Declaração sobre eleição ‘tomada’ foi tirada de contexto, diz Barroso

Em vídeo divulgado nas mídias sociais, ministro aparece afirmando que ‘eleição não se vence, se toma’
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Luís Roberto Barroso é presidente do TSE
Luís Roberto Barroso é presidente do TSE | Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, pronunciou-se nesta quarta-feira, 11, acerca do vídeo em que aparece afirmando o seguinte: “Eleição não se vence, se toma”. O conteúdo, gravado em 9 de junho, está causando rebuliço nas mídias sociais e em setores da imprensa.

Após repercussão negativa, o gabinete do magistrado disse que o vídeo foi “distorcido”. Segundo a assessoria, Barroso apenas repetiu uma frase que lhe fora dita pelo senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR). A declaração fazia suposta referência ao “tempo do voto impresso” em Roraima.

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A justificativa

Na ocasião, Mecias teria narrado que ganhou as eleições em seu Estado por duas vezes, mas acabou tendo as vitórias “tomadas”. De acordo com a nota emitida pelo gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal, a fraude aconteceu no tempo do voto impresso — daí, portanto, a origem da frase “eleição em Roraima não se vence, se toma”.

“Mecias acrescentou que, com a implantação do voto eletrônico, não puderam fraudar a eleição, e ele finalmente obteve a vaga”, diz a nota. “Na frase que dá título ao vídeo que circulou, suprimiram a palavra Roraima, que o ministro claramente pronunciou, e tiraram a fala de contexto, que era a situação da votação em Roraima ao tempo do voto de papel, antes da implantação das urnas eletrônicas”, alega o gabinete.

Leia, na íntegra, a nota

“Em 8 de junho 2021, o ministro Luís Roberto Barroso atendeu, no TSE, um grupo de parlamentares, entre os quais o senador de Roraima Mecias de Jesus e seu filho, o deputado Jhonatan de Jesus. Na ocasião, o senador narrou ao ministro que, por duas vezes, ganhara eleições em seu Estado, mas que ‘as eleições lhe foram tomadas’. Daí a origem da frase ‘Eleição em Roraima não se ganha, se toma’. O senador esclareceu que assim se passava no tempo do voto impresso. E acrescentou que, com a implantação do voto eletrônico, não puderam fraudar a eleição, e ele finalmente obteve a vaga.

Ao comparecer à Câmara dos Deputados, no dia seguinte, em conversa com parlamentares, o ministro narrou a história que ouviu do senador Mecias de Jesus e repetiu a passagem que a resumia: ‘Eleição em Roraima não se ganha, se toma’. Na frase que dá título ao vídeo que circulou, suprimiram a palavra Roraima, que o ministro claramente pronunciou, e tiraram a fala de contexto, que era a situação da votação em Roraima ao tempo do voto de papel, antes da implantação das urnas eletrônicas.

Logo após a divulgação do vídeo, o deputado Jhonatan de Jesus telefonou ao ministro Barroso, relembrou o episódio e gentilmente se prontificou a esclarecer a história do vídeo distorcido.”

Leia também: “’Por que Barroso não quer lisura nas eleições’?, pergunta Bolsonaro”

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23 comentários

  1. Então vamos colocar essa questão para ser julgada por juiz de verdade, porque os ministros do STF não merecem mais o respeito dos brasileiros. Alguém tem que parar com os abusos que estamos assistindo nos últimos tempos.

  2. Boquinha de veludo, vamos fingir que voce é decente e que come pepinos e nao ocupa sua boquinha com outro tipo de alimento. Seu jumento degenerado!!

  3. Não pra entender, muito menos aceitar o fato de que um PULHA desgraçado como esse Barroso ainda não foi destituído do cargo. Em qualquer país de primeiro mundo a declarção que ele deu já teria causado seu afastamento sumário. Até quando os brasileiros de bem irão suportar o convivio com os canalhas?
    A ditadura da toga está em pleno vigor e ninguém faz nada. O Ninho de Ratos, sob ameaças desse cretino, vota contra a PEC do voto auditável, vota contra o Distritão e vota a favor das coligações, o que permitirá o aumento das falcatruas.
    Pelo amor de Deus, Presidente Bolsonaro, invoque o Artigo 142. Magistrados de verdade afirmam que é possivel que as FFAA atuem como poder moderador. Já passou da hora, Presidente.

  4. Ser foi tirada de contexto, então qual o motivo de apreensão dele ao perguntar se estava sendo gravado? Se tinha som, segundo ele disse. Todo mundo sabe que se referia a um caso passado em Roraima e esse canalha trata como piada e dão risadas de um fato grave como esse, mesmo que tenha se passado em Roraima, como poderia ter se passado em São Paulo, por que não?

  5. Se Bolsonaro ou os seus viessem a público indagando que se eles ganharem no ano que vem ninguém poderá contestar o super seguro sistema eleitoral de 1996, ou seja, dizendo entrelinhas que poderia haver desvio de votos a favor dele, então vocês veriam o efeito contrário com todo o mundo político querendo um sistema mais seguro e auditável.

  6. Me parece que esse ministro folclórico é uma figura psicodélica e pitoresca. Ele não está bem da cabeça e possivelmente é ele próprio que está fora de contexto nesse tribunal igualmente pitoresco.

  7. Nada fora de contexto. Foi safadeza mesmo, foi gozação no povo, foi a extrapolação do momento vitorioso apos intimidação dos covardes congressistas. Foi, enfim, a coroação da anarquia.

  8. Esse cara é o mais dissimulado entre os onze urubus. Esses indivíduos que infelizmente aparelharam a Suprema Corte, são mais uma das heranças malditas da era PSDB/PT. Com a esquerda no poder, é só retrocesso! Nesse vídeo ele expôs o que realmente é, um lobo de araque vestido em pele de cordeiro.

