Eleições 2022: economista prevê ‘crise fiscal aguda’

Pleito deste ano ocorreu com "bonança" para prefeitos, avalia Samuel Pessoa
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Pleito deste ano ocorreu com “bonança” para prefeitos, avalia Samuel Pessoa

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As eleições gerais de 2022 ocorrerão em momento financeiro diferente para o Brasil. Ao contrário do pleito deste ano, em que prefeitos e vereadores foram eleitos, o Brasil deverá enfrentar problemas fiscais, acredita o diretor de pesquisas econômicas do Julius Baer Family Office, Samuel Pessoa. Ele falou sobre a futura relação política com a economia durante webinar transmitido na manhã desta segunda-feira, 7.

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“Daqui a dois anos não estaremos com dinheiro”, disse Pessoa durante sua apresentação on-line. Nesse sentido, destacou que, apesar de o país estar em situação de calamidade pública, prefeitos chegaram à disputa deste ano com dinheiro em caixa. Para o economista, tal fato ajudou no alto porcentual de reeleições. O cenário será diferente em 2022, acredita o pesquisador da Julius Baer Family Office. “[Estaremos diante de uma] crise fiscal aguda, pois a dívida aumentou muito”, observou o economista.

Ainda sobre política, Samuel Pessoa destacou a vitória do Centrão nas urnas em 2020. Situação que pode ajudar a fazer com que esse bloco consiga eleger mais deputados federais nas eleições de 2022, o que dará protagonismo para a aprovação — ou não — de pacotes econômicos no decorrer da próxima legislatura.

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1 comentário

  1. Acredito que com a saída de maia da Câmara em 2021, as reformas pretendidas pelo governo irão progredir no biênio 21/22, bem como as privatizações, com isso a máquina estatal perde tamanho, e ainda consegue arrecadar algum dinheiro, caso isso não seja o suficiente, Guedes estuda queimar as reservas de dólares para diminuir ainda mais a dívida. Mesmo que os partidos de centro esquerda como PSDB, DEM ou MDB venham a aumentar sua bancada na Câmara e no senado, ela só poderá tomar posse em 2023, e as eleições já teriam passado.

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