Em relatório paralelo, Girão pede indiciamento de Carlos Gabas, do Consórcio Nordeste

Crimes atribuídos são organização criminosa, improbidade administrativa, corrupção passiva e fraude em licitação
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O senador Eduardo Girão (Podemos-CE) apresentou relatório paralelo na CPI da Covid
O senador Eduardo Girão (Podemos-CE) apresentou relatório paralelo na CPI da Covid | Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Em relatório paralelo apresentado à CPI da Covid nesta segunda-feira, 25, o senador Eduardo Girão (Podemos-CE) sugeriu o indiciamento do secretário-executivo do Consórcio Nordeste, Carlos Eduardo Gabas, por pelo menos quatro crimes: organização criminosa, improbidade administrativa, corrupção passiva e fraude em licitação ou contrato dela decorrente.

O Consórcio Nordeste e a atuação de Gabas durante a pandemia de covid-19 foram temas abordados na reportagem de capa da Edição 83 da Revista Oeste, de autoria do jornalista Silvio Navarro.

Leia: “Uma CPI de verdade”, reportagem de Silvio Navarro publicada na Edição 83 da Revista Oeste

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Gabas é um político da cidade de Araçatuba, no noroeste paulista, servidor de carreira do INSS. Petista orgânico, ligado à máquina partidária, é muito amigo de figuras como o ex-presidente da sigla Ricardo Berzoini, do Sindicato dos Bancários, e do prefeito de Araraquara, Edinho Silva. Foi Berzoini quem o levou para o ministério do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva quando comandou a pasta da Previdência Social, cargo que o próprio Gabas herdaria anos depois na gestão Dilma Rousseff. Também comandou a Secretaria de Aviação Civil.

À frente do Consórcio Nordeste, Gabas foi responsável pela aquisição de 300 respiradores — que nunca existiram — ao custo de quase R$ 50 milhões. “Foi um dos maiores roubos durante a pandemia do coronavírus, não tenho dúvida nenhuma disso”, afirmou o deputado estadual Kelps Lima (Cidadania-RN), que preside uma CPI na Assembleia Legislativa do Estado. “Há confissão, delação premiada e os documentos são estarrecedores.”

Em entrevista ao UOL, Gabas afirmou estar “indignado” e disse que o pedido de Girão é uma tentativa de desviar o foco das investigações relacionadas à atuação do governo do presidente Jair Bolsonaro na pandemia. “O consórcio pagou antecipado por respiradores que não foram entregues, e nós denunciamos à polícia. Os empresários foram presos”, alegou.

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