O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirma que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), busca matar o seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Na manhã deste sábado, 22, o magistrado acatou o pedido da Polícia Federal (PF) e determinou a prisão preventiva do ex-chefe de Estado.
Com o pai encaminhado à Superintendência da PF em Brasília, Eduardo lamentou a situação. O parlamentar, que desde o início do ano vive com a mulher e os filhos nos Estados Unidos, lembrou o fato de Bolsonaro ter sido vítima de atentado durante a campanha eleitoral de 2018. Na ocasião, o então candidato a presidente foi esfaqueado na região do abdômen por Adélio Bispo, ex-militante do Psol.
Receba nossas atualizações
“Moraes está tentando concluir o que Adélio Bispo, o homem que esfaqueou meu pai em 2018, começou”, afirmou o deputado, em postagem publicada, originalmente em inglês, em seu perfil na rede social X. “O que aconteceu hoje foi uma prisão preventiva, não o início de qualquer sentença relacionada ao chamado caso do ‘golpe da Disney’.”
+ Leia mais notícias de Política em Oeste
Além disso, Eduardo repudiou a explicação de Moraes ao determinar a prisão preventiva. De acordo com o magistrado do STF, a vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) justificaria a decisão contra o ex-presidente.
“Moraes tratou uma simples vigília de oração, convocada pelo meu irmão Flávio, filho de Jair Bolsonaro, como se fosse um ato criminoso”, prosseguiu o deputado, ao compartilhar crítica ao ministro pelo assessor norte-americano Jason Miller, conselheiro do presidente dos EUA, Donald Trump. “É uma completa loucura.”
Eduardo junta-se, assim, a integrantes da família Bolsonaro que lamentaram publicamente a prisão preventiva do ex-presidente da República. Mais cedo, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro compartilhou trecho da Bíblia que afirma que “o Senhor te guardará de todo mal”. Às 13h, Flávio deu início, por meio de seu canal no YouTube, a uma transmissão ao vivo, na qual critica Moraes.
A prisão preventiva de Bolsonaro
Bolsonaro foi detido, de forma preventiva, por agentes da PF por volta das 6h20 deste sábado. Na sequência, ele passou por exame de corpo de delito no Instituto Médico-Legal do Distrito Federal, de onde foi encaminhado para uma cela na superintendência da corporação na capital do país. O ex-presidente irá encarar audiência de custódia neste domingo, 23.
Leia mais:
A Moraes, que deu aval para a prisão, a corporação policial afirmou, entre outros pontos, que houve violação da tornozeleira eletrônica. Bolsonaro usa o equipamento desde 4 de agosto, quando o ministro do STF determinou a reclusão domiciliar.
A prisão preventiva não tem relação direta com a condenação a mais de 27 anos de detenção de Bolsonaro pela 1ª Turma do Supremo. Para esse processo, os advogados do ex-presidente seguem com ações de contestação.
Leia também: “Teatro supremo”, reportagem de Cristyan Costa e Silvio Navarro publicada na Edição 286 da Revista Oeste









































Entre ou assine para enviar um comentário.
Você precisa de uma assinatura válida para enviar um comentário, faça um upgrade aqui.