Revista Oeste - Eleições 2022

Campanha presidencial: como foram as 48 horas iniciais

Jair Bolsonaro focou o início da campanha em Juiz de Fora, Minas Gerais. Enquanto isso, Lula (PT) escolheu seu berço político, São Bernardo do Campo (SP)
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À esq., evento com o presidente Jair Bolsonaro. À dir., evento com Lula
À esq., evento com o presidente Jair Bolsonaro. À dir., evento com Lula | Foto: Montagem Revista Oeste/Redes Sociais

Dada a largada, nesta terça-feira, 16, as campanhas eleitorais dos candidatos à Presidência da República já tiveram, nas 48 horas iniciais, atividades que foram de caminhadas a encontro com eleitores. Jair Bolsonaro (PL) focou o início da campanha em Juiz de Fora, Minas Gerais. Enquanto isso, Lula (PT) escolheu seu berço político, São Bernardo do Campo (SP) para o começo das atividades. Ambos se encontraram na posse do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes.

Nessas 48 horas iniciais, Bolsonaro voltou ao local onde quase foi assassinado, em 2018. Nesta quarta-feira, 17, o chefe do Executivo se reuniu com alguns prefeitos em Brasília, Distrito Federal.

“Agradeço a Deus pela minha segunda vida e entendo a missão de ser o chefe do Executivo desta nação”, disse Bolsonaro, durante a estreia. “Nós sabemos da luta do bem contra o mal. Sempre pregamos e defendemos a liberdade absoluta. Se uma pessoa se sentir ofendida, que vá à Justiça, mas não podemos criar leis, como a de fake news.”

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No encontro com lideranças religiosas, o presidente também afirmou que as igrejas foram fechadas durante a pandemia de covid-19 e chamou o protocolo de “ditadura da pandemia”. “Além das igrejas, pessoas foram proibidas de trabalhar, alguns mandando prender até quem estava na praia”, explicou.

Já Lula (PT), nas 48 horas iniciais, esteve na porta da montadora Volkswagen, em São Bernardo do Campo, e deu continuidade, hoje, em um encontro com empresários de micros e pequenos negócios, no centro de São Paulo.

“Aos 50 anos de vida pública, oito dos quais presidindo o país, volto ao lugar onde tudo começou: a porta da fábrica”, escreveu Lula nas redes sociais, anunciando seu evento na porta da montadora. “Como primeiro ato de campanha, visito a Volkswagen, levando aos trabalhadores uma mensagem de esperança: vamos juntos consertar o Brasil.”

Em outro momento do ato, o petista partiu para os ataques e disse que o atual presidente está “possuído pelo demônio”. “Ele foi negacionista, não acreditou na ciência, não acreditou na medicina. Acreditou na mentira. Se tem alguém possuído pelo demônio é esse Bolsonaro.”

Lula também aproveitou a oportunidade para tentar dialogar com o público evangélico, parcela do eleitorado que ele tenta ganhar. Conforme o ex-presidente, Bolsonaro está tentando manipular evangélicos como um “fariseu”.

“Bolsonaro é um fariseu e está tentando manipular a boa-fé de homens e mulheres evangélicos que vão à igreja tratar da sua fé, da sua espiritualidade”, afirmou Lula. “Ele conta mentiras o tempo inteiro. Mentiras sobre o Lula, sobre a mulher do Lula, sobre vocês, sobre índios e quilombolas”, disse.

Durante o ato com empresários, hoje, o petista deixou de lado os ataques e defendeu uma cota para pequenos empreendedores. “Não é possível a gente pensar que a pequena e a média empresa vão sobreviver, se a gente não tiver uma reserva nas compras governamentais”, disse.

Simone e Ciro também investiram em encontros

Simone Tebet (MDB) estreou sua campanha participando de um evento com 40 representantes do setor cultural, na casa de duas pessoas ligadas ao banco Itaú, em Pinheiros, São Paulo. A ex-senadora defendeu a importância do Itamaraty, afirmando que a cultura brasileira deve voltar a ser uma ferramenta que projeta o país no exterior. “É como o agronegócio, é comprado, mas não é vendido. A cultura precisa ser vendida.”

Caso seja eleita, Simone prometeu retomar o Ministério da Cultura, transformado em secretaria no governo de Bolsonaro. “É um setor que gera emprego e pode alavancar a economia do Brasil”, explicou.

A candidata também observou que as relações internacionais são fundamentais para atrair investimentos privados que esperam bons projetos. “São US$ 40 bilhões parados nesses fundos que querem investir, mas com compromisso com a economia verde”, disse.

Hoje, Simone visitou uma creche mantida por doações, localizada na periferia de Brasília, DF. “Fiz questão de começar nossa campanha no centro do poder para mostrar que a desigualdade social e a miséria abarcam qualquer canto desse país”, explicou. Segundo a candidata, com os municípios, ela pretende concluir mais de 2 mil creches e escolas inacabadas no Brasil.

O candidato à Presidência Ciro Gomes (PDT) iniciou sua campanha em Guaianazes, São Paulo. Rodeado de moradores, o ex-governador do Ceará destacou algumas propostas, como o programa de renda mínima, que, em seu eventual governo, iria somar R$ 1 mil. “A ideia é unificar as transferências de renda. Todo cidadão que por domicílio ganhar até R$ 417 será complementado sua renda até R$ 1 mil”, explicou Ciro.

O ex-governador do Ceará também visitou, hoje, o bairro 120, em Santana de Parnaíba, SP. Elvis César, ex-prefeito da cidade e candidato ao governo paulista, acompanhou Ciro na visita. “Vim sinalizar que precisamos construir um Brasil justo para todos”, disse o candidato ao Palácio do Planalto. “Quero erradicar a miséria, a pobreza, a fome e a doença neste país.”

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5 comentários Ver comentários

  1. Pois é, Lula, 50 anos de vida pública, só no blá, blá,blá, sem editar um livro sequer, mas conseguiu enriquecer a si e aos filhos, que até 2002 não tinham muitas posse, certo?Lula, explique-se.

  2. Por que a Oeste não mostrou a quantidade de apoiadores de Lula e de Bolsonaro nas fotos – desta forma favoreceu Lula que não tinha muito público.

  3. Esse Lula é um defunto político, o Ciro sem comentários e a Simone Tebet, pelo amor de Deus, o ministério da cultura vai alavancar a economia? Quê intelijumência, quem alavanca é a indústria e agronegócio, infeliz

  4. Pelo que foi noticiado Lula cancelou o primeiro ato que seria na porta da fábrica da montadora de carros, alegando falta de segurança, mas acho que o real motivo era que não tinha público.

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