Deputada do PT diz que eleição de Bolsonaro foi fraudada

Depois da repercussão negativa, Erika Kokay recuou, alegando que a "fraude eleitoral" seria a prisão do ex-presidente Lula, em 2017
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Érica Kokay é deputada pelo Distrito Federal (DF) | Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
Érica Kokay é deputada pelo Distrito Federal (DF) | Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

A deputada federal Erika Kokay (PT-DF) disse em sua conta no Twitter, no domingo 29, que as eleições de 2018 foram fraudadas e que o presidente Jair Bolsonaro (PL) não teria sido eleito.

“Bolsonaro não seria presidente se as eleições de 2018 não tivessem sido fraudadas”, disse Kokay. Ela acrescentou afirmando que o partido não aceitará “golpe contra a democracia” nas eleições deste ano, sugerindo que o PT não aceitará o resultado eleitoral se Bolsonaro for o vencedor.

Em resposta, Bolsonaro comentou com um ponto de interrogação “?” a publicação da parlamentar.

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Depois da repercussão negativa, Kokay recuou alegando que as “urnas eletrônicas são inquestionáveis” e que o ex-presidente Lula não disputou o pleito anterior por estar “preso injustamente”.

Ela também afirmou que a “fraude” estaria na “prisão política de Lula” e que objetivo era “beneficiar a direita e a extrema direita”. O ex-presidente foi preso pelo então juiz Sergio Moro no âmbito da Operação Lava Jato. Apesar de ser solto antes do período eleitoral, o petista foi barrado pela Lei da Ficha Limpa de participar da disputa.

Os apoiadores de Bolsonaro chegaram a marcar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na publicação da parlamentar. Por questionar as urnas eletrônicas, o presidente da República virou alvo do tribunal em ações que pedem sua condenação. Entretanto, até o momento, não houve manifestação da Corte sobre as declarações do Kokay.

Resultado das eleições

O presidente do TSE, o ministro Edson Fachin, tem sido ferrenho crítico dos que questionam a inviolabilidade das urnas ou a confiabilidade do sistema eleitoral. Na sexta-feira 27, ele disse que acatar o resultado das eleições “é expressão inegociável da democracia”.

“O Brasil tem eleições limpas, seguras e auditáveis. O acatamento do resultado do exercício da soberania popular é expressão inegociável da democracia pelo respeito ao sufrágio universal e ao voto secreto”, afirmou Fachin, em evento no Recife.

Urnas eletrônicas

No Brasil, as eleições ocorrem por meio das urnas eletrônicas. O modelo atual recebe críticas desde que começou a ser implantado, em 1997. Inicialmente, os apontamentos foram feitos por partidos de esquerda, como o PDT. A legenda, entretanto, mudou de posição.

Em 2015, o sistema com o voto impresso chegou a ser aprovado no Congresso Federal, para ser implantado nas eleições de 2018. Porém, o Supremo Tribunal Federal derrubou a medida aprovada pelos parlamentares.

A proposta voltou a ser discutida em 2021. Contudo, ela foi reprovada no Congresso. O ministro Luís Roberto Barroso, então presidente do Tribunal Superior Eleitoral, se manifestou várias vezes contra a implantação da medida.

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16 comentários Ver comentários

  1. E aí TSE, quantos dias ela tem para explicar suas palavras? Estamos esperando 🤔

    E que desculpa mais esfarrapada, se ela quisesse dizer que estava falando do luladrão, teria escrito exatamente que era porque o lularápio não tinha concorrido e não que a “eleição foi fraudada”!! Melhor assumir o que disse, apesar que eu sei que é complicado para um esquerdopata falar a verdade 🤷🏻‍♀️

  2. O Universo está em constante evolução, nosso mundo evolui, assim como evoluem os povos, os países, seus governantes e governados. Até os sistemas políticos, uns mais outros menos, evoluem. Infelizmente, no Brasil, a esquerda defende um sistema político que não evoluiu, anacrónico, e que seu uso foi praticamente abolido nas suas origens. Como se pode querer que quem o defende, aceite que urnas eletrônicas evoluam?

    1. Um luxo de lixo ou um lixo de luxo garrafas de vinho encontradas no valor de até R$ 5.000,00 ( cinco mil reais ) no lixo de uma casa de luxo em São Paulo, onde está morando o humilde Pai dos Pobres ?

  3. “Fraude eleitoral”? Está mais parecendo uma falha na ‘fralda cerebral’! A deputada do pt acha que as urnas são fraudáveis? Não é atentado à democracia?

  4. Uma coisa é inegável: a capacidade, por parte dessa turma, de repetir chavões e discursos batidos (além de falaciosos). Papagaio de pirata não consegue fazer melhor.

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