo Barros | Foto: Michel Jesus/ Câmara dos Deputados

O líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), disse nesta segunda-feira, 26, que a Constituição transformou o Brasil em um “país ingovernável”.

O deputado defendeu um plebiscito para que seja realizada uma nova Constituição.

“Eu pessoalmente defendo nova assembleia nacional constituinte, acho que devemos fazer um plebiscito, como fez o Chile, para que possamos refazer a Carta Magna e escrever muitas vezes nela a palavra deveres, porque a nossa carta só tem direitos e é preciso que o cidadão tenha deveres com a Nação”, disse Barros.

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O deputado, que representa os interesses do governo federal na Câmara dos Deputados, disse que a Constituição tornou o país “ingovernável”, ao afirmar que o Brasil hoje tem uma “situação inviável orçamentariamente”.

“A nossa Constituição, a Constituição cidadã, o presidente Sarney já dizia quando a sancionou, que tornaria o país ingovernável, e o dia chegou, temos um sistema ingovernável”, garantiu o parlamentar.

O outro problema, na visão dele, é que “o poder fiscalizador ficou muito maior que os demais” e, por isso, seria necessário também “equilibrar os Poderes” no país. O deputado, que é alvo de investigações do Ministério Público Federal, diz que é preciso punir quem apresentar denúncias sem prova.

“Os juízes, promotores, fiscais da Receita, agentes do TCU, da CGU, provocam enormes danos com acusações infundadas e nada respondem por isso, nunca respondem por nada, e o ativismo político do Judiciário está muito intenso, muito mais do que jamais poderíamos imaginar, então é preciso sim que nós possamos rever o nosso sistema”, disse Ricardo Barros.

Conhecido crítico à Operação Lava Jato, Barros acrescentou que, apesar de ser um desejo dos brasileiros, o combate à corrupção não pode ser feito “cometendo crimes”. O deputado disse também ser a favor do parlamentarismo.

O discurso foi feito em evento organizado pela Academia Brasileira de Direito Constitucional, que contou com a presença de ministros do Supremo Tribunal Federal, do ministro da Economia, Paulo Guedes, e de juristas.

Integrante do Centrão, deputado federal por seis legislaturas e ex-ministro da Saúde de Michel Temer, Ricardo Barros foi nomeado como líder em agosto, no lugar de Major Vitor Hugo (PSL-GO).

Com informações do Estadão Conteúdo.

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8 comentários

  1. Calma aí, malandrão. Uma coisa de cada vez:

    Primeiro, tira-se os marginais com mandato e bota todo mundo atrás das grades.

    Casuísmo pouco é bobagem, V. Exa.!

      1. Uma nova constituição federal é imprescindível! Mas vamos pela ordem sequencial: 1) AI 5 no jurídico de indicações e no legislativo. 2) nova Constituição Federal. 3) Ocupação dos cargos jurídicos conforme nova constituição federal. 4) Eleições para o legislativo conforme nova constituição federal.

    1. Uma nova Constituição Federal no momento em que o Brasil tá dominado pelo crime organizado, com juristas na maioria esquerdopatas, um congresso nacional contaminado pela corrupção e uma geração que só pensa em mamar nas tetas do Estado, aí sim pode juntar com a Venezuela e a Argentina e transformar tudo num miserê só.

  2. Oportunista hem? Na prática, sabemos que esta carta nada cidadã Frankenstein e COMUNISTA, é péssima por dar poder a BANDIDOS de COLARINHO BRANCO, instituiu o CONLUIO entre os 3 PODERES é mais, foi feita por crápulas do quilate de Genoíno, Lula, Aécio Neves, Guchiken, e qtos bandidos certificados! Mas não devemos correr o risco de 1 nova,agora. Em nada melhorou nossas escolhas. Continuamos cada dia piores nas nossas escolhas. Mas gostei do planejamento do Irany da,Silva, aí em cima.

  3. Esse pilantra fala em mais deveres e descreve um cenário completamente siferente, pois o problema da justiça é, na realidade, muita leniência. Teríamos que mudar a Constituição para acabar com a farra da impunidade no judiciário e não com os órgãos de controle e investigação.

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