‘Forças Armadas não terão nem mais, nem menos’, afirma Moraes

Em vitória dos militares, TSE aprovou por unanimidade em setembro a realização de testes em urnas no dia da eleição
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Foto: Antonio Augusto/Secom/TSE
Foto: Antonio Augusto/Secom/TSE

A menos de duas horas do final do primeiro turno das eleições gerais, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, afirmou que as Forças Armadas não terão nem mais nem menos informações que qualquer cidadão em relação à apuração dos resultados. A eleição ocorre até às 17h, quando a Justiça Eleitoral inicia o processo de totalização dos votos.

“As Forças Armadas têm acesso aos boletins de urnas e isso é possível a todas as entidades de fiscalização. As Forças Armadas terão os menos dados de todas as pessoas, nem a mais, nem a menos”, afirmou o ministro.

Em uma vitória dos militares, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou por unanimidade em setembro a realização de testes em urnas no dia da eleição, com a utilização de biometria e participação de eleitores voluntários no chamado Teste de Integridade. A inclusão da biometria foi apresentada pelo ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, ao presidente do TSE, Alexandre de Moraes, mas ainda dependia de aprovação do plenário da Corte.

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O teste de urnas, realizado em todas as eleições, consiste em retirar uma pequena parte das urnas das seções, no dia da eleição, e levá-las para o Tribunal Regional Eleitoral de cada Estado. Lá, em um ambiente monitorado por um juiz, servidores, técnicos e representantes de partidos, é realizada uma votação simulada, em que os mesmos votos digitados na urna são registrados em cédulas. Ao fim, o resultado eletrônico é comparado ao das cédulas em papel — desde 2002, quando o teste começou a ser realizado, discrepâncias não foram identificadas.

Nesta semana, o PL, partido do presidente da República e candidato à reeleição Jair Bolsonaro, divulgou um documento em que informa supostas falhas no sistema eleitoral brasileiro. Ontem, em resposta à sigla, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) afirmou que o texto possui conclusões falsas e mentirosas e abriu uma investigação sobre o material. Segundo a Corte Eleitoral, o partido do presidente da República atenta contra o Estado Democrático.

Neste domingo, Moraes voltou a afirmar que as alegações do PL não procedem.

“O TSE afirma que o documento é mentiroso e fraudulento. Vamos apurar quem fez, como fez e como pagou e se pagou pela fraude. Isso, além de crime eleitoral, é crime comum e será apurado. O PL, como todos os outros partidos, inclusive as Forças Armadas, têm acesso os boletins políticos”, garantiu.

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