Eduardo Leite: ‘Não adianta ser o melhor candidato para um Estado, tem que ser para o Brasil’

Governador do Rio Grande do Sul critica modelo de prévias proposto por aliados de João Doria, outro aspirante ao Planalto
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João Doria e Eduardo Leite são os dois principais nomes do PSDB para as prévias do partido
João Doria e Eduardo Leite são os dois principais nomes do PSDB para as prévias do partido | Foto: Roberto Casimiro/Estadão Conteúdo

Um dos pré-candidatos do PSDB à Presidência da República em 2022, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, defendeu maior igualdade entre os postulantes na prévias que o partido deve realizar até o fim do ano para escolher o nome que disputará o Planalto.

Leite defende o modelo em que os filiados tenham 25% de participação na votação das prévias. O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), considerado favorito à indicação, quer que esse peso seja de 50%. “Não faz sentido ter prévias se partir de uma regra que desequilibra [a disputa] de forma quase irreparável”, disse o governador gaúcho em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo.

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“O modelo reflete o tamanho dos estados e o tamanho dos partidos nos Estados. E São Paulo ainda tem uma capacidade de mobilização [de militantes] desigual, porque o partido está há anos no governo e por ter feito prévias recentemente”, afirmou Leite.

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Sem citar o nome de Doria, o governador do Rio Grande do Sul afirmou que o PSDB tem de escolher um nome que seja bem aceito nacionalmente, e não tenha força apenas dentro de seu Estado. “Não adianta ser o melhor candidato para um Estado ou para o partido apenas. Tem que ser o melhor candidato para o Brasil, contemplando os diversos Estados com seus pesos”, disse.

“Das prévias vai emergir um candidato para o Brasil, não para o partido. Como a gente ajusta os pesos para que as prévias consigam traduzir melhor o sentimento nacional. O Brasil, do ponto de vista da estrutura partidária, tem um formato, mas o Brasil que vai escolher o presidente tem outro”, completou Leite.

Além de Eduardo Leite e João Doria, o PSDB tem outros dois pré-candidatos:  o senador Tasseo Jereissati (CE) e o ex-prefeito de Manaus Arthur Virgílio (AM). “Se houver alguma outra candidatura que daqui a pouco consiga demonstrar clara forma de furar essa polarização [entre o presidente Jair Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva, do PT], eu não tenho nenhum problema de retirar minha candidatura e apoiar”, afirmou Leite. “Se acontecer alguma mudança nisso tudo, pode acontecer. Vai retirar para o Tasso, o Tasso vai retirar para mim, não sei, eu não consigo fazer esse exercício de projeção.”

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