  9. Como são dissimulados. A definição do Emilio Surita, do Pânico, Jovem-Pan, é a mais correta que já ouvi: ” Os políticos, o STF, TSE, funcionários públicos, não mudarão nunca. Os políticos ensinam seus filhos a serem políticos ,que ensinam os netos e o Brasil, fica na mão destas famílias oligarcas , roubando e mantendo o mecanismo. Nós ; cidadãos honestos, pagadores de impostos, o que fazemos? ; ensinamos nossos filhos e netos a serem honestos e a pagarem impostos certinho. Logo , nunca vai renovar, quando entra novos na politica, as velhas raposas, já contaminam, e eles sucumbem rapidamente. Vejam exemplos recentes. Esta roda viva vai continuar sempre. Salvo se houver uma revolução, se não, será assim. PENSEM!

  10. Barroso, meu filho, senta aqui para o titio lhe explicar. Até os Ipês do do DF já sabem de certos áudios e vídeos comprometedores que vão fazer um rebuliço daqueles dos brabos. Segundo as boas e más línguas do DF, a lambança partiu de José ” Daniel ” Dirceu, com quem vosmicê tem laços bem próximos, fraternos, sincronizados, tipo marionete. É bom lembrar da sua liça com Gilmar Mendes, quando ele falou que o libertou Zé ” Daniel ” Dirceu. Sabe Zé ” Daniel ” Dirceu, Barroso?, é o tal cara que estaria lembrando ao STF que os onze togados estupradores da Constituição de certos débitos nada republicanos. Fica até escancarada essa disposição de você e seus pariceiros em punir quem não lhes agradas os ilustre bofes, conforme os Ipês do DF estão alardeando. Zé ” Daniel ” Dirceu, Barroso, é o cara que disse sem meias palavras que o Presidente Fux, do Instituto Lula II o inocentaria e a petistas ilustres, igualmente pegos no Mensalão e Petrolão, culminando com a liberação do líder da quadrilha, o Lula. Não seria o caso de o senhor acionar Xandão Morais para incluir o ” Capitão do Time ” no Inquérito dos Atos Antidemocráticos? E agora, Barroso, o meliante Renan Calheiros disse que vai indiciar Bolsonaro como curandeiro e charlatão, na CPI da Cleptocracia. Aí, Barroso, cabe uma intervenção de vosmicê, que conhece como poucos o curandeirismo e charlatanismo através do João de Deus, a quem o senhor incensou e teceu loas pelo espírito humanitário de quem era apenas o abusador de Abadiânia. Por fim, lhe lembro que Zé ” Daniel ” Dirceu falou que o plano dele e da quadrilha associada é ” tomar o poder, o que é diferente de ganhar eleição ” e o senhor, talvez movido pelo que os Ipês do DF estão falando, o senhor, Presidente do TSE lançou um balão de ensaio naquela sua fala sobre ” tomar eleição ” para tomar a temperatura do que vocês estão tramando, como é ilustrativo no almoço entre Xandão de Morais, Rodrigo Botafogo Maia e Rodrigo Garcia, que vem a ser o Vice do Dória. Não creio que o senhor seja um tonto, a ponto de falar esse tipo de coisa altamente suspeita por acaso, no calor da discussão sobre a confiabilidade do mecanismo de TOTALIZAÇÃO dos votos na próxima eleição. O senhor, eu sei, não é um parvo, um néscio, um abobado, um pândego, um abestado, um gaiato qualquer. E pensar, Barroso, que o senhor falou sobre o aprimoramento dos instrumentos de apuração de uma eleição, ao elogiar o sistema auditável. Nossa Senhora da Internet e Doutor Google não nos deixam esquecer, né? O senhor pode até fingir demência seletiva sobre o caso, que pode ser confundida com o que os Ipês andam falando, pois o senhor sequer deu-se ao trabalho de avaliar o impacto de desdizer-se, tão solícito que está tão apressadamente comprometido em pagar a conta com o PT. Esse Zé ” Daniel ” Dirceu deve ser bem convincente, né, Barroso?

  11. Dotô Barroso, opinião e brincadeira neste país tem acabado em xilindró ou alvorada de camburão na porta de cidadão de vida comum. Sinhô tá sabeno não?
    Diz que é coisa de homi grandão de Brasília. Pensei até que foi esse tar de Boçonário. Diz que esse homi é rim demais da conta, deu na televisão. Mas deu na televisão também que é ordi dos Supremo. Num intindi foi nada.
    Só quero intentá avisá o sinhô, pra modi o sinhô num sê preso ou os camburão levá suas coisa de cumputadô. Todo mundo tem suas coisinha que não quer saí puraí espraiano prusoto, pra quem num conhece. Minha mãezinha dizia que nossa vida particulá tem que ficar guardadim casa.
    Até um que fazia piada, assim mesmo que o sinhô fez, acordô com a puliça na porta de casa. Até um que é crone do Roberto Carlos, acordô com as luz do camburão piscando no teto. Só pode ser coisa de Borçonário, num é pussívi.
    Si esses minino fraquinho deu puliça, o sinhô tem di si cuidá.

  12. Será que não ocorreu a eleição do Mecias justamente por ter alterado a forma de votação? Afinal, votos em papel são passíveis de recontagem.

  13. Se de fato era fora do contexto, por que a preocupação imediata demonstrada na pergunta “tem áudio?” feita em seguida quando ele percebeu o que tinha falado. Percebe-se o constrangimento e o receio do negócio aparecer para o público. Em um país sério, de justiça séria, esse cara precisaria pagar pelo que tem feito.

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