Lula x Bolsonaro: partidos declaram apoio aos candidatos no 2º turno

PDT e Cidadania querem o petista, enquanto Zema, Castro, Moro e Dallagnol preferem o atual presidente
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Lula e Bolsonaro começam a receber apoio de partidos e políticos
Lula e Bolsonaro começam a receber apoio de partidos e políticos | Foto: Montagem Revista Oeste/Marcelo Camargo/Agência Brasil/Ricardo Stuckert

Os partidos e os políticos começam a manifestar suas preferências no segundo turno das eleições presidenciais. Nesta terça-feira, 4, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu o apoio formal do PDT e do Cidadania. O presidente Jair Bolsonaro (PL), por sua vez, foi escolhido pelo ex-juiz Sergio Moro (União), eleito senador no domingo 2, e pelos governadores Romeu Zema (Novo-MG) e Cláudio Castro (PL-RJ).

Bolsonaro obteve pouco mais de 51 milhões de votos (43,2%), enquanto Lula foi o preferido de 57,2 milhões de eleitores (48,4%).

PDT e Cidadania querem Lula

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Na segunda-feira 3, o presidente nacional do Cidadania, Roberto Freire, anunciou que seu partido apoiaria a candidatura do petista. “Encaminhei à Executiva Nacional, que se reúne nesta terça-feira, às 12 horas, posicionamento a favor de que o partido declare apoio a Lula no segundo turno”, escreveu, em nota oficial. O apoio foi formalizado nesta terça-feira.

Nesta tarde, o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, anunciou apoio à candidatura do ex-chefe do Executivo. “O que está em jogo são dois projetos completamente diferentes”, argumentou. “De um lado está Lula, um democrata. De outro, Bolsonaro, aspirante a ditador.”

O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) acompanhou a decisão de seu partido. Em pronunciamento nas redes sociais, o pedetista alegou que, “frente às circunstâncias”, apoiar o petista é a melhor decisão para o momento.

“Acompanho a decisão do meu partido, o PDT”, disse Ciro, ao ratificar o apoio a Lula. “Frente às circunstâncias, é a última saída. Lamento que a trilha democrática tenha se afunilado a tal ponto que reste aos brasileiros duas opções que, a meu ver, são insatisfatórias.”

Moro, Zema, Castro e Garcia escolhem Bolsonaro

Deltan Dallagnol (Podemos), ex-procurador da República e ex-coordenador da Operação Lava Jato, foi o primeiro a manifestar apoio a Bolsonaro. “É preciso unir o centro e a direita”, advertiu. “Sou independente, conservador, cristão evangélico. Tenho ressalvas ao governo atual, mas, apesar das ressalvas, no segundo turno, meu voto será em Bolsonaro.”

Símbolo da Lava Jato, Moro também declarou apoio ao atual presidente. “Lula não é uma opção eleitoral, com seu governo marcado pela corrupção da democracia”, escreveu o ex-ministro, no Twitter. “Contra o projeto de poder do PT, declaro, no segundo turno, meu apoio a Bolsonaro.”

Nesta terça-feira, Zema formalizou o apoio ao atual chefe do Executivo. “Acredito mais na proposta do presidente Jair Bolsonaro que de seu adversário, Lula”, declarou, em coletiva de imprensa no Palácio do Planalto.

Ontem, em entrevista à CNN Brasil, o governador de Minas Gerais explicara os motivos de sua decisão. “Sabemos que, no passado, o PT foi uma grande tragédia em MG”, afirmou. “Foi uma das gestões mais desastrosas que o Estado já teve. Como sou mineiro e senti na pele esse desastre, tenho a obrigação de combater um governo que causou danos enormes não só ao Estado, mas também a cidades grandes, como Uberlândia e Pouso Alegre, que tiveram tragédias nas gestões do PT.”

O atual governador de São Paulo, Rodrigo Garcia (PSDB), anunciou nesta terça-feira apoio a Bolsonaro no segundo turno. “Com muita honra, declaro meu apoio ao presidente Bolsonaro”, declarou. “Não quero o PT em São Paulo, muito menos para o Brasil. Meu apoio incondicional e meu trabalho neste segundo turno são para que o presidente Jair Bolsonaro possa se reeleger.”

O deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS) também declarou apoio à reeleição de Bolsonaro. “Não temos convergência nenhuma com o projeto de poder do PT”, afirmou. “Quando Lula foi presidente, houve o Mensalão e o Petrolão. Tivemos apoio a uma série de ditaduras mundo afora e uma posição ideológica que contraria nossos princípios liberais e conservadores.”

A partir desse cenário, o parlamentar decidiu apoiar a candidatura de Bolsonaro à reeleição. “É para evitar a volta de Lula ao poder, que, na verdade, deveria estar cumprindo pena na cadeia, não concorrendo à Presidência”, concluiu.

Paulo Ganime (Novo), candidato ao governo do Rio de Janeiro, seguiu o mesmo caminho. “Acompanhei de perto o governo do presidente Jair Bolsonaro, que teve erros e acertos”, observou. “Nenhum erro se compara ao que seria o retorno do PT e do Lula ao governo. Lula não deveria ser candidato. É candidato  apenas porque houve uma manobra do Supremo Tribunal Federal (STF) para descondená-lo. Lula deveria estar preso.”

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