Revista Oeste - Eleições 2022

TSE recusa pedido de militares sobre acesso a dados de eleições anteriores

Em 1° de agosto, o ministro da Defesa enviou um ofício para acessar os códigos-fonte da urna eletrônica
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Segundo o TSE, em julho, os sistemas devem passar por novos testes | Foto: Divulgação
Segundo o TSE, em julho, os sistemas devem passar por novos testes | Foto: Divulgação

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recusou nesta segunda-feira, 8, um pedido das Forças Armadas (FA) sobre o envio de informações dos dois últimos pleitos gerais (2014 – 2018). Trata-se de um documento enviado a Paulo Sérgio Nogueira, ministro da Defesa, informando que as entidades fiscalizadoras das eleições, como a FA, “não possuem poderes de análise e fiscalização de eleições passadas, não lhes cumprindo papel de controle externo do TSE”.

O tribunal encaminhou dois documentos a Nogueira: um ofício assinado pelo ministro Edson Fachin, do TSE, e outro anexo com respostas da área técnica da Corte. O anexo informou que as regras sobre as eleições passadas determinam que pedidos desse tipo fossem realizados até 13 de janeiro de 2015 (pleito de 2014) e 17 de janeiro de 2019 (pleito de 2018).

Já em outra solicitação, a FA pediu a base de dados dos boletins de urna das eleições de 2014 e 2018. Como resposta, a instituição recebeu um link que direciona ao “portal de dados abertos do TSE”, em que as informações estão disponíveis.

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No documento, o ministro Fachin cita regras sobre a atuação das entidades que fiscalizam as eleições. “A comunicação escrita não se presta a detalhar para as entidades fiscalizadoras elementos sobre especificação e desenvolvimento de sistemas que devam ser aferidos exclusivamente in loco na ambiência do TSE”, disse.

Em 1° de agosto, o ministro da Defesa enviou ao TSE um ofício para acessar os códigos-fonte da urna eletrônica. Além disso, também solicitou informações que, anteriormente, havia pedido em julho deste ano para a FA. Os dados dos dois últimos pleitos estavam entre as solicitações. Na época, o general disse que a falta de resposta poderia prejudicar o trabalho da equipe.

Os códigos da urna foram abertos, em outubro do ano passado, estando disponíveis para inspeção das entidades que fiscalizam as eleições. “Cumpre ainda frisar que todas as informações solicitadas pelas entidades fiscalizadoras e membros da Comissão de Transparência das Eleições são sempre respondidas, por ofício circular”, informou Fachin.

Nesta segunda-feira, 2, o TSE excluiu o coronel Exército Ricardo Sant’Anna do grupo que fiscalizava as eleições deste ano. A motivação seria a divulgação, por parte do coronel, de “informações falsas a fim de desacreditar o sistema eleitoral brasileiro”. A FA iniciou a inspeção do código-fonte da urna na terça-feira 3.

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15 comentários Ver comentários

  1. Na eleição Aécio x Dilma lembro de ter visto o gráfico da contagem da apuração.

    Aécio liderava com folga, quando “do nada” a curva se inverteu.

    Na época reparei que o final da curva, onde a Dilma supostamente começou a ter mais votos que o Aécio, a área abaixo do gráfico de ambos ficou espelhada (iguais).

    Estatisticamente isso é impossível de acontecer, pois os dois canditados teriam que ter recebido e perdido o mesmo número de votos ao longo do tempo, até o fim da apuração (a cada dois votos para Dilma, um para o Aécio)

    Esse comportamento parece ter sido programado.

  2. E para surpresa de zero pessoas, nada acontecerá! Os generais, do alto de seus gabinetes, com suas pomposas gratificações, continuarão suas vidas e nada farão para mudar esse cenário.

  3. Só esconde dados aquele que tem culpa. Qual a credibilidade desses políticos de esquerda travestidos de juízes? Segundo as pesquisas na população muito baixa.

    1. De acordo. Os rastros do crime estão sendo apagados.
      Sabem que já foram descobertos, e que de forma inequívoca, vão ser condenados caso o nine não for “imposto” ao Planalto.

  4. Em sucessivas negativas de solicitações das FFAA ao TSE, fica patente o dito popular: “TRISTE DO PODER QUE NÃO PODE!
    FFAA, “até quando testaras paciência nossa”?

  5. Nós eleitores temos o direito a uma apuração séria e aberta dos votos. Portanto fachin, canalha de toga, está na hora de cumprir a Constituição.

  6. Instituição sem nenhuma credibilidade com a população e assim continuam ladeira abaixo
    Não permitem a clareza dos fatos aos quais todos queremos saber , por direito assegurado na constituição.
    Um dia a casa cai , espero que seja em breve!!
    São nossos funcionários muito bem pagos , mais do que merecem e nos devem satisfação dos trabalhos que prestam.

  7. TODOS os dados solicitados devem ser enviados para as FA’s , sem demora . Senão vai ficar a justa dúvida sobre a tão propalada ” transparência e segurança” das urnas . Ou não é ” democrático” requerer estes dados ?

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