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David Uip diz que não aceitará acordo com gerente que vazou receita de cloroquina

Na época, o presidente Jair Bolsonaro chegou a sugerir que Uip escondia o uso do medicamento por 'questões políticas'
Infectologista David Uip
Infectologista David Uip | Foto: J. Duran Machfee/Estadão Conteúdo

O processo aberto na esteira do vazamento da receita médica do infectologista David Uip, ex-coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus no Estado de São Paulo, ainda não tem previsão para chegar ao fim. A celebração de um acordo com o farmacêutico suspeito de divulgar a prescrição, que poderia encerrar a ação, não está nos planos do médico, conforme informou a defesa nesta segunda-feira, 1º de março.

O advogado Luiz Flávio Borges D’Urso, que defende David Uip no caso, comunicou ao juízo e ao Ministério Público de São Paulo que não pretende aceitar nenhuma proposta de conciliação na audiência preliminar marcada para a próxima semana, “independentemente dos termos apresentados”.

Leia mais: “Prefeito do PSDB vai contra Doria e entra na mira do Ministério Público”

A justificativa é que o médico e a família dele foram alvo de “incontáveis manifestações de ódio” e de ameaças após o vazamento da receita. Na época, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) chegou a sugerir que Uip escondia o uso do medicamento por “questões políticas”, já que “pertence à equipe do governador de São Paulo”.

“O prof. David Uip suportou enorme sofrimento, quando foi alvo de incontáveis manifestações de ódio, tanto pessoalmente como pela internet, além de seus familiares, esposa, filhas e filhos, que passaram a ser alvo, inclusive, de ameaças, tudo por causa do crime praticado pelo acusado, quando ‘vazou’, em grupos de WhatsApp, a receita da vítima, na qual esta se autoprescrevia o medicamento cloroquina para ser adquirido e eventualmente ministrado”, informou a defesa.

Com a recusa, o processo deve entrar na etapa de transação penal. Nessa fase, o Ministério Público decide se apresenta ou não pena criminal.

O inquérito para apurar o caso foi aberto em abril do ano passado e a Promotoria apontou a ocorrência de crime de violação do segredo profissional pelo gerente. O vazamento foi percebido quando passaram a circular, nas redes sociais, imagens da receita médica em que o infectologista, que estava com a covid-19, prescreveu cloroquina a si próprio. A investigação indicou que o gerente da farmácia que vendeu o medicamento teria vazado a foto em grupo WhatsApp. Embora tenha deixado a coordenação do Centro de Contingenciamento de São Paulo, David Uip continua trabalhando no comitê do governo paulista.

Com informações do Estadão Conteúdo

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7 comentários

  1. Por que não admitiu que fez uso da cloroquina?????? O que há de errado nesse uso?????. Usar ou não cloroquina era opção de cada pessoa.!!! Se tivesse feito isso o Poder Judiciário não iria ter que perder tempo com platitudes. Que faça um acordo e vá trabalhar para ajudar o patrão a combater a pandemia com competência, o que até o presente, após mais de um ano, ainda não ficou comprovado!!!

  2. O negacionismo do tratamento precoce já matou milhares de pessoas e este camarada é um dos responsáveis por isso. Ele e o Doria politizaram e disseminam desinformação. Como diz o Fiuza “e aí não vai acontecer nada com eles “

  3. Muito mal assessorado. Deveria aproveitar a ação para demonstrar altivez e espírito conciliatório. Se desgasta mais ainda, pois quem agiu com o alegado ódio (lamento por ele e família) foram os que lhe teriam atacado, não o farmacêutico, que errou, obviamente, mas a atitude do médico demonstra, isso sim, seu ódio contra o dono da farmácia, quando deveria destinar sua revolta contra quem lhe destinou o alegado ódio. Haverá a transação penal e o Dr Uip se desgasta mais ainda, passará pelo constrangimento de negar o pedido de desculpas e o apelo de todos na audiência, e se mostrará revanchisfa, desproporcional, vaidoso, cruel e até covarde. Uma pena. Deveria ir se tratar e contratar um advogado que verdadeiramente lhe orientasse no que lhe fosse melhor.

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