Bancada feminina aumenta 18% na Câmara dos Deputados

Mulheres representam a maioria do colégio eleitoral do país (52,65%)
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Trata-se de um número maior do que o do último pleito, de 77 mulheres
Trata-se de um número maior do que o do último pleito, de 77 mulheres | Foto: Depositphotos

Com o primeiro turno das eleições deste ano, a bancada feminina da Câmara dos Deputados será composta de 91 mulheres, cerca de 18%. Este número é maior do que o do último pleito, de 77 mulheres.

O Brasil tem 26 Estados mais o Distrito Federal. Em oito desses, as candidatas mulheres foram as mais votadas: Bia Kicis (PL-DF), com 214.733 votos; Caroline Toni (PL-SC), com 227.632 votos; Natália Bonavides (PT-RN), com 157.565 votos; Yandra de André (União-SE), com 131.471 votos; Silvye Alves (União-GO), com 254.653 votos; Dra. Alessandra Haber (MDB-PA), com 258.907 dos votos; Socorro Neri (PP-AC), com 25.842 dos votos; e Detinha (PL-MA), com 161.206 dos votos.

O PL e a federação do PT foram os partidos que conquistaram mais mulheres eleitas. Além disso, ambos também possuem as maiores bancadas da Câmara. O PT elegeu 21 deputadas. Já o PL, elegeu 17.

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O PSD aumentou em 300% o número de mulheres eleitas. Agora, possuem quatro representantes na sua bancada. Anteriormente, tinha somente uma. A bancada feminina da Câmara também obteve, neste pleito, pela primeira vez na história, duas deputadas trans: Erika Hilton (Psol-SP) e Duda Salabert (PDT-MG).

Incentivo eleitoral

Conforme a agência de notícias da Câmara, a lei eleitoral brasileira trouxe incentivos às candidaturas femininas. De acordo com a legislação, os partidos precisam indicar 30% de mulheres para candidaturas à Câmara dos Deputados, e as candidaturas femininas possuem direito a 30% dos recursos do fundo eleitoral e 30% do horário de rádio e TV.

A partir deste pleito, os votos entregues a candidatas mulheres para o cargo de deputada contam em dobro para a distribuição do fundo partidário e do tempo de TV dos partidos. Contudo, os incentivos podem ser desvirtuados com as “candidaturas laranja” (de fachada) que cumprem a regra para desviar recursos. Mesmo com pouca representação nas esferas de poder, as mulheres representam a maioria do colégio eleitoral do país (52,65%).

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