Senador protocola pedido para abrir CPI das Pesquisas

Marcos do Val (Podemos-ES) enviou o requerimento ao Senado

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Senador Marcos do Val (Podemos) quer investigar os institutos de pesquisa
Senador Marcos do Val (Podemos) quer investigar os institutos de pesquisa | Foto: Reprodução/Agência Senado

O senador Marcos do Val (Podemos-ES) enviou na segunda-feira 3 um requerimento para abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) contra os métodos de apuração das pesquisas eleitorais dos principais institutos brasileiros. Ele defende investigar o sistema e os modelos adotados na realização dos levantamentos.

“A gente precisa discutir e ver o que está acontecendo. Precisamos intimar esses proprietários, sabatinar os técnicos, investigar a fundo”, disse Do Val, em entrevista nesta terça-feira, 4, ao Jornal da Manhã, da rádio Jovem Pan.

Segundo o parlamentar, a comissão seria necessária para “aferir as causas das expressivas discrepâncias entre as referências prognósticas, principalmente de curtíssimo prazo, e os resultados apurados”.

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Outros pedidos de CPI

Com a diferença entre as pesquisas e o resultado das urnas, parlamentares propuseram diferentes ações. O líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), anunciou ontem que vai apresentar um projeto de lei para criminalizar o erro nas pesquisas.

Eduardo Bolsonaro (PL-SP), deputado federal reeleito e filho do presidente Jair Bolsonaro (PL), disse que começou a coletar assinaturas para abrir uma comissão para investigar os institutos de pesquisa.

Houve erros grosseiros, como os mais de 10 pontos porcentuais em relação ao que apontavam as pesquisas na véspera da eleição e o resultado das urnas no domingo 2, em desfavor do presidente Jair Bolsonaro (PL). A diferença foi de 5 pontos: Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ficou com 48% e Bolsonaro com 43%. Também houve erros significativos para os cargos de governador e senador em vários Estados.

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9 comentários Ver comentários

  1. Erros grosseiros nas pesquisas que dizem empregar métodos científicos e modelos matemáticos, e que notoriamente tem o poder de induzir um extrato de eleitores a votar no candidato que está a frente, parecem deliberados e cheiram a fraude. Já passa da hora desses institutos serem responsabilizados criminalmente.

  2. ALÉM DE INVESTIGAÇÃO DETALHADA, FAZ-SE NECESSÁRIO DETERMINAR, VIA LEI, A
    PROIBIÇÃO DE DIVULGAÇÃO DE PESQUISAS ELEITORAIS NOS DEZ DIAS ANTERIORES AO PLEITO. NA ITÁLIA, ESSAS PESQUISAS SÃO PROIBIDAS NOS QUINZE DIAS QUE
    ANTECEDEM AS ELEIÇÕES.

  3. Não foi erro, foi CRIME, e premeditado!
    Há que se investigar os propósitos, quebrar sigilos, convocar os proprietários destas empresas envolvidas e quem os financiou, afim de inqueri-los, levantar a quantia de dinheiro e benefícios prometidos ou recebidos. É preciso “enquadrar” esta empresas, além de que, todas elas se beneficiam do vexatório e vergonhoso Fundo Partidário, que é dinheiro surrupiado do trabalhador, via impostos. A lista desta gang é extensa, como se vê abaixo:
    Folha de São Paulo/Data Folha
    Rede Globo/Ipec-Ibope
    UOL/Yahoo Brasil,
    BTG Pactual (Banco),
    Quaest Consultoria,
    PoderData/Grupo de Comunicação Poder360
    ATLAS INTELL/CIVI-CO/Negócios de Impacto Social….

  4. Na eleição do dia 02/10 os Pro$tituo$ de Pe$qui$a$ repetiram o modus operandi de 2018 sem o menor constrangimento, visto que quem paga as pe$qui$a$ compra os resultados. Alguém precisa averiguar com seriedade os danos que esses vendilhões das próprias podres almas fazem e quanto ganham com isso. Especialmente nos casos da Bahia e Minas Gerais, tanto o TSE quanto essas ” lojinhas de porcentagens “, como em definiu o Augusto Nunes, precisa-se explicar como o Datafolha dava ACM Neto eleito no 1o Turno e o que se viu foi absurdamente diferente, e como o Governador eleito de Minas, o Deputado Federal mais votado do país, o Deputado Estadual mais votado, o Senador eleito que votaram no Bolsonaro não carrearam os votos para o Presidente. Não tem nexo histórico nada disso.

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