Disputa por vaga de Serra no Senado gera nova crise no PSDB

José Aníbal, que assumiu o posto no Congresso, deve disputar a indicação com o presidente do diretório municipal de São Paulo
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Licenciado do cargo por quatro meses, o senador José Serra (PSDB-SP) não decidiu se disputará a reeleição
Licenciado do cargo por quatro meses, o senador José Serra (PSDB-SP) não decidiu se disputará a reeleição | Foto: Moreira Mariz/Agência Senado

Com o afastamento do senador José Serra (PSDB-SP), que se licenciou do cargo depois de ser diagnosticado com a doença de Parkinson, os tucanos voltaram a se digladiar em torno do possível nome do partido para disputar a vaga ao Senado nas eleições de 2022. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O mandato de Serra, que foi eleito em 2014, termina no ano que vem, e a possibilidade de o ex-prefeito e ex-governador de São Paulo se candidatar à reeleição diminuiu muito em função de suas condições de saúde. Com isso, abriu-se uma disputa interna para ver quem ficará com a vaga.

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O candidato “natural” ao posto é o suplente de Serra, José Aníbal, que assumiu a cadeira no Senado pelo menos por quatro meses. Os prefeitos de São Bernardo do Campo, Orlando Morando, e de Ribeirão Preto, Duarte Nogueira, articularam-se internamente para que o ex-governador Geraldo Alckmin se lançasse ao posto, mas a investida não prosperou — Alckmin deseja ser novamente candidato a governador do Estado e está deixando o PSDB rumo ao PSD do ex-prefeito Gilberto Kassab, que lhe assegurará a candidatura.

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Além de Aníbal, outro nome que se apresenta para o Senado é o do presidente municipal do PSDB de São Paulo, Fernando Alfredo, que lidera a chamada “ala covista” da legenda. “Se ele, Aníbal, quiser ser candidato, terá de se inscrever nas prévias. Hoje, eu sou o único inscrito”, disse Alfredo ao Estadão. “Eu só não vou disputar o Senado se o Geraldo ficar e for candidato. Essas conversas não serão tratadas em uma sala com charuto e vinho caro. É a militância que vai decidir.”

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Alfredo já teria angariado o apoio de 22 dos 52 diretórios zonais do partido e espera ampliar o leque até outubro. A cúpula tucana descarta realizar prévias para definir o nome do candidato ao Senado. Os dirigentes do partido dizem que Serra deve ser ouvido sobre o interesse em se candidatar a um segundo mandato.

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