Entenda o projeto de privatização dos Correios aprovado na Câmara

Modelo escolhido pelo governo foi a venda de 100% da estatal; texto ainda será analisado pelo Senado
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Empresa que comprar a estatal terá o nome de Correios do Brasil | Foto: Divulgação
Empresa que comprar a estatal terá o nome de Correios do Brasil | Foto: Divulgação

A Câmara dos Deputados concluiu nesta quinta-feira, 5, a votação do Projeto de Lei (PL) 591/21, que autoriza a privatização dos Correios. O plenário rejeitou todos os pedidos de alteração da proposta apresentados pelos partidos políticos. O texto segue agora para análise no Senado.

O PL, de autoria do Poder Executivo, foi entregue em fevereiro deste ano, pessoalmente, pelo presidente Jair Bolsonaro ao Congresso Nacional. O governo defende que essa é uma das suas pautas positivas de sinalização para a manutenção da agenda liberal do ministro da Economia, Paulo Guedes.

Justificativa para privatização

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O governo afirma que há uma incerteza quanto à capacidade de investimentos futuros por parte dos Correios. Na avaliação do Executivo, isso reforça a necessidade da privatização para evitar que os cofres públicos sejam responsáveis por desembolsar recursos na ordem de R$ 2 bilhões ao ano. A estatal acumulou prejuízo de superior a R$ 3 bilhões entre 2013 e 2016, mas desde 2017 vem registrando resultados positivos nos balanços anuais.

Leia mais: “Lucro dos Correios em 2020 foi de R$ 1,5 bilhão”

Modelo escolhido

O modelo escolhido pelo governo para privatização foi a venda de 100% da estatal. Nesse formato, os serviços postais, que hoje são monopólio da União, serão prestados pela nova empresa privada em formato de concessão. A companhia terá exclusividade mínima de cinco anos sobre os serviços de correspondências, mas esse prazo pode ser superior. O edital com todas as informações para o leilão ainda será divulgado pelo governo.

Estruturação

O texto prevê que a empresa que comprar a estatal terá o nome de Correios do Brasil e será proibida de demitir funcionários sem justa causa nos 18 meses depois do processo de compra. A proposta também determina que a companhia ofereça um Plano de Demissão Voluntária aos empregados, com período de adesão de 180 dias contados a partir da venda. Os funcionários que decidirem sair da empresa teriam indenização correspondente a 12 meses de remuneração, além de manutenção do plano de saúde também pelo período de um ano.

Leia também: “Salários em estatais chegam a R$ 145 mil; confira”

Ação no STF

A privatização dos Correios é objeto de uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF), sob responsabilidade da ministra Cármen Lúcia. O processo foi movida pela Associação dos Profissionais dos Correios. A Procuradoria-Geral da República já se manifestou contra a privatização do serviço postal e dos correios aéreos. Ainda não há data de análise da ação no STF.

 

 

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5 comentários

  1. Os bons funcionários não deverão temer o desemprego, pelo contrário, por terem expertise na área, serão integralmente aproveitados. E quanto aos mortadelas vagabundos, vão revirar lata de lixo.

  2. Alguém duvida que no Senado além do PT, e assemelhados, os notáveis senadores Randolfe Rodrigues do Amapá e Eliziane Gama do Maranhão votarão contra como sempre fazem em todas as reformas e depois vão ao STF judicializar ?

  3. 23 vag@bundos

    Geninho Zuliani (DEM-SP)
    Kim Kataguiri (DEM-SP)
    Raul Henry (MDB-PE)
    Marcio Alvino (PL-SP)
    Edilazio Junior (PSD-MA)
    Júnior Mano (PL-CE)
    Fábio Trad (PSD-MS)
    Rodrigo Maia (sem partido-RJ)
    Tereza Nelma (PSDB-AL)
    Paulo Ramos (PDT-RJ)
    Marreca Filho (Patriota-MA)
    Orlando Silva (PCdoB-SP)
    Israel Batista (PV-DF)
    Bosco Saraiva (Solidariedade-AM)
    Arlindo Chinaglia (PT-SP)
    Carlos Veras (PT-PE)
    Odair Cunha (PT-MG)
    Aliel Machado (PSB-PR)
    Milton Coelho (PSB-PE)
    FernandaMelchionna (Psol-RS)
    Paulo Ganime (Novo-RJ)
    Perpétua Almeida (PCdoB-AC)
    Valtenir Pereira (MDB-MT)

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