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Maia tenta frear iniciativas de parlamentares para adiar eleições

Sugestões de transferência de recursos dos fundos partidário e eleitoral e da Justiça Eleitoral para o combate ao coronavírus podem colocar realização do pleito municipal em xeque
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), diz que é contra o adiamento das eleições municipais, mas vai ter que se articular bem se quiser evitar que isso ocorra. Cresce no Congresso os movimentos para usar recursos partidários e eleitorais para o enfrentamento do coronavírus. Se isso ocorrer, é possível, avaliam alguns parlamentares, que as eleições municipais sejam adiadas para 2021 — isso se não forem prorrogadas para 2022.

Deputados e senadores fazem movimentações nas redes sociais para empregar R$ 2 bilhões do fundo eleitoral e aproximadamente R$ 1 bilhão anual do fundo partidário (dinheiro de manutenção dos partidos) para o combate ao coronavírus. Ainda há quem defenda a destinação de R$ 4 bilhões da Justiça Eleitoral para a mesma finalidade, cerca de 50% do volume. Se isso ocorrer, seriam R$ 7 bilhões investidos no total.

Existe quase que um consenso atualmente no Parlamento para se utilizar os fundos partidário e eleitoral. O próprio Maia é sensível à ideia, e admite deputados a possibilidade de votar proposta nessa linha nas próximas semanas. Mas o uso do dinheiro da Justiça Eleitoral, como aventam alguns parlamentares, a exemplo do senador Irajá (PSD-TO), poderia sacramentar o adiamento das eleições municipais.

Nas redes sociais, Irajá frisa, contudo, que é a favor do uso de recursos da Justiça Eleitoral caso fique definido a postergação do pleito municipal.

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3 comentários

    1. Adiar votações me parece uma boa jogada para os atuais eleitos, mas pergunto: como ficaria o mandato seguinte? Só com 2 ou 3 anos? Ou estenderiam o próximo tb? Boa jogada,mas não acho nada bom para o povo. Eles podem muito bem usar mídias sociais e ir visitar moradores, conversar sem se aproximar mto. Como antigamente. Sem grandes reuniões e sem muito lero-lero. Digam o essencial e somente o que interessa, que todos entenderão. E parem de ficar comprando eleitor. Pronto, o pessoal vai saber escolher entre as melhores propostas. A maioria do povo já está bastante consciente para poder votar nas maiores cidades.

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