Distribuição de cloroquina entra na mira do TCU, afirma jornal

Órgão cobra explicações por parte do Ministério da Saúde
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Hidroxicloroquina
Hidroxicloroquina | Foto: Divulgação/EMS

O Tribunal de Contas da União (TCU) vê indícios de irregularidades na distribuição de cloroquina e hidroxicloroquina feita recentemente pelo Ministério da Saúde. Segundo reportagem do jornal Folha de S. Paulo publicada nesta terça-feira, 26, as suspeitas foram apontadas por auditoria vinculada ao órgão.

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No entendimento do TCU, a distribuição dos medicamentos à rede do Sistema Único de Saúde (SUS) para pacientes em tratamento contra a covid-19 deveria ser considerada ilegal. De acordo com o material publicado pela Folha, a área técnica do órgão afirmou que, nesse caso, o Ministério da Saúde não seguiu o parecer da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

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“Como não houve manifestação da Anvisa acerca da possibilidade de utilizar os medicamentos à base de cloroquina para tratamento da covid-19, tampouco dos órgãos internacionais antes mencionados, verifica-se não haver amparo legal para a utilização de recursos do SUS para o fornecimento desses medicamentos com essa finalidade”, afirma trecho do documento do TCU.

Apesar do entendimento por parte de auditores do TCU, autoridades do governo federal — como o presidente Bolsonaro e o ministro das Comunicações, Fábio Faria — fizeram uso da hidroxicloroquina ao ser diagnosticadas com coronavírus. Titular da Saúde, Eduardo Pazuello chegou a dizer que tinha tomado o “kit completo” contra a covid-19. Favorável ao remédio como forma de combate ao vírus chinês, a pasta liderada por ele enviou, já em 2021, 120 mil comprimidos de hidroxicloroquina a Manaus.

Posicionamento

Como relator do processo no TCU contra o Ministério da Saúde entregue pela auditoria, o ministro Benjamin Zymler cobra explicações da pasta. Ele deu cinco dias para o ministro Eduardo Pazuello explicar-se a respeito da distribuição de cloroquina e hidroxicloroquina a infectados com a covid-19. O prazo começou a contar na última sexta-feira, 22. Ou seja: Pazuello tem até amanhã para se justificar ao TCU.

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